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Powell está sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cortar os juros no país. A mais recente investida é uma intimação com ameaça de acusação criminal, emitida pelo Departamento de Justiça (DoJ)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se juntou a outros dirigentes de autoridades monetárias para manifestar apoio a Jerome Powell, do Federal Reserve.
Powell está sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cortar os juros no país. A mais recente investida é uma intimação com ameaça de acusação criminal, emitida pelo Departamento de Justiça (DoJ).
O caso estaria relacionado à reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed, em Washington, D.C., e a declarações prestadas pelo dirigente ao Congresso americano em junho. Em vídeo divulgado pelo próprio Fed, Powell sugeriu que a iniciativa não teria relação direta com seu depoimento ou com as obras, mas sim com divergências sobre a condução da política monetária.
Powell confirmou o recebimento de intimações do Departamento de Justiça e afirmou ver a apuração como parte de um ambiente crescente de pressão política, sobretudo por parte do governo Trump, que vem criticando repetidamente o Fed por não cortar os juros no ritmo desejado pela Casa Branca.
O movimento recente contra o Federal Reserve não surge do nada. Ele repete a mesma lógica que o governo Trump vem tentando aplicar para afastar Lisa Cook do Conselho de Governadores do Fed, com base em acusações de fraude hipotecária.
Parte relevante dos investidores acredita que a pressão política pode tornar Powell e seus colegas ainda mais cautelosos para cortar juros: tanto por uma necessidade de reafirmar a independência institucional quanto porque o ambiente mais incerto recomenda prudência, declara o colunista do Seu Dinheiro, Matheus Spiess.
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Em resposta, presidentes de outros bancos centrais pelo mundo publicaram um manifesto em apoio à postura do Fed e de Powell.
“A independência dos bancos centrais é uma pedra angular da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse dos cidadãos que servimos. Portanto, é fundamental preservar essa independência, com pleno respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática. O presidente Powell serviu com integridade, focado em seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, ele é um colega respeitado, muito respeitado por todos que trabalharam com ele”, diz o texto.
Além de Galípolo, assinam a nota Christine Lagarde, do Banco Central Europeu; Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra; François Villeroy de Galhau e Pablo Hernández de Cos, do BIS; além de representantes das autoridades monetárias da Suécia, Dinamarca, Suíça, Noruega, Austrália, Canadá e Coreia do Sul.
Com Money Times
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