🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

TOUROS E URSOS #288

A ‘Faria Lima’ está errada? O que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal, segundo Felipe Salto

Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren, o risco de insolvência do país é praticamente zero — mas isso não significa que as contas públicas estejam confortáveis

Se existe um consenso no mercado neste momento é que as contas públicas serão um dos maiores desafios do presidente que será eleito — ou reeleito — em outubro. Mas, o tamanho desse desafio está longe de ser um consenso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, alguns participantes do mercado financeiro estão adotando um alarmismo que descola da realidade atual das contas do país.

"O risco de o Brasil quebrar é zero. Não existe risco de insolvência", disse o economista em participação no podcast Touros e Ursos do Seu Dinheiro.

A frase, dita logo no início da entrevista, resume a principal divergência de Salto com o mercado. Para ele, o Brasil tem uma dívida alta e crescente, mas também possui um dos mercados de dívida mais desenvolvidos entre os emergentes e um colchão de liquidez superior a R$ 1 trilhão, o que afasta qualquer cenário de calote ou quebra das contas públicas.

Na avaliação dele, parte dessas análises assume que os juros permanecerão elevados para sempre e ignora a possibilidade de ajustes fiscais consistentes que podem ajudar a conter o crescimento da dívida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não há que se falar em crise quando você tem um déficit que está estável e tem o mercado de dívida pública mais pujante dos países emergentes. Na Warren, a mesa de títulos públicos tem uma demanda gigantesca, no mercado primário e no mercado secundário", disse Salto.

Leia Também

POLÍTICA ECONÔMICA

Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta

MAIS LIDAS DO SD

Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana

O problema existe, mas está longe de ser insolúvel

Se por um lado Salto rejeita o discurso de crise, por outro também não minimiza o problema.

A dívida pública brasileira, hoje próxima de 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), está acima da média dos países emergentes e continua crescendo.

O economista afirma que o mercado tem razão ao cobrar medidas para estabilizar essa trajetória. O erro, em sua visão, é tratar o cenário atual como uma situação de ruptura iminente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não está difícil de resolver. Acho que uma meia dúzia de medidas e uma liderança efetiva da Presidência da República para convencer o Congresso é o que a gente precisa. Na nossa história sempre foi assim”, disse.

Segundo Felipe Salto, o próximo governo precisará apresentar logo na transição um plano crível para recuperar as contas públicas. Mas ele não vê necessidade de um choque abrupto ou medidas draconianas.

O objetivo inicial seria produzir um superávit relativamente modesto, entre 0,3% e 0,5% do PIB, com um “plano de voo” consistente. “O Brasil não é afeito a grandes mudanças”, disse.

O que cortar primeiro?

Ao falar de ajuste, o economista faz uma distinção importante: antes de discutir cortes que afetam aposentados e beneficiários de programas sociais, o governo deveria atacar despesas e privilégios que contam com menos apoio popular.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Salto colocou no topo da lista:

  • redução das emendas parlamentares;
  • combate aos supersalários do funcionalismo;
  • corte de benefícios tributários ineficientes;
  • revisão de programas e benefícios sociais que cresceram acima do esperado.

A primeira prioridade, segundo ele, deveria ser reduzir as emendas parlamentares. Depois viriam o combate aos supersalários do funcionalismo e uma revisão ampla dos benefícios tributários, que hoje somam cerca de R$ 620 bilhões por ano.

Salto também critica a visão de que o ajuste deve ocorrer apenas pelo lado das despesas.

Para ele, faz sentido revisar subsídios, incentivos fiscais e renúncias tributárias que podem melhorar o lado das receitas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só depois dessas medidas ele considera razoável discutir mudanças em gastos indexados ao salário mínimo, aposentadorias e outros programas sociais.

A lógica é construir legitimidade política para o ajuste e demonstrar que o esforço não está concentrado apenas na base da pirâmide.

Touros e Ursos da semana

No encerramento do episódio, o tradicional quadro Touros e Ursos trouxe os destaques da semana.

No lado dos Ursos (destaques negativos), Felipe Salto escolheu o Supremo Tribunal Federal. Para ele, as recentes revelações envolvendo a Corte desgastaram a imagem da instituição em um momento delicado da democracia brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A disparada do preço do petróleo devido ao aumento das tensões no Oriente Médio também recebeu destaque negativo. A nova alta piora a pressão inflacionária nos mercados globais e reforma o cenário de juros altos no mundo.

Do lado dos Touros (destaques positivos), a B3 foi mencionada pela sua decisão de atualizar a metodologia do Ibovespa para acrescentar BDRs ao índice.

Confira o episódio completo do Touros e Ursos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bilhete da Mega-Sena em destaque, com globo de sorteio, bolas numeradas e confetes ao fundo. Composição mostra um bilhete da Mega-Sena em primeiro plano, ao lado de um globo de sorteio e bolas numeradas, com a frase “Prêmio recorde” na base. 29 de outubro de 2026 - 5:49
Logo do Mercado Livre (MELI34) com fundo de gráfico e cotações 27 de outubro de 2026 - 14:22
Vencedor da Lotofácil fez a aposta pelos canais eletrônicos da Caixa. O outro foi a uma lotérica. 27 de outubro de 2026 - 5:58
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 26 de outubro de 2026 - 19:43
Prédio do Banco Central em Brasília. 24 de outubro de 2026 - 8:59
Homem de óculos e camisa social aparece em close-up, com fundo escuro. 23 de outubro de 2026 - 15:56
Armazém de varejo cheio de prateleiras com caixas de papelão e pacotes. 23 de outubro de 2026 - 11:15
James Bond Agente 007 23 de outubro de 2026 - 11:09
22 de outubro de 2026 - 18:45
dia de sorte sorteio caixa loterias 21 de outubro de 2026 - 5:42
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar