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Até o dia 14, festival brasileiro conecta música nacional a circuito global; ao Seu Dinheiro, o curador do The Town dá a lista com as atrações imperdíveis entre mais de uma centena de shows
A contextualização a seguir pode ser superlativa, mas para quem consome música e adora festivais, a dinâmica faz todo sentido: eventos gigantes são o que o historiador italiano Carlo Ginzburg chamaria de fração da micro-história, caso específico que revela estruturas culturais e mentais mais amplas da sociedade. Em São Paulo, essa fração acontece agora no The Town, começa hoje e vai até o dia 14 de setembro, no Autódromo de Interlagos.
Conectando ícones e sensações da música mundial e nacional à indústria musical global, o festival paulistano, irmão do Rock in Rio, apresenta ao mundo a experiência da música em 2025. Isso segundo o todo-poderoso Zé Ricardo, curador e vice-presidente artístico da Rock World, empresa responsável pelo The Town e Rock in Rio.
Zé Ricardo falou ao Seu Dinheiro em meio e na correria dos ajustes finais na gigantesca estrutura do festival. E apontou aqueles imperdíveis entre os mais de 100 shows do evento. “É muito difícil escolher alguns shows, porque, na verdade, quando você faz um book de todos os palcos, todos imediatamente se tornam seus filhos, né?! Mas eu vou dar algumas sugestões”.
“O line-up deste ano tenta se conectar o tempo inteiro com o que está acontecendo não só no Brasil, mas no mundo. A música urbana tem uma predominância gigantesca com ritmos como trap, o rap, o funk, para citar alguns”, conta Zé Ricardo.
São gêneros massivamente consumidos no Brasil e no mundo atualmente e estão muito bem representados no The Town 2025. Zé Ricardo, de imediato, traz como imperdível o show do trapper Travis Scott, atração principal do dia 6 no Palco Skyline.
O norte-americano, um texano de 34 anos, foi apontado pela Rolling Stone como símbolo moderno e cool na música contemporânea, um artista que se conecta com público e marcas.
Já foi até mesmo descrito como “semideus da cultura pop” pela Pitchfork, com lançamentos impactantes (principalmente os álbuns Birds in the Trap Sing McKnight e Days Before Rodeo). Além disso, colaborações massivas e aparições em plataformas como McDonald’s, Fortnite, Sony e até no cinema refletem seu alcance e poder cultural.
Do Brasil, o show do gênero funk destacado por Zé Ricardo, que também esbarra aqui e ali no trap, é o de MC Hariel, que encerra o Palco Quebrada no dia 6. O paulistano de 28 anos estourou em 2014 com a música “Passei Sorrindo”, cujo clipe foi dirigido por KondZilla. Hariel acumula feats com gigantes da música brasileira que extrapolam o seu nicho: Gilberto Gil participa de “Religião, Minha Ideologia”, adaptação de um verso do disco Dia Dorim, Noite Neon (1985), do próprio Gil, enquanto “Ilusão (Cracolândia)” tem participação do DJ Alok.
Zé Ricardo pede atenção a um nome do afrobeat, Burna Boy, nome artístico de Damini Ebunoluwa Ogulu, é um aclamado cantor, compositor e produtor musical nigeriano, escalado no Palco Skyline do dia 6. “É imperdível também”, ele reforça.
Burna Boy é um nome colossal da música mundial. Apareceu em 197º lugar na lista dos “200 maiores cantores de todos os tempos” da Rolling Stone, feita em 2023, e já venceu o Grammy 2021 na categoria Melhor Álbum de Word Music, com “Twice as Tall”. Aliás, Burna Boy foi o primeiro artista africano a se apresentar no palco dos Grammy Awards, em 2024, realizando um medley com Brandy e 21 Savage.
Ainda na pegada da música urbana, Zé Ricardo traz mais indicações: um nome da nova geração e outro absolutamente icônico. “Vamos ter shows de Don Toliver, com trap e aquele hip hop clássico da Lauryn Hill, que vai dominar a noite.”
Don Toliver, atração intermediária no dia 6 do Palco Skyline, é um dos artistas mais inovadores do trap melódico atual e faz parte do cast de artistas da Cactus Jack Records, selo do conterrâneo do Texas, Travis Scott.
Ele é conhecido por sua voz única, estética sonora envolvente. A revista digital Pitchfork aponta Toliver como uma mescla entre Kid Cudi e Drake e, no The Town, traz a turnê do álbum Hardstone Psycho, apontado pela crítica internacional como o registro mais ambicioso do artista.
O show de Lauryn Hill também é no sábado, mas no Palco One. Nesta volta ao Brasil ela convida YG Marley e Zion Marley, dois dos herdeiros diretos do legado musical de Bob Marley, além de filhos de Lauryn com Rohan Marley, empresário e também filho de Bob.
Em palco, segundo a Rolling Stone, o show do trio é uma verdadeira celebração familiar e espiritual, uma fusão poderosa entre gerações, em que o reggae, o hip-hop e a soul music se encontram em uma atmosfera carregada de emoção, ancestralidade e presença artística.
“O The Town é um festival que é para todas as idades, então nós temos um público muito diverso”, fala o curador, apontando para o Palco Factory. “Quando nós trazemos o Geraldo Azevedo para um palco de criatividade, que é o Palco Factory, a gente está tentando conectar o público com uma música de excelência e que remete a um estado do Brasil. Um artista que, apesar de ter uma obra incrível, ainda se conecta com a juventude. Existem muitos artistas novos que querem ver Geraldo Azevedo.”
Geraldo Azevedo, aos 80 anos, é autor de sucessos da MPB, como “Dia Branco”, “Canção de Despedida” e “Moça Bonita”, dono de uma vasta obra que une ritmos nordestinos à sofisticação harmônica da bossa nova. Ele se apresenta no Palco Factory no último dia do The Town 2025, dia 14, com participação da cantora Juliana Linhares. É o encontro de uma figura da música brasileira contemporânea com a cantora potiguar na cena brasileira desde 2021. A Rolling Stone Brasil já destacou Juliana Linhares como uma artista multifacetada e inovadora, com performances teatrais.
“Vai ser uma celebração ao Brasil, à música, ao Nordeste, que aparece de uma maneira tão presente também na nossa programação”, conta Zé Ricardo sobre o grande encontro, esse inédito e exclusivo do The Town.
A diversificação artística e de ritmos no The Town é mesmo uma preocupação constante de Zé Ricardo e toda sua equipe. Chegando no Palco Quebrada, ele aumenta a lista de artistas e conexões que o público do The Town deve se esforçar para conferir de corpo e alma.
“Temos ali a presença do samba, que traz, em sua maior qualidade, Péricles, Belo, trazendo o pagode e o samba de uma conexão única para o festival, com shows únicos e exclusivos”, exalta o curador.
Sucesso na música popular, Péricles faz show com participação do rapper Dexter no dia 13. Péricles, um dos maiores nomes do samba e pagode no Brasil, começou com o grupo Exaltasamba, onde se destacou como vocalista e compositor e decolou de vez na carreira solo.
Carismático e acolhedor, o cantor é exemplo de artista para novos talentos, como para o seu convidado, Dexter – juntos, lançaram em 2016 a música ‘Me Perdoa’, que deve aparecer no setlist desse show no The Town.
Já o outro show citado por Zé Ricardo do segmento samba-pagode, o de Belo, acontece no dia 14. Da periferia paulista a estádios lotados, Belo é uma combinação poderosa de talento vocal, carisma e uma trajetória que conecta diretamente com o público.
O artista está em turnê com o projeto Belo In Concert, que mistura seus sucessos com releituras de clássicos de artistas que o influenciaram, como Djavan, Fábio Jr., Roupa Nova e José Augusto.
“A música pop é presente demais com Katy Perry, com Camila Cabello, com o Dennis DJ, com o Ludmilla”, menciona Zé Ricardo. O gênero se apresenta, ele aponta, “diverso e plural para o público que ama e festeja o The Town a cada edição”.
Katy Perry é a atração principal do Palco Skyline no dia 14, o último dia do The Town 2025. A já experiente cantora norte-americana criou uma estética própria – colorida, teatral, provocativa – e tem uma coleção impressionante de músicas que dominaram as paradas mundiais. Faixas como “Firework”, “Roar”, “Dark Horse” e “I Kissed a Girl” se tornaram hinos pop universais, além de entregar megashows e interagir constantemente com seu público.
Ela vem ao Brasil com a turnê mundial Lifetimes Tour, com uma proposta cheia de nostalgia pop misturada a uma estética futurista, que, segundo a Billboard, é um sucesso estrondoso em níveis históricos: já arrecadou mais de US$ 80 milhões em vendas nas etapas dos EUA, Canadá e Austrália.
Camila Cabello se apresenta no mesmo dia 14 e mesmo Palco Skyline, um show antes da Katy Perry. Ela vive um momento de renovação artística e reconexão com o público global, com shows que misturam seus sucessos em novas versões e covers, como “Linger” do The Cranberries, ensaiada especialmente para o público brasileiro, segundo revelou a própria artista.
Para fãs de música eletrônica tem apresentação de Dennis DJ, um dos maiores nomes da música eletrônica e do funk brasileiro da atualidade, que estará dia 14 no Palco One. Quem é Dennis DJ? Ele “só” produziu clássicos do pop nacional como “Cerol na Mão” e “Um Tapinha Não Dói” à época do Furacão 2000. No The Town ele traz seu concorrido Baile do Dennis.
Ludmilla fecha o Palco One no dia 14. A cantora brasileira começou no funk carioca como MC Beyoncé e evoluiu para incorporar pop, R&B, samba, pagode e hip-hop. Em 2023, ela foi citada em uma lista da Billboard como uma das dez artistas latinas mais influentes do mundo, sendo a única brasileira. O show da vez chama Numanice, que transforma o pagode em uma experiência pop.
Lionel Richie é mais um show com a chancela de imperdível, uma das maiores lendas da soul music. “É o cara que fez ‘We Are The World’, um cara que é um dos maiores produtores e arranjadores da música, cheio de hits”, lista Zé Ricardo. O show é no dia 13, o principal da noite no Palco One. Nesta mesma data também terá apresentações de Mariah Carey, Jessie J e Ivete Sangalo.
Lionel não se apresenta no país desde sua última passagem, em 2016. Na indústria música desde a década e 1960, Lionel Richie chegou ao ápice nos anos 1980 e ali conquistou seu trono no soul, principalmente com “Truly” e “Hello” são sucessos que mostram sua habilidade única em criar baladas românticas que sensibilizam eternamente o ouvinte.
Ao longo de sua carreira, Richie recebeu numerosos prêmios, incluindo Grammys e American Music Awards, que atestam seu talento e influência.
Também na esfera do punk rock, o The Town fez uma troca de line-up a poucos dias do início desta edição que reverberou de forma muito positiva entre o público e a mídia. Saiu Sex Pistols, que segundo um comunicado oficial da própria banda não viajaria porque o guitarrista Steve Jones quebrou o pulso, entrou Bad Religion. Medalhão por medalhão do punk, a curadoria foi cirúrgica e a mudança foi comentada como positiva demais.
“O show do Bad Religion, atração que entrou há pouco tempo no festival, vai encantar e vai botar a plateia para enlouquecer no dia 7”, comenta Zé Ricardo.
Neste dia 7, no domingo, o Bad Religion é a penúltima a entrar no Palco Skyline, que tem Green Day como atração principal.
Antes, aquece o público com o polivalente e eterno Capital Inicial e o show solo de uma das mais aclamadas vozes do heavy metal, Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, banda que desde os anos 1980 está no topo da indústria da música pesada ao lado do Metallica.
Ainda no domingo e no universo rock, o The Town traz o inédito encontro entre duas instituições do punk nacional, Inocentes & Supla, além de CPM 22, uma banda que furou o nicho punk e circula muito bem por diversos públicos. Aqui ela vem com o show especial de 30 anos de carreira. O dia ainda tem Pitty e o furacão e incansável norte-americano Iggy Pop, uma lenda viva do rock.
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