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Cada vez mais procurada por turistas de alto padrão, a viagem de safári demanda planejamento com antecedência para hospedar-se nos lodges mais completos
Nem os mais céticos conseguem negar o encantamento de ver os “Big Five” em um safári na África. Progressivamente, os animais mais almejados da savana — o elefante, o búfalo-africano, o leopardo, o rinoceronte e o leão — substituem o hype de monumentos como Coliseu, Torre Eiffel e Estátua da Liberdade, sobretudo para aqueles viajantes experientes que já encheram o passaporte de carimbos dos destinos mais populares.
Em um contexto de overtourism, em que nenhuma experiência é individual e a exclusividade passa longe, os lodges de luxo de países como África do Sul, Botswana e Namíbia se colocam no espectro oposto das lotadas capitais europeias.
E, se o novo sinônimo de luxo no turismo é a autenticidade e a reconexão, conforme indicam estudos, então não é de se estranhar que as viagens de safári sejam cada vez mais estimadas pelo público viajante.
“Fazer um safári ajuda a realinhar sua conexão e seu senso de pertencimento. Todos nós fazemos parte da natureza, gostemos ou não. Os safáris despertam nossos sentidos e nos forçam a viver o momento. É algo primordial, algo profundamente enraizado em nós que desperta quando nos conectamos e que faz com que a experiência pareça surreal”, diz o ranger Bradley Sheldon, do lodge Ulusaba.
A junção de uma vivência única, com estruturas de hospedagem 5 estrelas e a possibilidade de combinar o roteiro com praias idílicas e vinícolas renomadas fazem do continente africano um novo oásis para os turistas de alto padrão.
Agentes de turismo têm, inclusive, percebido que quem faz safári, não se contenta com uma única vez e quer ir de novo para buscar outros tipos de experiência.
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Desde o final de 2023, voos diretos foram reinaugurados do Brasil à Joanesburgo e à Cidade do Cabo, na África do Sul.
Os avanços na malha aérea e o aumento do turismo mundial em direção ao continente contribuíram para eliminar barreiras para os brasileiros. Não só as óbvias barreiras físicas, mas também as mentais, que criavam um estigma em cima da viagem à África — “muito cara”, “muito longe”, “muito perigosa”.
Ainda assim, há muito a ser explorado, nas palavras de Suellen Mendes, diretora de vendas do B2B da operadora Sete Mares Turismo.
O mercado brasileiro ainda conhece muito pouco a África, confirma o diretor da África do Sul Turismo, Sergio Jose Maciura.
“Uma coisa importante que nós temos que fazer é desmistificar a questão do destino. Você vai ver hotéis fantásticos, casas maravilhosas, ótima gastronomia. Mas é mais ou menos como no Brasil: tem coisas boas e coisas ruins”, diz.
A verdade é que uma viagem de safári para a África demanda, sim, mais planejamento e, sobretudo, antecedência.
Se você quer ir na melhor temporada — entre junho e agosto — no ano que vem, o momento de começar a se preparar é agora.
Isso porque a estrutura não é a de mega resorts massificados. Os lodges mais interessantes têm poucas vagas e os viajantes brasileiros competem com americanos e europeus, que já descobriram o turismo na África há um tempo.
O Mahali Mzuri, que já foi eleito o melhor safári do mundo pela revista Travel + Leisure, por exemplo, tem apenas 12 tendas nos mais de 13 mil hectares da reserva.
O andBeyond Ngala Safari Lodge, outra hospedagem de alto nível da região, tem 20 cabanas.
| Os meses de inverno são os mais propícios para avistamento dos animais por uma questão natural mesmo. Por ser uma época mais seca, os animais são obrigados a circular mais em busca de água. Além disso, a vegetação está menos densa. O contraponto é que os turistas precisam se preparar para o frio, sobretudo nos safáris da manhã, que partem por volta das 5h30. |

Diferentemente do que acontece nos destinos mais tradicionais, como os Estados Unidos e os principais países da Europa, a ajuda de um especialista de viagens é praticamente mandatória para quem quer ir à África. Tanto por uma questão de organização logística — os voos internos precisam ser milimetricamente planejados, por conta da frota aérea reduzida — quanto de curadoria de experiências e hospedagens mesmo.
A expertise torna-se ainda mais essencial quando a ideia é combinar um roteiro de safári com outros destinos pelo continente africano, uma prática cada vez mais comum entre os viajantes.
Para quem vai pela primeira vez para a região, a África do Sul costuma ser o local escolhido, devido à facilidade dos voos diretos até as principais cidades do país e à ampla infraestrutura do célebre Kruger National Park.
Ainda é possível fazer safáris em mais de um parque na mesma viagem. Na África do Sul Turismo, os viajantes conseguem combinar o Pilanesberg National Park com o Madikwe National Park.
Além das savanas, um roteiro bem comum e recomendado pelos especialistas é conhecer as regiões vinícolas do país.
Para uma vivência mais cosmopolita, a dica é ficar alguns dias nos hotéis de alto padrão de Joanesburgo e da Cidade do Cabo.
Explorando outros países, dá para conhecer as cataratas Victoria Falls, no Zimbabwe, os safáris de Botswana, principalmente na região do Delta do Okavango; as praias da Tanzânia e de Zanzibar; ou mesmo os bangalôs ultra luxuosos de Seychelles.
O estigma de que é caro viajar para o continente africano não é exatamente uma falácia. Em comparação com lugares que já caíram no gosto do turista brasileiro e que já contam com uma ampla gama de promoções e pacotes, um safári vai demandar um gasto mais elevado.
Isso tem a ver com a operação logística e com o estilo de viagem para a região. Em geral, hospeda-se em hotéis que já oferecem tanto a experiência de avistamento de animais quanto a alimentação — todos com custos dolarizados.
Além disso, é praticamente impossível “dar um pulinho” na África. Por mais que já existam voos diretos de menos de 9 horas saindo do Brasil, não é usual passar menos de uma semana em um safári.
A recomendação dos especialistas é fazer, no mínimo, cinco passeios pelas savanas. Na prática, como ocorrem duas saídas por dia, você tem que ficar pelo menos três noites em um lodge.
Na África do Sul Turismo, o roteiro mais enxuto com hospedagem 5 estrelas sai cerca de US$ 3 mil (R$ 16.550) por pessoa, sem contar as passagens aéreas.
Na Sete Mares, um pacote de sete dias sai a partir de US$ 15 mil (R$ 82.750) para uma família com dois adultos e duas crianças.
Fazendo uma pesquisa pelo Google Flights para junho de 2026, uma passagem de ida e volta entre SP e Cidade do Cabo com conexão sai por cerca de R$ 4.300. Já um voo direto para Joanesburgo custa cerca de R$ 6.000.
Claro que esses valores são altamente variáveis a depender do estilo de viagem que você busca.
Segundo os especialistas, o continente africano tem sido muito buscado para luas-de-mel, mas também para famílias. Se a ideia for viajar com crianças, é melhor que elas tenham mais de 6 anos, por questões de adaptação aos passeios.

O fato que muita gente se veste em tons terrosos ao fazer o safári não é uma questão (só) de estilo, é também um ajuste ao ambiente. Embora não seja expressamente proibido usar tons mais vibrantes, ninguém quer atrair a atenção indesejada de animais selvagens.
“Você pode precisar levar roupas quentes extras. Isso geralmente acontece do final do outono (abril a maio) ao início da primavera (setembro a outubro), e especialmente no inverno. Embora as temperaturas médias ao meio-dia sejam bastante altas, nos outros meses pode ficar muito quente e chuvoso, então levar algum equipamento impermeável ou um quebra-vento será muito útil”, diz o ranger Bradley Sheldon, do lodge Ulusaba.
Além, é claro, das proteções clássicas para um passeio ao ar livre: chapéu, bonés e protetor solar.
Outro equipamento fora do usual mas que torna-se extremamente útil nas savanas é o binóculos, essencial para avistar com clareza os animais que — ainda bem — não chegam muito perto do veículo.
A recomendação, principalmente para quem vai circular dentro do continente, é não levar malas rígidas, já que muitos dos voos internos são feitos em aviões pequenos com compartimento de bagagem bem restrito.
Em quesito burocrático, é importante que os viajantes chequem as exigências de documentação. Alguns países, como o Zimbabwe, exige que o turista tenha três páginas do passaporte em branco para entrar no território.
Outros locais, como a África do Sul, exigem a vacina contra a febre amarela.
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