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A IA vai mesmo mudar a forma como viajamos? Especialistas discutem as oportunidades, os limites e a importância do elemento humano, especialmente no turismo de alto padrão
Se até pouco tempo atrás planejar viagens demandava longas horas gastas, hoje o cenário é diferente. Neste mês, o Google lançou um trio de novidades baseadas em IA generativa que transforma a experiência de um viajante em busca do itinerário turístico ideal.
Essas atualizações estão presentes no Google Flights e no Modo IA no Google Search, que gera um texto com base em buscas feitas na plataforma. A ideia, de acordo Marco Lisboa, CEO e fundador da rede de franquias de agências de viagens 3,2,1 GO!, é apresentar "sugestões imediatas e mais contextualizadas”.
O lançamento já tem funções disponíveis no Brasil e outras limitadas aos Estados Unidos. A promessa é de tornar mais sucinta e otimizada a experiência do viajante.
“A integração de IA no planejamento de viagens dentro do próprio Google muda totalmente a forma como o viajante inicia sua jornada”, diz. “Antes, ele precisava procurar por dezenas de sites, comparar opções e preços manualmente, e montar um roteiro do zero, através de muitas pesquisas e vídeos do Youtube."
A ajuda da IA no planejamento de viagens têm sido crescente. Uma pesquisa global divulgada em abril de 2025 pelo Booking.com apontou que 2 em cada 3 viajantes brasileiros pretendiam usar IA para organizar suas próximas viagens.
Ainda assim, especialistas reforçam que o olhar humano segue indispensável na hora de montar um roteiro, especialmente em viagens de alto padrão.
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Para entender as vantagens e os limites do uso de IA em roteiros de viagem, conversamos com Guilherme Paulus, da CVC, Alexandre Oliveira, da Civitatis Brasil e Caio Santomo, da CSX Holding, além de Marco Lisboa, da 3,2,1 GO!. Juntos, eles ajudaram a pintar um cenário mais pé no chão do uso de IA para cruzar os ares no turismo de 2025.
Apresentadas como um trio de novidades, as novas funções do Google foram lançadas em duas frentes, no já conhecido Google Flights e no Modo IA do Google Search. Em julho deste ano, inclusive, esse último ganhou o Canvas, um “quadro de planejamento”. Nele é possível organizar um projeto ao longo do tempo, salvando e ajustando as respostas da IA em um espaço permanente.
Na prática, ao descrever o tipo de viagem e clicar em “Create with Canvas”, o usuário recebe um roteiro em painel lateral. Nele estãohotéis sugeridos, comparações de preço, sugestões de restaurantes e atividades otimizadas pela distância do hotel. Tudo, aliás, pode ser refinado com novas instruções. Por enquanto, o Canvas está restrito ao mercado americano.
Também houve a expansão das capacidades do agentic booking (também por enquanto limitado a usuários dos EUA) do Modo IA. Ou seja, a Inteligência Artificial passa a pesquisar e apresentar com disponibilidade em tempo real, oportunidades como restaurantes, ingressos e serviços. Tudo, aliás, automatizado e com links diretos para parceiros.
Já em relação ao uso da IA no Google Flights, a empresa lançou a atualização Flight Deals. Com ela, a partir de um pedido em linguagem natural (por exemplo “férias baratas em janeiro saindo de São Paulo”), é possível encontrar destinos e datas com tarifas mais baixas. Esse recurso já está sendo liberado, também gradualmente, no Brasil.
Na visão de especialistas, uma das principais vantagens que a IA oferece ao planejar uma viagem é na organização das ideias iniciais.
“A integração de IA no mecanismo de busca facilita a fase inicial do planejamento ao transformar ideias vagas em roteiros estruturados. Isso reduz a fricção da pesquisa inicial e organiza rapidamente informações complexas”, diz Guilherme Paulus, cofundador da agência de viagens CVC, se referindo aos lançamentos do Google.
Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil, plataforma focada na venda de passeios e experiências turísticas, por sua vez, compartilha de uma visão parecida: “A chegada da IA generativa ao mecanismo de busca realmente pode mudar a forma como os viajantes tech savvy planejam uma viagem, porque torna tudo mais conversacional e intuitivo”.
De acordo com ele, “ao invés de abrir dezenas de abas”, o viajante passa a fazer a pergunta que deseja, de forma personalizada, e tem respostas mais organizadas em um só lugar.
“Ao condensar informações dispersas em um roteiro coerente, reduzir a insegurança de quem começa do zero e oferece uma visão clara das possibilidades antes mesmo de abrir múltiplos sites ou aplicativos”, relata também Caio Santomo, especialista em turismo e CEO da CSX Holding, empresa multissetorial com atuação em turismo, turismo e hotelaria.
Para Guilherme, da CVC, a IA é especialmente eficiente em três momentos do planejamento: “Ela contribui na fase de inspiração estruturada, ao sugerir destinos que façam sentido para o perfil do viajante; ajuda na otimização de custos e de tempo ao simular diferentes cenários e combinações de datas, rotas e tipos de hospedagem; e fortalece a personalização”.
Essa customização de recomendações, como aponta o especialista, ocorre por meio do cruzamento de preferências, hábitos e histórico de comportamento para construir propostas mais assertivas e alinhadas ao estilo de cada cliente.

“É inegável como a IA reduz o tempo em pesquisas e decisões de viagem”, diz Alexandre, da Civitatis. Assim como Guilherme, ele indica que o processamento de milhares de opções em segundos ajuda na indicação de roteiros que se encaixam no perfil de cada viajante. A IA sugere, exemplifica, “o melhor horário para cada atividade, a melhor época para viajar, como chegar em cada destino”. “Isso agiliza a tomada de decisão”, afirma.
Caio também relata que a vantagem da economia de tempo e facilitação das escolhas está justamente em utilizá-la nas etapas repetitivas e comparativas. Entre elas, a pesquisa de preços de passagens, levantamento de hotéis dentro do orçamento, identificação das atrações mais populares e estimativas de deslocamento.
“Quanto mais detalhado o prompt, melhor o resultado. Informar datas, orçamento, estilo de viagem, preferências de hospedagem e exemplos de experiências anteriores aumenta exponencialmente a qualidade das respostas”, diz Guilherme Paulus
Alexandre Oliveira, por outro lado, descreve essa habilidade de orientação como “achar uma agulha no palheiro”. “Com o prompt certo, a IA reúne milhares de dados sobre passeios, avaliações e percepções de viajantes e filtra aquilo que combina com seu estilo.”

Além disso, ele conta que, ao entender a intenção do viajante, muitas vezes a IA “entrega até mesmo insights que o próprio viajante não sabia que precisava considerar”. Dentre eles, clima, localização, tempo de deslocamento ou nível de dificuldade das atividades, por exemplo.
É importante lembrar, inclusive, que, neste processo de filtrar informações pela IA, fontes confiáveis online são ouro. “A tecnologia só é verdadeiramente segura quando é combinada com a análise crítica do próprio usuário e com a checagem de informações confiáveis que validem essas recomendações”, destaca Alexandre.
Uma das formas apontadas de fazer isso, aliás, é a boa e velha checagem relatos de pessoas que já vivenciaram a experiência buscada. “Comentários que mostram que uma trilha é mais difícil do que parece ou revelam um ponto secreto fazem muita diferença na decisão final”, complementa.
“Ainda é indispensável contar com profissionais que saibam interpretar o contexto e avaliar riscos”, diz Alexandre. “A tecnologia agiliza processos, organiza informações e sugere caminhos, mas quem traz critério, sensibilidade e confiança ainda são os profissionais”, acrescenta.
Isso é especialmente válido quando se trata de passear pelos locais talvez menos conhecidos e mais, digamos, “VIP”. “Viagens de alto padrão exigem algo que a IA não entrega sozinha: acesso”, diz Marco Lisboa, da 3,2,1 GO! “Um agente de viagem pode conseguir upgrades, mimos, reservas difíceis e experiências VIP com benefícios que não aparecem em um buscador”, relata.
Assim como Alexandre, ele afirma que, embora a IA ajuda na pesquisa, o diferencial de uma viagem premium está no relacionamento humano e no conhecimento do consultor.
“A combinação entre especialistas de viagem e IA resulta em recomendações mais completas, já que a tecnologia agiliza análises e comparações enquanto o profissional agrega sensibilidade humana, conhecimento de mercado e a capacidade de ajustar detalhes subjetivos que fazem diferença na experiência final”, conclui Caio Santomo, da CSX Holding.
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