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Após investir 5 bilhões de euros, companhia francesa acirra a competição com British Airways e Lufthansa para conquistar o turista de luxo; voo ‘mais barato’ sai a partir de R$ 35 mil

Viajar de primeira classe já é, por si só, uma experiência luxuosa e exclusiva. Não tem como viajar de avião em uma situação melhor que essa. A não ser que você decida gastar os R$ 35 mil (por trecho) para embarcar na La Première, a primeira classe da Air France, que ganhou um “upgrade” nessa semana a bordo de aeronaves Boeing 777-300.
Os turistas saindo de São Paulo podem embarcar rumo a Paris, Nova York, Washington, Los Angeles, São Francisco, Miami, Singapura, Tóquio, Dubai e Costa do Marfim na cabine mais “premium” da companhia francesa.
Os voos de ida e volta mais baratos saem a partir de R$ 66 mil e os mais caros, por R$ 150 mil.
O valor inclui mais do que o trecho aéreo. Entre os “mimos”, estão um transfer da sala VIP exclusiva ao avião, feito em um carro Porsche; um pijama Jacquemus; uma nécessaire com amenities Sisley e roupas de cama Dumas Paris.
Já consagrada no mercado como uma das cabines mais prestigiadas pelos viajantes de alto padrão, a reformulação da La Première vem na esteira de uma série de renovações propostas pelo CEO Benjamin Smith.

Com atendimento praticamente “da porta de casa à porta do avião”, os viajantes da La Première têm o suprassumo da exclusividade, podendo inclusive fazer a viagem inteira sem nem ver os outros passageiros da aeronave.
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Em Paris e algumas outras cidades da França, um serviço de pick up está disponível para os passageiros, que são levados por um motorista particular até o aeroporto Charles de Gaulle.
Lá, uma sala VIP totalmente reservada para os viajantes da primeira classe conta com cardápio elaborado por Alain Ducasse, chef francês com 21 estrelas Michelin, e tratamentos faciais e corporais da Sisley.
O trajeto final até a porta do avião é feito em um Porsche Cayenne híbrido.

Dentro da cabine, uma colaboração inédita com a marca de luxo Jacquemus resultou em pijamas nas cores da Air France, que são oferecidos como cortesia para todos os passageiros.
“Cada detalhe importa na criação de uma experiência de viagem memorável, e esta colaboração fortalece nosso compromisso em aprimorar cada momento passado nesta cabine excepcional”, disse Fabien Pelous, diretor de experiência do cliente da Air France, em comunicado à imprensa.
O rebranding da La Première é uma das estratégias de Benjamin Smith para “elevar o nível” da Air France.
Inicialmente, o plano do executivo era liderar essa recuperação com os viajantes corporativos. No entanto, essa clientela nunca mais retornou aos níveis de demanda pré-pandemia, o que fez Smith mirar nos turistas de luxo — que não se importam em pagar cifras milionárias, desde que tenham um serviço exclusivo e à altura dos padrões esperados.
Hoje, essa categoria de passageiros ocupa mais de 50% dos assentos da primeira classe e da executiva, segundo a diretora geral da Air France, Anne Rigail.
Antes de colocar a nova La Première nos ares, a companhia investiu pesado em renovar a frota, com aeronaves de curto alcance A220 e as de longo alcance A350 da Airbus.
No total, o investimento foi de 5 bilhões de euros nesse “upgrade” da Air France, que incluiu compra de aeronaves, melhorias nas cabines e também nas salas VIPs, que têm se tornado cada vez mais importantes para atrair os clientes endinheirados.

A revitalização da companhia francesa se encaixa em um contexto de forte concorrência entre as europeias, já que a British Airways e a Lufthansa também estão mirando os viajantes premium com suas próprias iniciativas de renovação.
A inglesa, inclusive, revelou no final do ano passado a sua nova cabine de primeira classe, chamada First, que também faz parte de uma estratégia de modernização estimada em 8,3 milhões de euros.
* Com informações do Le Monde e da NSS Mag.
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