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Lazer, possibilidade de trabalho remoto e cultura amigável são alguns dos indicativos que levaram o país ao topo do ranking Expat Insider 2025

Na hora de mudar de país, a busca por qualidade de vida, segurança e lazer é a preocupação na cabeça de muitos estrangeiros. Engana-se, no entanto, quem pensa que a melhor opção de país está muito acima da linha do Equador: na verdade, fica bem próxima dela. Estamos falando do Panamá, que ocupa o primeiro lugar no ranking Expat Insider 2025, divulgado pela InterNations.
Construída a partir de uma pesquisa realizada entre 1 a 28 de fevereiro de 2025, a lista inclui 46 países. A InterNations conduziu um questionário online com todos os tipos de expatriados. Dentre eles, colaboradores transferidos para atuação internacional, estrangeiros aposentados e aqueles que conquistaram um trabalho após se mudarem para o novo país.
Kathrin Chudoba, editora-chefe da InterNations, relatou à Forbes que é difícil definir o que exatamente torna o Panamá tão atraente. "Provavelmente, simplesmente a combinação quase perfeita de uma infraestrutura decente a preços acessíveis, aliada a um clima agradável e, principalmente, a uma cultura aberta, amigável e de fácil integração."
Este é o segundo ano consecutivo que o Panamá ocupa a liderança no ranking, aliás. Em 2024, o país subiu do 3º lugar para o top 1, superando o México, que estava em 1º lugar em 2023.
Os cinco principais índices da pesquisa são trabalho no exterior, facilidade de adaptação, finanças pessoais, essenciais do expatriado (que inclui tópicos como moradia, administração, vida digital e idioma), e qualidade de vida. Em todos eles, o Panamá se classifica entre os três primeiros.
Não à toa, segundo a pesquisa, mais de um terço dos expatriados entrevistados planejam ficar lá para sempre.
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Dentre as categorias monitoradas, o maior avanço panamenho acontece em qualidade de vida. No último ano, o país saltou do 16º lugar entre 53 destinos listados para a 3º posição.
Quando o assunto são opções de lazer, o Panamá também ocupa o 3º lugar. Aqui o que é levado em conta são as oportunidades esportivas disponíveis, a cultura e a vida noturna de um lugar.

O beisebol, por exemplo, é popular no país devido a influência dos Estados Unidos durante a construção do Canal do Panamá no início do século 20. Já suas praias caribenhas e do Pacífico facilitam esportes aquáticos como surf, stand-up paddle, snorkeling e mergulho.
A variedade culinária e as opções gastronômicas também foram avaliadas positivamente por 74% dos entrevistados. E aparece em opções como o Maito, por exemplo, restaurante de influência afro-caribenha que figurou na 14ª colocação no ranking Latin America’s 50 Best Restaurants em 2024.
Segurança é outro destaque na pesquisa. Neste quesito, o país ocupa o 5º lugar. Quase todos os entrevistados, mais precisamente 97%, afirmaram se sentir seguros no Panamá. Além disso, 80% concordam que podem expressar abertamente suas opiniões. Um total de 75% avalia ainda a estabilidade política como positiva.
Encontrar moradia, aponta a InterNations, é um desafio para muitos expatriados, mas não para 90% dos entrevistados no Panamá. Essa parcela, quase dominante, considera a tarefa fácil. Além disso, no tópico de residência acessível, o país ocupa o 5º lugar entre as nações avaliadas.
Quando o assunto é a vida de estrangeiro, o home office vira assunto prioritário. A combinação de local agradável e conectividade de rede, portanto, são essenciais. Segundo a pesquisa, o Panamá oferece exatamente isso.
Já quando se trata de “vida digital”, o Panamá subiu do 16º lugar em 2024 para o 10º lugar neste ano. A internet de alta velocidade em casa destacou o país, que ocupa o 3º lugar neste indicativo. Para os trabalhadores remotos, um paraíso.
Mas é claro que nem só de trabalho vive o estrangeiro, especialmente em um lugar como o Panamá. E isso, os aposentados sabem bem. O país ficou no topo do Índice Global de Aposentadoria Anual mais recente da International Living, que destaca os melhores lugares para se mudar em 2025.
Já na pesquisa da InterNations, 5% dos entrevistados relatam já estar aposentados e 18% afirmam que sua principal motivação para se mudar foi a aposentadoria.
Talvez, a socialização seja até um atrativo àqueles que terão mais tempo livre. Mais de quatro em cada cinco expatriados afirmam que os moradores locais são amigáveis, em geral, e especificamente com residentes estrangeiros.
Assim, qualquer adaptação fica mais mais fácil. Não por acaso, o Panamá mostrou que abraça os novatos, figurando em 2º lugar no índice de facilidade de adaptação.

Falando dos outros destaques apontados como melhores lugares para se viver como estrangeiro, não houve muitas mudanças no top 10 do ranking de 2025. Os únicos dois novos países foram China, em 6º lugar, e Malásia, na 10º posição.
A Ásia, aliás, representa a região dominante de metade da lista. Além dos dois países já citados, a Tailândia (4º), Vietnã (5º) e Indonésia (8º) figuram entre os dez melhores para viver como estrangeiro.
O custo de vida nestes destinos, indica ser um dos motivos para isso. O Vietnã, a China, a Tailândia, a Indonésia e a Malásia ficaram também entre os 10 países mais acessíveis financeiramente para expatriados. Veja aqui o ranking feito pelo Seu Dinheiro, conforme o estudo Expat Insider 2025.
O 2º e 3º lugares ficaram com países da América Latina. A Colômbia, levou o top 2 e o México, a terceira posição do pódio. Segundo a pesquisa, os pontos em comum que elevaram a classificação dos destinos no ranking não foi uma surpresa para nós, latinos. A cultura amigável e acolhedora, bem como a vida social animada impulsionaram o índice de facilidade de adaptação.
Os Emirados Árabes Unidos (7º) e a Espanha (9º) completam o ranking dos top 10. O principal responsável pela figuração desses países no grupo foi o alto índice de qualidade de vida, apontado pelos entrevistados.
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