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Na última semana, houve especulações sobre a possibilidade de viajar de pé em aviões; confira os projetos já apresentados e se eles serão de fato concretizados

Nesta semana, uma notícia inusitada para qualquer viajante tomou as manchetes de alguns veículos de notícias. O relato foi de que companhias aéreas têm se planejado para oferecer assentos em pé nos aviões em 2026.
Segundo portais como o britânico The Daily Mail, por exemplo, a novidade seria implementada por companhias menores e de baixo custo que operam somente dentro da Europa, como a irlandesa Ryanair.
Entretanto, a AFP Fact Check, divisão da agência Agence France-Presse (AFP) especializada em verificação de fatos, divulgou em junho uma nota confirmando que esses planos não existem.
As discussões sobre o tema, no entanto, não são de hoje. Notícias que apontam para a proposição da ideia de assentos verticais (uma estrutura na qual o passageiro só apoiaria as costas) datam, pelo menos, de uma década atrás. Mas estariam elas totalmente erradas? Confira abaixo.
Uma matéria da BBC, publicada em 2010, relata que a Ryanair, companhia aérea irlandesa de baixo custo, planejava testar lugares em pé em suas aeronaves. O diferencial seriam os preços extremamente baratos das passagens. De acordo com o veículo, o valor seria de 4 libras (cerca de R$ 10 na época).
Além disso, um artigo do El País de 2018 menciona que o debate sobre a inovação teria sido reintroduzido na Aircraft Interiors Expo, convenção realizada em Hamburgo, na Alemanha, naquele ano. No evento, a empresa italiana Aviointeriors teria apresentado o protótipo do assento vertical “Skyrider 2.0”, uma versão atualizada do projeto pioneiro realmente introduzido pela empresa em 2010.
Como aponta a matéria do El País, o assento Skyrider 2.0 exibia uma base que se assemelha ao selim de uma bicicleta mais larga, com um encosto totalmente vertical.
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As notícias que ressurgiram nesta semana trouxeram à tona novamente tanto a possível investida da Ryanair na inovação, quanto o protótipo da Aviointeriors.
Como apontado pela BBC, em 2010, a Ryanair tinha o plano de remover as últimas dez fileiras de assentos de 250 aeronaves da companhia e substituí-las por 15 fileiras de assentos verticais. Além disso, poderia remover dois banheiros da parte de trás.
Segundo o veículo, as mudanças ajudariam a incluir entre 40 e 50 passageiros a mais em cada voo. Os cintos de segurança se manteriam, é claro. Assim como os utilizados pela tripulação durante os voos, eles passariam por cima do ombro.
Um programa de TV do Reino Unido, naquele ano, exibiu detalhes do projeto, que recebeu críticas da Autoridade de Aviação Civil do país. Os questionamentos se centravam na segurança dos assentos. Seria uma boa ideia voar de pé?
A proposta da instalação desses assentos por parte da Ryanair, em 2010, também chamou atenção da Agência de Segurança de Aviação Europeia (EASA, na sigla em inglês), que chegou a criticá-la. Segundo a BBC, a instituição reforçou que seria necessário uma reformulação de suas regras para que houvesse permissão para a novidade.
Isso porque as especificações da EASA determinam que um assento tem de ser oferecido para cada ocupante que “completou seu segundo aniversário”.
Mesmo com o vai e vem de notícias sobre a possibilidade dos assentos verticais, a resposta oficial divulgada até o momento é de que não há projetos para torná-los realidade. A AFP Fact Check, divisão especializada da agência internacional de notícias Agence France-Presse (AFP), dedicada à verificação de fatos, divulgou em junho uma nota confirmando que não existem esses planos.
Como aponta a agência, a Aviointeriors esclareceu em uma postagem no Instagram no dia 23 de maio que os "assentos em pé" eram apenas protótipos e que datavam de 2012.
“Projetados como uma resposta ousada a um dos desafios mais urgentes da indústria da aviação, ao mesmo tempo em que maximizavam o espaço e a ergonomia, eles nunca foram pensados para serem levados ao pé da letra", disse a empresa.
A AFP Fact Check também apontou que o site da Aviointeriors não mostra os assentos Skyrider como parte do catálogo da companhia.
No caso da Agência de Segurança de Aviação Europeia, quando contatada pela AFP, relatou que não recebeu solicitações para certificar assentos em pé em aeronaves comerciais. "Tais assentos representariam desafios técnicos significativos, particularmente em termos de evacuação de emergência", disse a empresa à AFP.
Já a Ryanair também confirmou à AFP que não estava considerando introduzir os assentos.
A proposta de assentos de pé pode estar fora do radar, mas há estudos sobre assentos de dois andares. Isso é o que tem feito a startup de aviação Chaise Longue, que anunciou em fevereiro deste ano que está “explorando alguns conceitos iniciais” com a gigante da aviação Airbus, como aponta a CNN.
O criador do projeto inovador é o designer e CEO da Chaise Longue, Alejandro Núñez Vicente, que deu início à criação em um trabalho universitário.
O que possibilitaria a criação deste assento seria a remoção da cabine superior para permitir dois níveis de assentos em uma única cabine de aeronave.
Tudo ainda é apenas uma possibilidade. Núñez Vicente afirmou ao veículo que não pode especificar que tipo de cabine as potenciais colaborações com a Airbus teriam como alvo. Além disso, não há imagens conceituais disponíveis nem detalhes sobre os novos designs.
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