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Segundo opositores, medida prevista para 2027 deve acompanhar avanço de setores da economia sobre política de conservação ambiental do país
Há apenas poucas semanas, tivemos a Espanha. Depois vieram a Noruega, a Grécia e os Estados Unidos. Agora foi a vez da Nova Zelândia anunciar planos para novas taxas de turismo no país.
Revelada no último fim de semana, a medida seria aplicada apenas para parques e áreas de conservação. O objetivo, a princípio, seria converter o acesso de visitantes estrangeiros na manutenção dos espaços. Hoje, turistas de fora correspondem a 80% do fluxo nestes espaços, segundo o primeiro-ministro Christopher Luxon.

"Já vi muitas vezes alguns amigos de fora chocados que eles podem visitar alguns dos lugares mais belos do mundo de graça", disse Luxon no último sábado (2). "É justo, portanto, que turistas estrangeiros paguem uma contribuição adicional."
Na prática, as taxas ficariam entre 20 e 40 dólares neozelandeses (R$ 65 a R$ 130, na cotação atual¹). Elas passariam a valer provavelmente a partir de 2027.
A princípio, alguns locais contemplados seriam a reserva de Cathedral Cove/Te Whanganui-a-Hei, a trilha de Tongariro, o fiorde Milford Sound e a Aoraki/Mount Cook, a montanha mais alta do país. Outros locais, no entanto, devem ser adicionados à lista, já que aproximadamente um terço do território neozelandês se encontra em reservas e áreas de conservação.

Com a medida, o governo espera obter um aumento na casa de 62 milhões de dólares neozelandeses (cerca de R$ 201 milhões) por ano. O valor seria aplicado, por exemplo, no desenvolvimento e fomento do setor de turismo no país. No entanto, opositores acusam a medida de ser um novo avanço econômico sobre a legislação ambiental do país.
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Para os críticos, a medida visa flexibilizar as concessões em terras de conservação e permitir a instalação de atividades em terras hoje protegidas.

Assim, uma medida que sugere o desenvolvimento sustentável viria acompanhada de liberações em áreas de interesse natural, histórico ou cultural do país. Recentemente, aliás, outras propostas do governo neozelandês têm acenado para o avanço de setores como a mineração e a infraestrutura, em detrimento de iniciativas de clima e conservação.
Entre os críticos, estão a co-líder do Partido Verde do país, Chlöe Swarbrick. Segundo ela, o primeiro-ministro não estaria trabalhando a favor de "futuras gerações ou de um ambiente saudável".
Quem concorda é Nicola Toki, CEO da Forest & Bird, maior organização de conservação da Nova Zelândia. Para ele, é uma "mudança de foco de proteção para exploração que desmonta o propósito inicial de nossos parques e terras de conservação".
Em 2024, a Nova Zelândia recebeu 3,3 milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 12% em relação a 2023. Os australianos correspondem à maior parte dos visitantes, seguidos por americanos e chineses.

Apesar de controversas, as taxas da Nova Zelândia não são uma exceção. Na verdade, é prática comum de países e governos, seja para frear o fenômeno de overtourism, o turismo excessivo, seja para garantir a preservação de espaços de conservação.
No caso da Espanha, por exemplo, taxas para carros foram aplicadas sobre turistas em Ibiza no último mês de junho. Algo parecido com o que aconteceu com os cruzeiros na Grécia em julho. Por lá, taxas moderadas, mas que visam reverter parte dos impactos dos visitantes à conservação local.
Já a Noruega liberou as autoridades locais para estabelecerem taxas de até 3% para as diárias de hospedagem. Lá, o foco principal é a contenção do fluxo em locais remotos, como as ilhas Lofoten, por exemplo. Ou mesmo em Tromsø, popular destino para tentar observar a Aurora Boreal.
Com informações de Stats NZ, The Guardian.
¹: Cotações checadas em 6 de agosto de 2025,
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