O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Faturamento acima da média global consolida indústria da música brasileira entre as 10 maiores do mundo; altas em todas as frentes vêm impulsionadas por streaming, com 87,6% da receita total
O mercado fonográfico brasileiro alcançou um marco histórico em 2024: pela primeira vez, a indústria musical nacional ultrapassou os R$ 3 bilhões em arrecadação anual.
Os dados são do relatório anual Mercado Brasileiro de Música da Pró-Música, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras do Brasil. Segundo ele, o setor faturou R$ 3,486 bilhões no ano passado, um crescimento de 21,7% em relação a 2023.
Com o crescimento, acima da média global pelo oitavo ano consecutivo, o Brasil chega à 9ª posição entre os maiores mercados fonográficos do mundo, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).
Mais que um dos mercados mais dinâmicos do planeta, trata-se também de uma indústria com identidade própria, como explica Paulo Rosa, presidente da Pró-Música Brasil: das mil gravações mais acessadas no streaming brasileiro, 76% são de artistas nacionais.
O principal motor do crescimento da indústria musical nacional segue sendo o streaming. O formato representou 99,2% do total das vendas, físicas e digitais, além de 87,6% da receita total da indústria fonográfica brasileira.
São das plataformas digitais R$ 3,055 bilhões do faturamento total nacional, um aumento de 22,5% em comparação ao ano anterior. Os serviços de assinatura, como Spotify, Deezer, Apple Music e Amazon Music, somaram R$ 2,077 bilhões, um salto de 26,9%.
Leia Também
Para Paulo Rosa, da Pró-Música Brasil, o crescimento do setor reflete a popularidade crescente do streaming, mas também aumenta a concorrência entre os artistas.
“Nesse oceano de conteúdo musical, a competição por espaço, visibilidade e plays é cada vez mais acirrada. O sucesso comercial não é regra, é exceção, e exige cada vez mais investimento das gravadoras”, destaca Rosa.
Os modelos financiados por publicidade também cresceram. O streaming remunerado por anúncios arrecadou R$ 479 milhões (+8,3%), enquanto os vídeos musicais interativos movimentaram R$ 499 milhões (+20,3%).
Além do streaming, outros segmentos da indústria também registraram avanço expressivo. A arrecadação de direitos conexos de execução pública, por exemplo (como em shows e festivais), atingiu R$ 386 milhões, crescendo 14,9%.
Já as receitas de sincronização — uso de músicas em publicidade, filmes e séries — cresceram 36%, somando R$ 19 milhões no período.
Até mesmo o mercado físico, que representa uma fatia pequena da indústria, teve seu melhor desempenho desde 2017. As vendas de vinil, CDs e DVDs alcançaram R$ 21 milhões, um aumento de 31,5%.
O vinil, em particular, segue como destaque, movimentando R$ 16 milhões — um crescimento de 45,6% frente aos R$ 11 milhões arrecadados em 2023. O bom momento se reflete, inclusive, em gravadoras como a Rocinante, que prensou mais de 150 mil discos em 2024 (e pretende ampliar sua capacidade de produção em 70% para 2025),
No cenário mundial, o Global Music Report, também divulgado hoje pela IFPI, apontou crescimento de 4,8% na indústria fonográfica em 2024 – o décimo ano de alta consecutivo.
O faturamento global alcançou US$ 29,6 bilhões, o maior desde 1999. Como no Brasil, a alta é impulsionada também pelo streaming, que chegou a 752 milhões de assinantes pagos no mundo – um faturamento total de US$ 20,4 bilhões, que correspondem a uma fatia de 69% das arrecadação total de música no ano.
Descontando a inflação, o marco também representa o maior total absoluto da indústria desde o início da série histórica da IFPI, em 1999, quando o total de vendas bateu a casa de US$ 22,2 bilhões.
De lá para cá, o que se viu foi um declínio no faturamento, que chegou a US$ 13 bilhões em 2014, movido pela queda da receita de mídia física e pela alta de pirataria. A década seguinte foi uma recuperação gradual da indústria, que viu nas big techs uma chance de recuperar o repasse de direito autoral e o mercado formal.
Para Eduardo Rajo, diretor financeiro e de novos negócios da Pró-Música Brasil, o setor segue em ritmo acelerado e as gravadoras desempenham um papel estratégico na adaptação ao novo ambiente digital.
“A indústria fonográfica nunca esteve tão forte. O setor se reinventa a cada ano, investindo em novas tecnologias, formatos de monetização e oportunidades para artistas. O Brasil está muito bem posicionado para um crescimento ainda mais robusto nos próximos anos”, afirma Rajo.
Já na apresentação do report da IFPI, que aconteceu mais cedo em Londres, o tom foi mais cauteloso. O motivo foi o avanço de serviços de inteligência artificial sobre o mercado criativo.
“Estamos pedindo aos legisladores que protejam a música e a arte”, disse Victoria Oakley, CEO da IFPI, em um comunicado que acompanha o Global Music Report. “Precisamos aproveitar o potencial da IA para apoiar e amplificar a criatividade humana, não para substituí-la.”
A ressalva do relatório chega em um momento em que o tema voltou ao debate: mais cedo nessa semana, mais de 400 artistas, incluindo Paul McCartney e Paul Simmon, assinaram uma carta aberta à administração Trump se opondo ao uso não-autorizado de obras por como a OpenAI e o Google. No Reino Unido, alternativas têm sido estudadas pelo governo a fim de que essas companhias possam acessar material autoral, a menos que os autores solicitem uma restrição expressa.
“Se as empresas que defendem essas exceções conseguirem o que querem, elas poderão [derrubar] os serviços de música digital existentes do mercado sem pagar nada a artistas e compositores. Isso é uma distorção de mercado inacreditável”, afirmou Dennis Kooker, presidente de negócios digitais globais da Sony Music Entertainment, durante o lançamento do relatório em Londres.
*Com informações da Billboard.
Saiba onde ver os filmes que disputam o Oscar com o longa brasileiro, indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator para Wagner Moura
Veja 10 novidades que chegam ao público no mês de fevereiro, entre espetáculos, séries, filmes e livros
Conheça os cenários onde a história da bossa nova foi escrita – e os lugares para celebrá-la ainda hoje
“O Agente Secreto” e Wagner Moura foram indicados ao Oscar 2026, no anúncio realizado nesta quinta-feira (22); Brasil ainda teve uma quinta indicação em Melhor Fotografia
Confira os valores atualizados para visitar os museus mais famosos do planeta
Nova tradução de Macbeth, de William Shakespeare, chega pela Companhia das Letras e reacende o debate sobre ambição e poder. Em entrevista ao Seu Dinheiro, o tradutor Lawrence Flores Pereira explica os desafios de trazer a tragédia para o português de hoje
Baiano tornou-se primeiro brasileiro a levar o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro. O Agente Secreto ganha na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa
Wagner Moura é o mais cotado para levar estatueta de Melhor Ator de Drama; “O Agente Secreto” também é favorito para Melhor Filme de Drama
De polemista em suas colunas de jornal ao duplo reconhecimento pelo Goncourt, o escritor argelino Kamel Daoud se impõe como uma das principais vozes da literatura francófona, agora com o visceral ‘Língua interior’
Com foco em grandes eventos, novo empreendimento no Conjunto Nacional, em São Paulo, resgata projeto de antigo jardim de inverno do restaurante Fasano, por onde já passaram nomes como Nat King Cole, Fidel Castro e Dwight Eisenhower
Brasil recebe de fenômenos do pop, como Rosalía, Sabrina Carpenter e Bad Bunny, à nomes consagrados do rock, como Elton John, Guns N’ Roses e AC/DC
Em 31 anos de premiação, é a primeira vez que uma produção brasileira conquista estatueta; Brasil também leva título de Melhor Fotografia com o diretor paulista Adolpho Veloso
Streaming mais maduro, o retorno simbólico do vinil e um mercado de shows que se reorganiza fora do eixo tradicional mostram como a indústria musical entra em 2026 menos movida por modismos e mais guiada por comportamento, cultura e sustentabilidade econômica.
De romance psicológico à análise econômica, estes títulos representam os livros mais comentados e influentes do momento no exterior e que ainda não foram traduzidos no Brasil
A editora e cineasta Isabel Diegues fala sobre sua tradução de ‘A Teoria da Bolsa de Ficção’, ensaio de Ursula K. Le Guin lançado no Brasil pela editora Cobogó que revisita a origem das narrativas e propõe novos modos de imaginar o mundo
Artista texana supera a marca de 10 dígitos, tornando-se a quinta personalidade da música a atingir o marco
Entre o impacto de redes sociais e o peso dos fenômenos, a lista da Nielsen-PublishNews revela as principais tendências de leitura do ano
Com aquisição da renomada ‘Coleção Daros Latinamerica’, Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires dobra o tamanho do seu acervo e reforça a presença brasileira
Altas expectativas rodeiam a reabertura de um dos espaços artísticos parisienses que sempre teve curadoria original e fora dos eixos clássicos da arte europeia
James Cameron se torna o quinto cineasta mais rico do mundo; confira as principais conquistas do diretor