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Montadora alemã precisou recomeçar do zero para dar uma resposta direta à Tesla e ao avanço chinês
A BMW está prestes a virar mais uma página de sua história centenária. O lançamento do iX3, em 2026, representa muito mais do que a chegada de mais um SUV elétrico. Trata-se da materialização de uma aposta de 10 bilhões de euros que pode redefinir o posicionamento da marca alemã no competitivo segmento de veículos eletrificados premium.
A declaração de intenções responde pela revolucionária plataforma Neue Klasse, que chega para ditar novos padrões no segmento premium. O coração de toda essa transformação, trata-se também de uma resposta direta à dominância tecnológica da Tesla e ao avanço veloz das montadoras chinesas.
Diferentemente da geração anterior do iX3, que adaptava uma arquitetura compartilhada com versões a combustão, este novo modelo foi concebido com uma única missão: ser um veículo 100% elétrico desde o primeiro esboço. Essa filosofia da “folha em branco”, portanto, libertou os engenheiros dos compromissos com as plataformas mistas, que precisam acomodar tanques de gasolina, sistemas de exaustão e motores elétricos para diferentes objetivos.
Sem essas amarras, cada componente foi otimizado para a propulsão elétrica. O resultado é um carro com um assoalho totalmente plano e mais espaço interno. Além disso, ele possui centro de gravidade mais baixo, maior rigidez estrutural e uma eficiência aerodinâmica e energética que seria impossível de alcançar em uma plataforma adaptada.
Um dos maiores saltos tecnológicos está na adoção da arquitetura elétrica de 800 volts. O padrão foi estabelecido anteriormente por superesportivos como o Porsche Taycan.
Na prática, isso se traduz em uma velocidade de carregamento mais veloz. O sistema permite ao iX3 absorver energia a uma potência de até 400 kW. Numa parada em um café de apenas 10 minutos, por exemplo, o sistema é capaz de entregar 350 quilômetros de autonomia. Uma carga de 10% a 80% leva pouco mais de 21 minutos em estações de alta potência. E, claro, o carro é inteligente o suficiente para ser compatível com os carregadores mais antigos e comuns de 400V.
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A bateria em si é uma obra de arte da engenharia. Com uma capacidade utilizável de 108,7 kWh, ela estreia a tecnologia Gen6 da BMW. As antigas células prismáticas dão lugar a novas células cilíndricas, que possuem, por outro lado, uma densidade energética 20% superior. Isso sem acrescentar peso e volume no veículo, aliás.
Além disso, elas são integradas diretamente ao pack, que, por sua vez, se torna um componente estrutural do chassi do carro. Essa inovação elimina módulos intermediários, economiza peso e maximiza a eficiência.
Com esse conjunto, o iX3 garante uma autonomia de até 805 km no ciclo europeu WLTP. Para o Brasil, onde o padrão do Inmetro é mais severo, a expectativa é que o alcance fique próximo dos 600 km. Ainda assim, um salto gigantesco ante os 381 km do modelo atual.

Além de levar mais longe, o carro agora é um “powerbank” sobre rodas. A tecnologia de carregamento bidirecional se desdobra em três funções. A primeira é o Vehicle-to-Load (V2L), para alimentar dispositivos externos. A segunda é o Vehicle-to-Home (V2H), permitindo que o carro energize a casa durante um apagão. E a terceira é o Vehicle-to-Grid (V2G), que possibilita conectar o carro à rede elétrica para vender energia nos horários de pico. E como num toque de mágica tecnológica, a tampa de carregamento usa IA para detectar sua intenção, abrindo e fechando automaticamente.
A BMW não se esqueceu de suas raízes esportivas. A versão xDrive 50, aliás, entrega 469 cv de potência e 65,8 kgfm de torque instantâneo, gerados por dois motores elétricos. Essa força bruta leva o SUV de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos, com velocidade máxima limitada a 210 km/h.

Mas a genialidade está na distribuição inteligente dessa potência. O motor traseiro, com 326 cv, é o principal responsável pela tração, garantindo a dinâmica de condução de uma autêntica tração traseira que os entusiastas da marca tanto amam. O motor dianteiro, mais compacto, por outro lado, tem 167 cv, e entra em ação quando é necessária mais força ou aderência. Essa combinação permite ao iX3 ser, por exemplo, 40% mais eficiente que a geração anterior.
O cérebro por trás de tudo é um dos quatro supercomputadores de bordo, apelidado de “Heart of Joy”. Com uma velocidade de processamento dez vezes superior aos sistemas atuais, ele gerencia de forma integrada o trem de força, os freios e a recuperação de energia. É ele que permite que 98% das manobras de frenagem do dia a dia sejam realizadas apenas com a regeneração, sem sequer acionar os freios de fricção. Uma de suas proezas, incliusive, é a função “Soft Stop”, que proporciona a frenagem mais suave e linear já alcançada por um BMW.

Para completar, a aerodinâmica foi levada a sério, com o coeficiente de arrasto (Cx) reduzido para impressionantes 0,24. Isso não só aumenta a autonomia, mas também diminui o ruído de vento, elevando o conforto a bordo.
A obsessão tecnológica da BMW vai muito além do carro. A nova fábrica em Debrecen, na Hungria, é algo inovador. Antes de colocar um único tijolo, a BMW construiu a planta inteira em um “gêmeo digital”, testando virtualmente cada um dos mil robôs.

Durante a produção, um sistema de inteligência artificial chamado AIQX vigia cada parafuso com câmeras e sensores. É um olho digital que detecta falhas imperceptíveis ao olho humano. O futuro, contudo, promete ser ainda mais surreal: os próprios carros na linha de montagem “conversarão” com os operários, avisando sobre problemas e compartilhando dados.

Enquanto muitas marcas recorrem a parcerias externas para software, a BMW fez uma aposta ousada: desenvolver tudo internamente. É um caminho caro e arriscado, mas que garante controle total sobre a “alma digital” de seus carros.

O iX3 funciona como um computador sobre rodas, comandado por quatro supercomputadores. Eles permitem atualizações remotas que adicionam funções e melhoram o veículo ao longo do tempo. Além disso, garantem que, independentemente de onde o carro for produzido, o coração de seu sistema operacional permaneça sob controle alemão."

A Neue Klasse não é um experimento pontual. Ela dará origem a 40 modelos em apenas três anos, com produção em dez fábricas em três continentes. A produção começa na Europa (final deste ano), segue para a China (2026) e depois para a América do Norte, via México. É um verdadeiro xadrez geopolítico para driblar tarifas e capturar incentivos fiscais.

A transformação, aliás, é também financeira. A BMW espera cortar 10% dos custos de fabricação, enquanto o sistema elétrico Gen6 reduz os gastos em 30%. Assim, o fluxo de caixa da empresa deve saltar de 5 para 7 bilhões de euros até 2027.

A sustentabilidade é, talvez, a parte mais surpreendente. A fábrica húngara não queima um único litro de combustível fóssil, operando 100% com energia renovável. Isso reduz as emissões de CO₂ na fabricação de cada iX3, por exemplo, em 90%.

O carro em si é um exemplo de economia circular: o compartimento do motor usa plástico retirado dos oceanos e os bancos são feitos de garrafas PET recicladas. Já o chassi e as rodas, por sua vez, usam 80% e 70% de alumínio reciclado, respectivamente.
O resultado? A pegada de carbono do iX3 ao longo de 200.000 km é 34% menor que a do seu antecessor. Comparado a um SUV a gasolina, ele “se paga” ambientalmente após rodar apenas 21.500 km.

O iX3 entra em um campo de batalha acirrado, enfrentando o Audi Q6 e-tron, o Mercedes EQE SUV e o Tesla Model Y, por exemplo. Cada um tem seus trunfos, mas a BMW aposta na combinação de autonomia elevada, performance com seu DNA e uma tecnologia de software proprietária.
Para o Brasil, a expectativa é que o iX3 chegue entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Considerando o preço atual de R$ 521 mil, dá para apostar que a nova geração chegue por a partir de R$ 650 mil.

No fim, o iX3 Neue Klasse é mais do que um produto: é um manifesto. É a prova de que uma montadora tradicional pode, sim, se reinventar. O sucesso desta estratégia, porém, não definirá apenas o futuro da BMW: ele pode redefinir o que esperamos de um carro elétrico premium. A produção está prestes a começar e o mundo está de olho.
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