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Com Renoir e Fernanda Montenegro, MASP preparou cinco exposições para a abertura de seu novo e aguardado espaço, o Edifício Pietro Maria Bardi. Aqui, contamos mais de cada mostra
Foram meses de expectativa, mas o Edifício Pietro Maria Bardi, novo prédio do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, finalmente está aberto. A partir desta sexta-feira (28), o grande público poderá finalmente conhecer o novo edifício, que amplia em 66% o espaço expositivo do museu.
E, espelhando justamente essa a impressão de expansão, o museu escolheu não uma, mas cinco mostras previstas para marcar sua abertura. Uma grandeza refletida no “elenco” da abertura, que inclui nomes como Pierre-Auguste Renoir, Hélio Oiticica, Beatriz Milhazes, Pedro Ivo Cipriano e Isaac Julien, além de participações especialíssimas de Fernanda Montenegro e de Fernanda Torres.
Reunidas sob o título Cinco ensaios sobre o MASP, as exposições de abertura devem ocupar cinco dos 14 andares do novo edifício.
E as mostras escolhidas para esse momento foram Isaac Julien: Lina Bo Bardi — Um Maravilhoso Emaranhado, no 2º andar; Artes da África, no 3º andar; Geometrias, no 4º e no 10º andar; Pierre-Auguste Renoir, no 5º andar, e Histórias do MASP, no 6º andar.
Fora do novo prédio, mas ainda integrando a programação da inauguração estão uma performance e uma instalação, que retomam as atividades do vão livre do MASP.

Abaixo, detalhamos cada uma das cinco exposições que você confere na abertura do Edifício Pietro Maria Bardi, o novo prédio do MASP.
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Uma Lina Bo Bardi que caminha por um tempo não linear – ou em Um Maravilhoso Emaranhado, caso prefira. Essa videoinstalação do artista britânico Isaac Julien promete ser um dos destaques da abertura do novo prédio do MASP. Isso porque pega carona sem querer em outro objeto de orgulho da cultura brasileira recente, o filme Ainda Estou Aqui.
Estrelada por Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, a instalação recorre aos escritos da arquiteta, ícone do modernismo brasileiro. Aqui ela é vivida por mãe e filha em diferentes pontos desse tempo.
![Isaac Julien (Londres, Reino Unido [UK], 1960)
Lina Bo Bardi - A Marvellous Entanglement [A Maravilhosa Encruzilhada], 2023
Vista da instalação [Installation view], Tate Britain
Cortesia do artista [Courtesy of the artist]
Foto [Photo]: Henrik Kam](https://media.seudinheiro.com/uploads/2025/03/Isaac-Julien-Emaranhados-_-Entanglements-Lina-Bo-Bardi-A-Marvellous-Entanglement-2019.-©Isaac-Julien-Cortesia-do-artista-Nara-Roesler-e-Victoria-Miro-Londres.jpg)
Gravado em 2019, muito antes do frisson do Oscar 2025, o filme combina imagens de arquivo, registros arquitetônicos e performances encenadas em nove projeções simultâneas, sobre cubos de concreto que remetem aos cavaletes de cristal do MASP. Em cada tela, Lina é uma Fernanda, refletindo sobre o papel social da arte e da arquitetura.
A filmagem foi realizada em locais projetados pela arquiteta em São Paulo e Salvador – em um momento, ela aparece no Teatro Oficina, com participação saudosa do diretor Zé Celso, símbolo do lugar. Outras participações incluem o Balé Folclórico da Bahia e do coletivo ÀRÀKÁ.
Lina Bo Bardi – Um maravilhoso emaranhado fica em cartaz até 3 de agosto de 2025 no 2º andar do Edifício Pietro Maria Bardi e tem curadoria do diretor artístico do MASP, Adriano Pedrosa, com assistência de Matheus de Andrade.
No 3º andar do novo edifício, visitantes poderão entrar em contato com a coleção (bastante respeitada, diga-se de passagem) de arte africana do MASP. Em Artes da África, o museu disponibiliza cerca de 120 obras e artefatos do continente, que vão de peças do Egito Antigo a produções contemporâneas, com destaque para estatuetas e máscaras do século 20, majoritariamente adquiridas nas primeiras décadas do museu.
Cerca de 70 dessas obras têm origem na porção ocidental do continente africano, de grupos como os Iorubás, Guro, Senufo, Dogon, Ashanti, entre outros. O destaque vai para um tambor Chokwe, da Angola, incorporado recentemente ao acervo do museu, e para as obras inéditas dos artistas brasileiros biarritzzz e Pedro Ivo Cipriano, criadas em diálogo com a coleção, para destacar os vínculos e ressignificações das tradições africanas dentro da cultura brasileira contemporânea.
![Iorubá (Nigéria, Tribo Yoruba [Nigeria, Yoruba Tribe])
Exu [Título atribuído] [Attributed Title], sem data [undated]
Escultura em madeira, metal, couro e conchas [Sculpture in wood, metal, leather, and shells], 57 x 16.5 x 27.5 cm
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, doação [gift] Cecil Chow Robilotta e [and] Manoel Roberto Robilotta, em memória de [in memory of] Ruth Arouca e [and] Domingos Robilotta, 2012, MASP.01588
Foto [Photo]: Felipe Scappatura](https://media.seudinheiro.com/uploads/2025/03/Ioruba-Exu-sem-data-acervo-MASP-doacao-Cecil-Chow-Robilotta-e-Manoel-Roberto-Robilotta-em-memoria-de-Ruth-Arouca-e-Domingos-Robilotta-2012-1.jpg)
Essa mostra se destaca por expandir a pesquisa do museu sobre a produção simbólica do continente africano – vale lembrar que, em 2018, o MASP fez história com seu ciclo Histórias Afro-atlânticas, uma reunião de 450 obras dedicadas à representação dos fluxos e experiências decorrentes do tráfico transatlântico de escravos.
A curadoria de Artes da África ficou por conta de Amanda Carneiro e de Leandro Muniz, curador-assistente. Já a montagem foi feita pelo escritório da arquiteta Gabriela de Matos,que buscou atualizar o espaço expositivo para fora das convenções de museus etnográficos.
Também sob curadoria de Adriano Pedrosa, com coordenação de Regina Teixeira de Barros e assistência de Matheus de Andrade, a exposição Geometrias se debruça sobre a abstração geométrica.
Ao todo, são 40 trabalhos do acervo de artistas concretos e neoconcretos, como Judith Lauand (1922-2022) e Hélio Oiticica (1937-1980), além de nomes contemporâneos como Delson Uchoa e Beatriz Milhazes.
A proposta é identificar a diversidade na aplicação de formas geométricas na arte, formando um diálogo entre diferentes épocas, técnicas e perspectivas culturais -- também, uma especialidade curatorial do MASP.
Assim, entre os trabalhos selecionados, encontra-se espaço para obras de nomes como Rubem Valentim (1922-1991), Alfredo Volpi (1896-1998) e mesmo a coleção fotografias de Geraldo de Barros (1923-1998).
Mais um destaque dessa coleção inaugural de mostras do Edifício Pietro Maria Bardi: Pela primeira vez desde 2002, o MASP exibe novamente, em sua totalidade, as treze obras de Pierre-Auguste Renoir pertencentes ao acervo do museu.
São doze pinturas e uma escultura que atravessam praticamente toda a trajetória do artista francês, oferecendo ao público um panorama raro e íntimo de sua produção. Trata-se, aliás, do maior número de obras de um único artista europeu na coleção do MASP.
A mostra dialoga com a própria história do museu e o período das grandes aquisições, quando Pietro Maria Bardi, em busca de fortalecer o acervo com nomes fundamentais da arte francesa e italiana, mediou a compra de 11 retratos de Renoir, mais uma paisagem e uma escultura.

Entre as pinturas expostas estão “Rosa e Azul — As Meninas Cahen d’Anvers” (1881), “Retrato da Condessa de Pourtalès” (1877), e os retratos de Jean Renoir e Claude, os filhos do pintor francês.
Nome central do impressionismo francês, Renoir explora em sua obra a luz, a cor e o movimento com pinceladas soltas. Seu destaque foi manter o olhar voltado à figura humana — em especial às mulheres e crianças da burguesia francesa.
Pierre-Auguste Renoir acontece no quinto andar do novo prédio e a curadoria é de Fernando Oliva.
Encerrando o quinteto de exposições dedicadas à inauguração no novo prédio, Histórias do MASP se dedica à trajetória de sete décadas do museu.
Do endereço inicial na rua Sete de Abril à abertura do Edificio Pietro Maria Bardi, segue viés cronológico do espaço, consolidado hoje como um dos museus mais importantes do Hemisfério Sul.
Histórias do MASP acontece no 6º andar do novo edifício. A curadoria é assinada por Adriano Pedrosa, Regina Teixeira de Barros, Guilherme Giufrida e Laura Cosendey.
A programação da inauguração ainda inclui a ocupação do vão livre do MASP com uma performance e uma instalação. A performance é Entrevidas, da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, que começou a ser apresentada ainda ontem. E a instalação é Iván Argote: O Outro, Eu e os Outros, que inaugura no vão livre dia 10 de abril.
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista
01310-200 São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)
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