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Com a burocracia suspensa até 2026, especialista ensina como dominar os aplicativos, o transporte e os custos para desbravar o país sem perrengues
Com a isenção de visto para brasileiros estendida até o final de 2026, o turismo na China deixou de ser um bicho de sete cabeças. Visitar a Muralha da China, ver os guerreiros de terracota em Xi’an ou admirar os arranha-céus futuristas de Xangai ficou muito mais simples.

De acordo com Akemi Yamashita, da Kangaroo Tours, essa alteração removeu um grande obstáculo. “A principal mudança é o tempo. Como não é necessário visto, organizar uma viagem de última hora tornou-se muito fácil. O visto ainda era um empecilho e fazia com que algumas pessoas desistissem antes mesmo de começar”, afirma a especialista.
Desde junho de 2025, turistas brasileiros não precisam mais enfrentar a burocracia dos consulados para estadias de até 30 dias no país. Akemi compara o momento atual com outro fenômeno recente no turismo asiático. “Desde que a exigência foi retirada, movimento que começou com o Japão, gerando um boom, e agora seguido pela China, o processo ficou muito mais ágil”, diz.
Derrubar a barreira do visto, no entanto, não significa embarcar sem planejamento. A China opera em um ecossistema digital único, e o idioma ainda pode ser um desafio. “A maioria das pessoas na rua não fala inglês, e muitos restaurantes têm menus apenas em chinês. Grandes cidades têm placas em inglês, mas a barreira existe”, alerta Yamashita.

A regra é clara: portadores de passaporte comum brasileiro podem entrar na China Continental para turismo ou negócios e permanecer por até 30 dias corridos. Mas, é importante saber que regiões administrativas especiais possuem regras distintas. Brasileiros, por exemplo, podem ficar 90 dias em Hong Kong e 30 dias em Macau sem necessidade de visto.
Akemi Yamashita lembra ainda de uma exigência sanitária fundamental que acompanha o passaporte. “É necessário passaporte válido por pelo menos três meses e o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela”.
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Existe também uma dica para quem planeja viagens mais longas: a isenção permite múltiplas entradas. Se o turista viajar pela China Continental, for a Hong Kong por alguns dias e depois retornar a Xangai, o relógio dos 30 dias é zerado e reiniciado na nova entrada. Essa é uma boa estratégia, já que não é possível prorrogar os 30 dias estando dentro do país. Vale lembrar que as multas por ultrapassar o prazo são severas.

Ao desembarcar na China, vale ter em mãos tudo o que ajuda a tornar a passagem pela imigração mais simples. É o caso, por exemplo, reserva de hotel, passagem de retorno e até comprovantes de passeios ou pacotes já contratados. Para quem viaja a negócios, recomenda-se levar também a carta-convite da empresa chinesa, que não é obrigatória, mas costuma agilizar o processo.
A moeda oficial da China é o Renminbi, conhecido internacionalmente como Yuan. Embora algumas casas de câmbio brasileiras façam a conversão direta de reais para yuans, a alternativa mais prática costuma ser levar dólares ou euros para trocar no destino.
Para pagamentos digitais, prática comum em todo o país, Yamashita dá uma dica de ouro. “Para facilitar a vida, sugerimos baixar os aplicativos Alipay e WeChat Pay. Eles funcionam para pagar praticamente tudo: metrô, trem, refeições e compras. É só escanear o QR Code”, explica Akemi Yamashita.

O Alipay é a opção mais amigável para estrangeiros, pois permite vincular cartões de crédito internacionais como Visa e Mastercard ainda no Brasil.
A conectividade é outro ponto crucial, já que a Grande Firewall da internet chinesa bloqueia Google, Instagram e WhatsApp. “O Wi-Fi é bom e está disponível em todos os lugares, mas é obrigatório baixar uma VPN antes de viajar”, recomenda Akemi, para garantir o acesso aos aplicativos ocidentais.

Uma alternativa prática são os eSIMs internacionais, que utilizam roaming de redes estrangeiras e costumam furar esse bloqueio automaticamente, dispensando configurações complexas de VPN.
Para viajantes que não dominam a tecnologia ou o inglês, Yamashita sugere contratar um guia privativo ou viajar em excursões de pequenos grupos.
Embora a China possa ser um destino econômico no dia a dia, chegar lá é o item mais caro do orçamento. Isso devido, em grande medida, às passagens, que oscilam entre R$ 7.000 e R$ 8.500. A Air China permanece como a única companhia aérea a operar voos diretos entre o Brasil e a China, ligando diariamente Guarulhos a Pequim em uma viagem de cerca de 23 horas.

Ainda assim, há diversas alternativas de conexão por meio de aéreas internacionais que atuam no país. Tanto a capital chinesa quanto outros hubs importantes podem ser alcançados por rotas da Emirates, com escala em Dubai; Qatar Airways, via Doha; Ethiopian Airlines, via Addis Abeba; TAP, via Lisboa; British Airways, via Londres; Air France, via Paris; Turkish Airlines, via Istambul; e Delta, via Los Angeles, em parceria com a LATAM.
Akemi Yamashita detalha as rotas mais comuns: “A rota mais vendida atualmente é via Oriente Médio, por Dubai ou Doha, que leva cerca de 14 horas até a conexão mais oito horas até Pequim. Via Europa, são cerca de 10 a 11 horas até a conexão e mais 11 a 12 horas até o destino”.
Para quem viaja por conta própria, um orçamento de R$ 10 mil a R$ 15 mil por pessoa, excluindo o aéreo, garante 15 dias de conforto. Já para quem busca a comodidade de pacotes, Akemi informa que “a média sai por volta de US$ 3.900 [cerca de R$ R$ 20.836 na cotação atual]", já com aéreo, terrestre, transporte interno e passeios.
Quanto à data da viagem, a especialista recomenda evitar os extremos climáticos do auge do verão, de julho a agosto, e do inverno, de dezembro a fevereiro. Outra dica é evitar feriados nacionais como o Ano Novo Chinês, entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Ou ainda a Golden Week, em outubro, quando as atrações ficam superlotadas.
Esqueça os voos domésticos; a rede de trens de alta velocidade da China, a China Railway High-Speed, é a maior e mais pontual do mundo. “Eles possuem uma excelente malha de trens-bala ligando algumas cidades, tão bons e rápidos quanto os shinkansen do Japão”, compara Akemi.

O trajeto entre Pequim e Xangai, por exemplo, é coberto em cerca de quatro horas a 350 km/h. Dentro das cidades, o metrô é a forma mais ágil de locomoção, e o aplicativo Trip.com é essencial para reservas de trens, oferecendo, inclusive, interface em português.
Para a primeira visita, o roteiro clássico de 10 a 15 dias, conhecido como “Triângulo Dourado”, é unanimidade. Em Pequim, recomenda-se de quatro a cinco dias para ver a “China clássica e antiga”, nas palavras de Akemi, incluindo a Cidade Proibida e a Grande Muralha, de preferência na seção de Mutianyu, que é menos lotada.

A próxima parada é Xi'an, acessível por trem-bala, berço da Rota da Seda e lar dos famosos Guerreiros de Terracota, aliás, um destino que conecta o passado imperial da China a uma cena cultural moderna.

A viagem se encerra em Xangai, a vitrine do futuro. “É a parte cosmopolita que já parece estar em pleno século 22, uma mescla perfeita entre a China antiga e a moderna”, define a especialista, destacando o contraste visual entre o histórico Bund, área repleta de edifícios coloniais, e Lujiazui, distrito financeiro marcado por alguns dos arranha-céus mais icônicos da cidade.

Além do roteiro, o sucesso da viagem está nos detalhes práticos. A moeda local é o Yuan, mas o dinheiro físico é raro. Quanto à segurança, pode-se relaxar: “É super seguro andar com joias e relógios”, garante Akemi. De acordo com ela, o viajante ainda deve levar um adaptador universal de tomadas e estar preparado para encontrar banheiros no estilo turco, com o vaso instalado no chão, em locais públicos.
O impacto da isenção de visto vai muito além da economia; ele aproxima culturas e quebra estereótipos. “O impacto é muito positivo. Ajuda a tirar preconceitos, como a ideia de coisas da China serem inferiores”, conclui Akemi Yamashita. Segundo ela, a surpresa dos brasileiros costuma ser super positiva: “As pessoas costumam ir com a ideia da China antiga, mas o país mudou muito. Quem vai volta maravilhado com a tecnologia, as compras e as belezas do país, além da recepção carinhosa dos chineses”.

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