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De privadas de ouro até “quadros para viagem”, a história da arte foi entalhada por roubos dignos de um bom roteiro policial. Confira aqui alguns dos assaltos mais emblemáticos
De esmeraldas a coroas, o roubo no Museu do Louvre no último fim de semana parece ter saído direto de um roteiro de ficção. Em apenas quatro minutos, um grupo de ladrões levou joias que pertenciam à antiga monarquia francesa — e tudo isso com o museu aberto ao público. Mas, embora o episódio em Paris tenha capturado os holofotes, ele está longe de ser um caso isolado — e tampouco o roubo de arte mais ousado da história.
A história da arte é também a história dos roubos de obras de arte, e muitos deles são dignos de um bom romance policial. Do desaparecimento da Mona Lisa ao misterioso sumiço de 2 mil artefatos do Museu Britânico, saques e crimes envolvendo arte fazem parte da história desde que o mundo é mundo.
Inclusive, essa não foi a primeira vez que o museu mais famoso do mundo se tornou palco de um roubo cinematográfico. O Museu do Louvre tem em seu passado furtos lendários. O histórico de roubos não solucionados é extenso. Pior: a maioria deles aconteceu em plena luz do dia.
O mais célebre aconteceu há mais de um século. Em 1911, um ex-funcionário do Louvre escondeu a Mona Lisa sob o casaco e saiu andando pelos corredores. A segurança era rudimentar e o desaparecimento só foi notado no dia seguinte.

O quadro de Leonardo da Vinci só reapareceu dois anos depois, quando o ladrão tentou vendê-lo. Ironicamente, foi o furto que contribuiu para transformar a pintura em símbolo universal da arte ocidental.
Mais de cem anos depois, outro museu europeu se viu diante de um mistério: cerca de 2 mil artefatos desapareceram do Museu Britânico, incluindo joias e pedras preciosas. Tudo indica que o crime foi cometido de dentro, aos poucos, ao longo de anos. Um roubo discreto, mas devastador — um verdadeiro “assassino em série” de relíquias.
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Durante a pandemia da covid-19, os ladrões também aproveitaram a vulnerabilidade dos museus fechados. Em 2020, o quadro “Dois Meninos de Riso com uma Caneca de Cerveja”, do holandês Frans Hals, foi levado em um roubo avaliado em 15 milhões de euros.
No mesmo ano, “Jardim da Primavera”, de Vincent Van Gogh, desapareceu de outro museu holandês. O quadro foi roubado durante a noite, enquanto o Museu Singer Laren estava fechado devido ao lockdown.
A arte de Van Gogh parece ter um apelo irresistível entre ladrões. Em 2010, a pintura “Flores de Papoula”, avaliada em até US$ 55 milhões, foi roubada no Egito. O “culpado” foi o sistema de alarme do museu que não funcionava — e a obra permanece desaparecida até hoje.
Outros pintores também são reincidentes nas páginas policiais. Outra obra que já passou de mão em mão foi “O Grito". Em 2004, ladrões armados levaram o quadro de Edvard Munch do Museu Munch, em Oslo — a segunda vez em 10 anos que a pintura foi roubada.

Mas uma pintura roubada uma vez já é chocante. Imagine quatro vezes. O quadro "Jacob de Gheyn III" ganhou o apelido de "Rembrandt para viagem" após ter sido roubado em 1966, 1973, 1981 e 1983. A peça foi recuperada "após cada roubo" e continua em exposição até hoje.
Em termos de valor, o maior roubo de arte da história aconteceu em Boston, em 1990. Ladrões renderam os seguranças do Isabella Stewart Gardner Museum e levaram 13 obras de arte, entre elas pinturas de Rembrandt e Manet.
As autoridades dizem que, juntas, as obras valem US$ 500 milhões. Já funcionários do museu afirmam que não têm preço, porque não podem ser substituídas.
Trinta e cinco anos depois, este assalto continua sem solução.
A Europa também foi palco de diversos assaltos ousados.
Na Alemanha, em 2019, o assalto ao Grünes Gewölbe, em Dresden, foi tão preciso quanto brutal: em um minuto, ladrões cortaram a energia, quebraram vitrines com machados e fugiram com joias avaliadas em US$ 1,2 bilhão, incluindo uma espada coberta por 800 diamantes e o Diamante Branco de Dresden.
Em Viena, um ladrão especializado em alarmes levou, em 2003, a única obra atribuída a Benvenuto Cellini, avaliada em US$ 60 milhões.
E até o Brasil tem sua história no mundo dos grandes roubos. Em 2007, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi invadido por criminosos que usaram um macaco hidráulico e um pé de cabra para roubar obras de Pablo Picasso e Cândido Portinari avaliadas em US$ 50 milhões. Os quadros foram recuperados depois que um suspeito revelou o esconderijo.

Há também os assaltos que ficaram famosos pelos desfechos bizarros ou motivações políticas.
Em Manchester, 2003, obras de Gauguin, Picasso e Van Gogh foram roubadas da Whitworth Art Gallery. As peças foram encontradas em um vaso sanitário abandonado perto do museu. Os ladrões deixaram um bilhete, afirmando que nem queriam roubar os quadros, mas sim dar luz à "segurança lamentável" do museu.
Há crimes que beiram o surreal.
Em outra ligação improvável com roubo de arte e uma privada aconteceu em 2019: o furto de um vaso sanitário de ouro maciço, avaliado em 4,75 milhões de libras, no Palácio de Blenheim, na Inglaterra. O ladrão foi condenado neste ano, mas a obra — feita com 18 quilates — nunca foi localizada. A suspeita é de que tenha sido derretida.

Ainda na categoria de desfechos peculiares, na Holanda, em 2012, ladrões roubaram obras de Monet, Matisse e Picasso, avaliadas em US$ 100 milhões. Meses depois, a mãe de um dos criminosos alegou ter queimado as pinturas. As cinzas foram analisadas, mas nada foi comprovado. Há quem diga que ela mentiu…
No século passado, em 1974, membros do Exército Republicano Irlandês roubaram US$ 20 milhões em obras de Vermeer, Goya e Rubens na Irlanda, usando as pinturas como “reféns” para troca pela libertação de militares presos.
O Musée Marmottan, em Paris, foi palco de um assalto ousado à luz do dia em 1985, onde ladrões armados renderam nove guardas e 40 visitantes para roubar nove obras, incluindo “Impressão, Nascer do Sol”, de Claude Monet, a pintura que deu nome ao movimento Impressionista.

Embora as nove obras roubadas fossem avaliadas em US$ 20 milhões, alguns diziam que a obra de Monet não tinha preço. Em 1990, todas as nove obras foram recuperadas.
Naquele mesmo ano, uma dupla de universitários provou que não era preciso ser profissional para realizar um grande golpe, mas sim estar preparado. Depois de mais de 50 visitas ao Museu Nacional de Arqueologia na Cidade para “reconhecer território”, os dois ladrões executaram o assalto. Levaram consigo 124 artefatos.
Em 2010, cinco obras de Amedeo Modigliani, Fernand Léger, Pablo Picasso e Georges Braque também foram roubadas por um ladrão apelidado de "Homem Aranha" no Musée d’Art Moderne de la Ville, em Paris.
Naquele ano, o ladrão retornou várias vezes ao museu, borrifando ácido em uma janela que lhe permitia entrar sem problemas. Numa madrugada, ele roubou uma obra de Henri Matisse. Como os alarmes não dispararam, ele também levou obras de outros artistas.
Outro ataque inestimável aconteceu em 2003, com o saque ao Museu Nacional do Iraque durante a queda de Bagdá.
Em meio ao caos da invasão militar ordenada pelos EUA, milhares de artefatos foram roubados, com gangues e saqueadores aproveitando o conflito para roubar o museu por dias. Embora muitos itens tenham sido recuperados, estima-se que 10 mil telas ainda estejam desaparecidas.
No Canadá, em 1972, o Montreal Museum of Fine Arts perdeu 39 joias e 18 pinturas, incluindo Rubens e Rembrandt.
Em 2015, cinco pinturas de Francis Bacon, avaliadas em 30 milhões de euros, foram roubadas da casa de um colecionador particular em Madrid, no que foi chamado de "o maior assalto de arte contemporânea na história recente da Espanha".
Em 2000, o Nationalmuseum, em Estocolmo, foi atingido por ladrões armados, que levaram três obras de Rembrandt e Renoir, avaliadas em US$ 30 milhões, que foram recuperadas anos depois.
Roubos de obra de arte volta e meia trazem a lembrança de que muitas coleções foram amealhadas de maneira nebulosa, resultantes de saques e apropriações indébitas ocorridas em meio a guerras e períodos de ocupação militar.
O Egito, por exemplo, exige do Museu Britânico a devolução da Pedra de Roseta, item fundamental para que arqueólogos conseguissem traduzir os hieróglifos egípcios. Da Alemanha, o Cairo quer a restituição do busto de Nefertiti.
Angola reivindica esculturas levadas a Portugal. O México, por sua vez, tenta reaver da Áustria o Cocar de Montezuma. Isso para ficar em apenas alguns casos.
*Com informações do National Geographic, The Week, Reuters, Independent e ArtNews.
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