EUA recuam em tarifas: Trump assina isenção para café, carne e frutas tropicais
A medida visa conter a pressão dos preços dos alimentos nos EUA e deve ser positiva para as exportações brasileiras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta sexta-feira (14) com isenções nas tarifas recíprocas de determinados produtos agrícolas. A medida, anunciada pela Casa Branca, modifica o âmbito das tarifas anunciadas em abril e visa atender às crescentes preocupações dos norte-americanos com os preços persistentemente altos dos alimentos.
As novas isenções, que entraram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira (13), marcam uma reviravolta na política dos EUA, que anteriormente insistia que suas tarifas de importação não estavam afetando a inflação.
A decisão de aliviar as tarifas recíprocas sobre certos produtos agrícolas era esperada.
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Nas últimas semanas, o governo de Trump sofreu com uma série de vitórias democratas em eleições estaduais e municipais dos EUA. Estados como Virgínia, Nova Jersey e Nova York ficaram com a oposição, e a acessibilidade econômica foi um tópico de grande importância para os eleitores.
O Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, já havia antecipado que a redução tarifária ocorreria como uma tentativa de conter as pressões inflacionárias e melhorar a percepção da população.
Os produtos isentos de tarifas recíprocas
As tarifas recíprocas de haviam sido impostas em abril de 2025, ocasião em que o presidente Trump confirmou uma taxa global que incluía uma tarifa de 10% para produtos de uma série de países, inclusive o Brasil.
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De acordo com a Casa Branca, entre os produtos que deixarão de estar sujeitos a essas tarifas recíprocas estão:
- Bebidas: café e chá.
- Carnes: carne bovina de alta qualidade.
- Frutas e derivados: frutas tropicais como caju, coco, banana e sucos de frutas.
- Oleaginosas e especiarias: castanhas-do-pará e cacau.
- Insumos: fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes já estavam isentos).
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Repercussões no Brasil
O Brasil deve ser beneficiado com a redução das tarifas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou na noite de sexta que ainda está analisando a Ordem Executiva dos EUA para avaliar os impactos no país.
Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que busca entender se a isenção das tarifas se aplica à base de 10%, ao adicional de 40% ou a ambas. "O Cecafé está em contato com seus pares americanos para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta", diz o comunicado.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a decisão do governo norte-americano de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira.
"A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial", informou.
*Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil.
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