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Após cessar-fogo entre Irã e Israel, Donald Trump é indicado ao Nobel da Paz (de novo)

Mais que prestígio, a indicação ao prêmio entra no jogo político da Casa Branca — e no xadrez internacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, parado em frente a um púlpito
O presidente dos EUA, Donald Trump - Imagem: Shealah Craighead/Casa Branca

Theodore Roosevelt (1906), Woodrow Wilson (1919) e Barack Obama (2009). Três presidentes norte-americanos já conquistaram o Nobel da Paz — e agora Donald Trump pode estar a caminho de se juntar a essa lista.

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A possibilidade ganhou força após o próprio presidente dos Estados Unidos declarar, na segunda-feira (23), que a guerra entre Israel e Irã estaria chegando ao fim, com o cessar-fogo previsto para esta terça-feira (24).

Na esteira da notícia, veio mais uma indicação formal de Trump ao Nobel da Paz. O autor da vez é o deputado republicano Buddy Carter, da Geórgia, aliado do presidente. 

Em carta enviada ao Comitê do Nobel, Carter argumentou que Trump teve um “papel extraordinário e histórico” ao ajudar a encerrar “o conflito armado entre Israel e Irã e impedir que o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo adquirisse a arma mais letal do planeta”.

“Sua liderança neste momento encarna os ideais que o Prêmio Nobel da Paz busca reconhecer: a busca pela paz, a prevenção da guerra e o avanço da harmonia internacional”, escreveu o parlamentar.

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A nova indicação acontece no mesmo momento em que Trump perdeu um de seus apoiadores anteriores na corrida pelo Nobel, o ucraniano Oleksandr Merezhko. 

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O parlamentar, que havia indicado o presidente norte-americano em novembro do ano passado, anunciou nesta segunda-feira (24) que está retirando a indicação. 

Segundo a revista Newsweek, Merezhko afirmou ter perdido a confiança na capacidade de Trump de encerrar a guerra — referindo-se ao conflito entre Ucrânia e Rússia, que saiu dos holofotes da Casa Branca nas últimas semanas.

Nobel no tabuleiro internacional

Enquanto o conflito entre Israel e Irã ganhou protagonismo, outro país se movimentou a favor de Trump. O Paquistão afirmou que indicaria o presidente dos Estados Unidos ao Nobel da Paz, elogiando sua “intervenção decisiva e liderança fundamental” durante a recente escalada de tensões com a Índia.

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A relação amistosa, no entanto, durou pouco. Menos de 24 horas depois da promessa, o governo paquistanês emitiu uma nota condenando os EUA pelos bombardeios contra instalações nucleares iranianas, classificando os ataques como “séria violação do direito internacional” e do estatuto da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Mesmo assim, lideranças do país não se manifestaram sobre a indicação de Trump ao Nobel, pelo menos até agora. Ela aconteceu após um almoço de alto nível na Casa Branca entre Trump e o influente chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. 

A relação entre os dois países, embora marcada por aproximações estratégicas — em um contexto de tensões na região da Caxemira — segue delicada. O Paquistão mantém laços estreitos com o Irã e já declarou apoio às ações iranianas contra Israel, sob a justificativa do “direito à autodefesa”.

Trump em busca da paz

Não é a primeira vez que Trump se manifesta publicamente sobre o Nobel. No ano passado, durante um discurso, afirmou: “Se meu nome fosse Obama, já teriam me dado o Prêmio Nobel em 10 segundos.”

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Mais recentemente, voltou ao tema nas redes sociais, reforçando o discurso de que mereceria o prêmio. 

“Eu não vou ganhar o Prêmio Nobel da Paz, não importa o que eu faça”, escreveu Trump na última sexta-feira (20), na Truth Social. 

A publicação veio logo após os EUA intermediarem um acordo de paz entre Ruanda e República Democrática do Congo.

“Eu não vou ganhar o Nobel por isso, nem por encerrar a guerra entre Índia e Paquistão, nem por parar a guerra entre Sérvia e Kosovo”, listou o presidente.

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No fim da mensagem, concluiu: “O povo sabe — e isso é tudo o que importa para mim!”

*Com informações da Fox News, Newsweek, Associated Press e New York Post

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