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Encontros corporativos são oportunidades de networking, mas podem ser armadilhas para quem escorrega no comportamento

As festas corporativas costumam ser o momento do ano em que as equipes finalmente relaxam, celebram resultados e se conectam fora do ambiente formal de trabalho. Mas isso não significa que o clima seja totalmente livre de regras.
Especialistas alertam que certos comportamentos podem manchar a reputação profissional e, em casos mais extremos, até comprometer oportunidades futuras.
Especialistas em etiqueta corporativa consultados pelo portal Business Insider listaram os erros mais comuns e como evitá-los. O Seu Dinheiro reuniu os principais pontos para você não se complicar na festa da firma.
A primeira impressão continua valendo, mesmo no happy hour corporativo.
Pamela Eyring, proprietária da The Protocol School of Washington, afirma que um erro clássico é escolher um look “informal demais” para o ambiente.
“Antes de ir à festa da empresa, pense no que vai vestir. Você não quer se vestir como se fosse para uma boate”, disse Eyring ao BI.
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Na dúvida, aposte em algo que você usaria no escritório durante o dia. E, se estiver levando acompanhante, lembre-se de repassar o dress code.
Datas festivas variam de cultura para cultura, e isso importa nos cumprimentos.
Sheree Bryant Sekou, consultora de etiqueta empresarial, diz que mencionar feriados específicos pode soar insensível se você não sabe o que seus colegas comemoram.
A recomendação é simples: prefira saudações neutras como “boas festas”. Elegante, seguro e inclusivo.
Muita gente foge do CEO, do presidente ou do chefe na festa — exatamente o oposto do que deveria fazer.
“Os convidados deveriam aproveitar a oportunidade para marcar presença junto aos líderes seniores”, diz Eyring.
Não precisa elaborar discurso: agradecer pela organização da festa já abre espaço para uma conversa cordial e memorável.
Parece tímido demais para dançar? Participe mesmo assim. Segundo Eyring, recusar atividades pode transmitir desinteresse ou frieza.
A lógica é simples: eventos corporativos servem para aproximar pessoas. Dançar, jogar, participar de brincadeiras, tudo ajuda a mostrar seu lado mais leve e acessível.
Esse é um erro cada vez mais comum, segundo Eyring, muitas pessoas, por ansiedade ou timidez, ficam sentadas atrás do celular, navegando na internet.
Usar o aparelho rapidamente para mostrar uma foto ou responder algo urgente não é problema. Mas evitar a socialização pode transmitir distanciamento, além de desperdiçar uma chance valiosa de networking.
Fotos espontâneas podem virar um baita problema no ambiente corporativo. Eyring recomenda pedir autorização antes de fotografar alguém e antes de postar.
Nem todo mundo quer ser visto bebendo, dançando ou segurando um copo nas redes sociais de outra pessoa.
Religião, política, vida amorosa e dinheiro: evite.
Sekou afirma que esses temas são terreno fértil para mal-entendidos e podem transformar uma conversa agradável em desconforto imediato.
Prefira assuntos neutros: viagens, séries, pets, hobbies, experiências pessoais leves.
Sobrou comida? Não significa que você deve levar. Sekou explica que “empacotar” sobras transmite falta de etiqueta e revela que o foco da pessoa está no benefício, não no relacionamento.
A regra de ouro: sirva-se com moderação e aproveite o momento, não o buffet.
Toda festa tem seu sinal de encerramento. Diminuição da música, luzes acendendo, funcionários recolhendo louça: tudo indica que é hora de ir embora.
“Reconheça o momento de sair”, diz Sekou. Permanecer além da vontade dos organizadores pode pegar mal.
Conclusão: festa da firma não é farra, é vitrine profissional.
Eventos corporativos são excelentes oportunidades para construir relações, melhorar sua imagem e se mostrar acessível. Mas também podem se tornar um campo minado para quem exagera, escorrega ou ultrapassa fronteiras.
Manter bom senso, gentileza e profissionalismo é sempre a melhor estratégia, dentro e fora do expediente.
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