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O banco não alterou as escolhas para o último mês do ano; confira os detalhes da estratégia de cada empresa

O BTG Pactual manteve inalterada, em dezembro, sua carteira recomendada de ações com foco em ESG, sigla que reúne boas práticas ambientais, sociais e de governança.
O processo de definição da carteira ESG do BTG Pactual envolve a identificação de oito temas macroeconômicos relevantes para a América Latina: economia de baixo carbono, energia limpa, satisfação dos clientes, inovação, digitalização, gestão de resíduos, governança e diversidade.
A carteira ESG do BTG para o mês indica os seguintes papéis:
A seguir, confira as principais justificativas apontadas pelos analistas para cada uma das recomendações.
A Axia Energia é apontada como uma das principais beneficiárias do atual patamar de preços de energia. Segundo os analistas, a combinação de preços potencialmente mais elevados e maior geração de caixa pode transformar a companhia em uma forte pagadora de dividendos ao longo dos próximos 5,5 anos.
A empresa sinalizou essa mudança pela primeira vez em março deste ano, quando anunciou um pagamento adicional de R$ 4 bilhões (relativo a 2024). No terceiro trimestre, anunciou mais R$ 4,3 bilhões.
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ESG em destaque:
A Axia tem como meta atingir emissões líquidas zero até 2030 e investe em projetos ambientais voltados à restauração de cursos d’água em regiões de barragens dos rios São Francisco, Parnaíba e Furnas, além de iniciativas nos rios Amazonas, Madeira e Tocantins. A Axia também mantém padrões elevados de conformidade e transparência e desenvolve ações ligadas à Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).
Após a privatização, a Copel aparece bem posicionada para capturar ganhos com preços de energia mais altos, além de catalisadores relevantes no curto e médio prazo. Entre eles, os analistas destacam a migração para o Novo Mercado, prevista para dezembro, e o pagamento de dividendos sob a nova política aprovada neste ano.
As ações são negociadas a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 8,2%, acima de outras companhias focadas em dividendos que entregam entre 6% e 7%.
ESG em destaque:
Em 2024, a Copel alcançou a meta de gerar 100% de sua energia a partir de fontes renováveis. A empresa também atua na descarbonização da frota, investe em segurança e treinamento dos colaboradores e, após a privatização em 2023, passou a adotar padrões mais elevados de governança corporativa.
A Cyrela apresentou resultados operacionais fortes nos primeiros nove meses de 2025 e, segundo o BTG, está bem posicionada para sustentar a execução no quarto trimestre e em 2026. O banco de terrenos de alta qualidade deve garantir lançamentos robustos e bom ritmo de vendas.
A companhia tem ampliado sua exposição ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) por meio da Vivaz e de joint ventures como Cury e Plano&Plano. Cerca de 40% dos lucros estão atrelados ao programa, considerado mais defensivo em um ambiente macroeconômico desafiador. A avaliação é de aproximadamente seis vezes a relação preço/lucro projetado para 2026.
ESG em destaque:
A estratégia de sustentabilidade da Cyrela está estruturada em quatro pilares: governança, planeta, pessoas e prosperidade, com identificação de riscos, oportunidades e ações específicas para cada frente.
A Direcional segue apoiada pelo forte impulso do MCMV, avaliação atrativa e potencial de crescimento acima do esperado. A companhia vem alavancando sua estrutura operacional e equipe de engenharia para expandir, especialmente dentro da nova Faixa 4 do programa, por meio da Riva.
Os analistas acreditam que a empresa pode surpreender positivamente os investidores, já que as estimativas de consenso para 2026 parecem conservadoras. A avaliação é de aproximadamente 7,5 vezes a relação preço/lucro projetado para 2026.
ESG em destaque:
A estratégia é baseada em temas que incluem governança e transparência, ética e conformidade, satisfação do cliente, qualidade e segurança dos imóveis, privacidade de dados, gestão ambiental e qualificação da mão de obra.
O BTG vê a empresa como uma forma eficiente de exposição a taxas reais de longo prazo consideradas assimétricas, com TIR real estimada em 9,7%.
A empresa também se destaca por contratos de longa duração, proteção contra a inflação e baixa sensibilidade a desacelerações econômicas.
ESG em destaque:
Os pilares de sustentabilidade incluem descarbonização das operações, gestão eficiente de recursos naturais, restauração de ecossistemas, cuidado com colaboradores e comunidades, inovação, digitalização, integridade e fortalecimento da governança.
A empresa atende mais de 27 milhões de clientes e mantém programas de engajamento comunitário voltados à educação para o uso seguro e eficiente da energia.
O Itaú segue como a principal recomendação de compra do BTG entre os grandes bancos. Os analistas destacam que a instituição vem se distanciando dos concorrentes, com perspectiva de avanços relevantes na agenda de redução de custos, migração para a nuvem, consolidação de aplicativos e ajustes na rede de agências.
A expectativa é de melhora significativa na relação custo/receita do varejo, sustentando crescimento acima do mercado e potencial reavaliação do papel.
ESG em destaque:
O banco tem como meta reduzir em 50% as emissões de escopo 3 até 2030 e alcançar emissões líquidas zero até 2050. No aspecto social, o foco está na transparência no relacionamento com clientes, na melhora do Net Promoter Score (NPS), que mede a satisfação do cliente, e na educação financeira.
A Localiza apresenta tendências positivas nos três principais segmentos de atuação: aluguel de carros, gestão de frotas e vendas de seminovos. Segundo o BTG, ganhos de eficiência, otimização da frota e melhora gradual no cenário de seminovos sustentam a expansão de margens.
A companhia também é vista como uma das mais bem posicionadas para se beneficiar de um ambiente de juros mais baixos. A avaliação é de 12 vezes a relação preço/lucro projetado para 2026.
ESG em destaque:
A governança corporativa é apontada como um dos pontos fortes da empresa. No aspecto ambiental, destacam-se práticas como lavagem de carros sem uso de água, frota majoritariamente flex e aumento do consumo de energia renovável.
O Nubank permanece na carteira como uma das principais apostas de longo prazo do BTG na América Latina. O banco digital retomou o crescimento, impulsionado por expansão da carteira de crédito, inadimplência controlada e provisões apoiadas por modelos de análise baseados em inteligência artificial.
ESG em destaque:
O foco está no pilar social, com ênfase em inclusão financeira, experiência do cliente, inovação e políticas de diversidade e inclusão.
A Rede D’Or atingiu um estágio mais equilibrado de geração de caixa, expansão orgânica e pagamento de dividendos. O BTG vê espaço para nova valorização, com as ações negociadas a cerca de 17 vezes a relação preço/lucro projetado para 2026.
Catalisadores incluem melhora no negócio hospitalar, ambiente de juros mais baixos, evolução na unidade de seguros e possíveis movimentos de fusões e aquisições.
ESG em destaque:
A empresa mantém metas ambientais voltadas à redução do consumo de recursos, emissões e aumento da reciclagem. No aspecto social, o foco está no atendimento centrado no paciente, inovação e educação.
Após os resultados do terceiro trimestre de 2025, o BTG revisou para cima as projeções para a SmartFit, com preço-alvo de R$ 32 para o fim de 2026. A avaliação da empresa é de aproximadamente 14 vezes a relação preço/lucro projetado para 2026.
A tese de investimento é sustentada pela escalabilidade da empresa, assim como a rentabilidade unitária e exposição a um mercado fragmentado com potencial de consolidação.
ESG em destaque:
A estratégia ESG da SmartFit está alinhada à democratização do acesso ao bem-estar, com iniciativas voltadas à eficiência energética, uso de fontes renováveis e redução do consumo de água.
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