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Segundo Chamorro-Premuzic, dominar o autodomínio, a empatia e a flexibilidade vale mais que “ser autêntico”

“Seja você mesmo.” É o tipo de conselho que parece sábio, soa humano e cabe em qualquer palestra de autoajuda. Mas, no ambiente profissional, pode ser exatamente o oposto do que você precisa ouvir. Quem diz isso não é um executivo cínico ou um coach de palco — é Tomas Chamorro-Premuzic, professor de Psicologia Empresarial na Universidade de Columbia e autor do livro Don’t Be Yourself: Why Authenticity Is Overrated (and What to Do Instead) (“Não seja você mesmo: por que a autenticidade é superestimada”).
Para ele, o caminho para o sucesso passa menos por “ser autêntico” e mais por saber se adaptar. O segredo está em dominar três habilidades sociais e todas têm uma coisa em comum: pedem inteligência emocional e um pouco de humildade.
Pedir feedback é fácil. Ouvir o que vem depois, nem tanto.
Chamorro-Premuzic diz que as pessoas mais bem-sucedidas não esperam elogios: elas buscam críticas sinceras. “Pergunte o que poderia ter feito melhor, o que teria feito diferente, e escute com calma, especialmente quando a resposta doer.”
É um exercício de ego e evolução. Aceitar críticas sem perder a compostura mostra maturidade emocional e abre caminho para um tipo raro de crescimento: o que nasce do desconforto.
Em resumo: quanto mais honesto for o espelho, mais rápido você amadurece.
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Autoconhecimento é importante, mas no ambiente de trabalho o que realmente faz diferença é saber ler o outro.
Chamorro-Premuzic chama isso de autoapresentação estratégica — a capacidade de se ajustar ao contexto sem parecer falso. “As pessoas socialmente inteligentes observam, interpretam e se adaptam”, diz ele.
Não se trata de fingir, mas de agir com tato e empatia. Entender o que o ambiente pede e o que as pessoas esperam é o tipo de sensibilidade que separa quem é apenas competente de quem é admirado.
Ou, nas palavras dele: “Enquanto a maioria pensa em si mesma, quem pensa nos outros sai na frente.”
Todo mundo gosta de se apoiar nos próprios pontos fortes. O problema é que, se você só faz o que domina, não aprende nada novo.
Chamorro-Premuzic afirma que as pessoas mais bem-sucedidas se permitem o desconforto. Elas dizem: “Vou tentar algo diferente — mesmo que eu não goste.”
A adaptabilidade é o que transforma um profissional técnico em líder, um especialista em inovador. Sair da zona de conforto é cansativo, mas é também o que mantém sua carreira viva.
Para Chamorro-Premuzic, a autenticidade é superestimada. No trabalho, ser genuíno não significa dizer tudo o que pensa ou agir sem filtro. Significa entender o contexto e escolher — conscientemente — qual versão sua o momento exige.
Ou, se preferir: não é sobre “ser você mesmo”. É sobre ser a sua melhor versão para cada situação.
E talvez essa seja a lição mais valiosa de todas.
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