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Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Mesmo após a chiadeira de acionistas minoritários, o conselho de administração da metalúrgica Tupy (TUPY3) confirmou a troca na presidência da companhia.
A partir de maio, o economista Rafael Lucchesi, que é presidente do conselho de administração do BNDES, diretor na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor-superintendente do Sesi, assumirá a liderança da Tupy em sua primeira experiência como diretor-presidente de uma companhia.
Minoritários como as gestoras 4UM Investimentos, Organon Capital, Charles River e Real Investor, que juntas somam quase 10% da Tupy, não gostaram da troca por algumas razões.
Primeiro, não veem justificativa para a saída do atual CEO, Fernando Rizzo, já que ele fez carreira na Tupy e é visto como o responsável por abrir novos caminhos de negócios para a empresa nos últimos anos.
Depois, apesar de não terem nada pessoalmente contra Lucchesi, esses acionistas se preocupam com o fato de ele nunca ter tido um cargo executivo em empresas e temem um aumento de interferência política no negócio.
O mercado reagiu mal à sucessão. As ações da Tupy (TUPY3) acumulam queda de quase 13% no último mês. No mesmo período, o Ibovespa subiu 6,5%.
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A decisão do conselho não foi unânime — dois membros considerados independentes foram contra.
José Rubens de La Rosa, que foi CFO da Marcopolo (1997-2000), em manifestação em separado anexada à ata de reunião de conselho divulgada ontem (31), questionou o processo da troca de comando na empresa “quanto à urgência dada ao mesmo”.
Ele divergiu “quanto à avaliação das características exigidas para o cargo, dadas as lacunas no material da consultoria apresentado”.
De La Rosa manifestou ainda “preocupação com a assunção de riscos desnecessários decorrentes da substituição proposta”.
Sem demérito ao indicado, ele votou pela permanência de Rizzo por considerá-lo “o melhor executivo que conheço para a execução da estratégia da empresa”. E completou: “Se vencido, ficam registradas as preocupações externadas, como alerta à nova gestão executiva e estatutária.”
Outro independente, Ricardo Weiss, também foi a favor, “no melhor interesse da empresa”, da recondução de Rizzo. “No demais, partilho da manifestação externada pelo conselheiro José Rubens.”
O terceiro independente, Jaime Luiz Kalsing, que teve uma carreira no Banco do Brasil, concordou com a mudança na liderança. Reconhecendo “a expressiva participação do atual Diretor Presidente nas etapas de reconstrução e crescimento da Companhia”, votou pela “não recondução ao cargo”.
Os três conselheiros independentes foram escolhidos pela gestora Trígono, que tem o Banco do Brasil como acionista e concentra 10% da Tupy.
Assim como em 2023, agora na eleição de 2025, a Trígono está sugerindo a manutenção dos mesmos três independentes no conselho, numa chapa apoiada por BNDES (28%) e o fundo de pensão dos funcionários do BB, a Previ (25%), os dois principais acionistas.
A ata da reunião do conselho da Tupy informa que durante a reunião foi apresentado aos conselheiros o “resultado da avaliação de competências (competence check) realizada por empresa de consultoria externa especializada, bem como da respectiva manifestação do Comitê de Pessoas, Cultura e Governança, considerando inclusive os requisitos previstos na Política de Eleição de Membros da Diretoria Estatutária da Companhia”.
Para o próximo mandato do conselho, o BNDES não vai reconduzir os ministros Carlos Lupi (Previdência) e Anielle Franco (Igualdade Racial), mas manteve Vinicius Marques de Carvalho (CGU).
Reportagem do Estadão em março informou que a CVM investiga a nomeação dos três para o conselho da Tupy em 2023 sem consulta prévia de conflito de interesses à Comissão de Ética.
Os dois indicados do banco de desenvolvimento para ocupar as vagas dos ministros são Marcio Bernardo Spata e Sergio Foldes Guimarães, ambos com longa experiência em diversas posições executivas na instituição.
A Previ está reconduzindo Paula Goto, sua diretora de Planejamento, e Wagner de Souza Nascimento, diretor de seguridade do fundo.
O terceiro indicado é Márcio Antonio Chiumento, membro do conselho curador da Fundação Banco do Brasil, que vai substituir Enio Ferreira, que tem passagens por BB e Previ.
Pela proposta da administração, Kalsing substituirá Paula Goto na presidência do conselho.
Descontentes com o que acreditam ser um aumento da interferência política no negócio da Tupy, para além do conselho, os minoritários pretendem escolher um novo nome e buscar uma eleição via voto múltiplo, garantindo uma cadeira no colegiado.
De todo modo, vale ponderar que o processo de escolha do novo presidente foi legítimo: indicado por um acionista e submetido à avaliação do conselho.
De saída da empresa, Rizzo conduziu sua última teleconferência de resultados na sexta-feira, 28 de março. Com a voz embargada e sem conseguir evitar o choro em alguns momentos, falou por cerca de 10 minutos para se despedir.
Disse que servir à Tupy, onde começou como estagiário há quase 30 anos foi “a honra de uma carreira profissional”, e agradeceu ao “time” e à confiança dos investidores.
Também agradeceu a BNDES e Previ, acionistas há 30 anos, “que nunca abandonaram a companhia”: “Tivemos imenso apoio dos acionistas Previ e BNDES, que acreditaram, alocaram dinheiro novo, talento e reputação. Nada do que estamos vivendo agora seria possível sem esse apoio.”
Segundo Rizzo, eles aprovaram as estratégias de crescimento que a gestão propôs ao longo dos anos e apoiaram investimentos orgânicos, aquisições, internacionalização e sempre ofereceram ampla independência para a atuação da diretoria executiva da companhia. “E não creio que há intenção de mudar essa diretriz.”
Ao agradecer aos investidores novamente, reforçou que a estratégia da Tupy é do time, “que trabalha engajado na estratégia e precisa de um ambiente favorável para desenvolvê-la.”
Desejou sucesso a Lucchesi e disse que vai colaborar para uma transição “organizada e cuidadosa”.
Na gestão Rizzo, a Tupy se transformou na maior empresa do segmento de fundição de blocos e cabeçotes para motores a combustão de veículos pesados.
Com aquisições recentes, a empresa expandiu o negócio para geradores elétricos a diesel; reposição de peças e componentes de motores; e bioplantas.
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