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Bruna Charifker Vogel

Bruna Charifker Vogel

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do Seu Dinheiro. Com mais de 15 anos de experiência em análise, fortalecimento e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, fez transição de carreira para o mercado financeiro, atuando nas áreas de comunicação interna, DEI, T&D, employer branding e cultura organizacional.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Novo ETF da B3 aposta em energia nuclear e urânio como alternativa sustentável e estratégica

De olho em cenário geopolítico, fundo segue índice global e oferece exposição a empresas de 10 países do setor nuclear

Bruna Charifker Vogel
Bruna Charifker Vogel
19 de maio de 2025
11:37
energia nuclear urânio mineração
Energia nuclear tem sido apontada como uma saída para a alta na demanda energética com o avanço da IA generativa - Imagem: iStock: Alfio Manciagli -

A Investo, gestora independente de ETFs no Brasil, lançou nesta segunda-feira (19) o NUCL11, fundo de índice listado na B3 com foco nos setores de energia nuclear e mineração de urânio

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O ETF replica o desempenho do MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index (MVNLRTR), que acompanha empresas da cadeia global da energia nuclear.

Com valor inicial de cota próximo a R$ 100, o NUCL11 tem como objetivo espelhar o desempenho do ETF VanEck Uranium and Nuclear Energy (NLR), listado na NYSE Arca, que possui mais de US$ 1,19 bilhão (cerca de R$ 6,7 bilhões) em patrimônio e liquidez diária média de US$ 17,6 milhões (em torno de R$ 100,2 milhões).

A NYSE Arca é uma bolsa de valores eletrônica dos Estados Unidos, especializada na negociação de ETFs e ações de tecnologia. Ela faz parte do grupo da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), mas opera de forma totalmente digital, permitindo alta liquidez e eficiência nas negociações.

Segundo Cauê Mançanares, CEO da Investo, o lançamento busca atender à crescente demanda por investimentos sustentáveis e estratégicos. 

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“O NUCL11 oferece acesso a empresas que atuam em toda a cadeia de valor da energia nuclear, proporcionando diversificação e exposição a um setor que tende a ganhar relevância no contexto da transição energética global”, afirma o executivo.

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Além disso, a energia nuclear tem sido apontada como uma saída para a alta na demanda energética com o avanço da inteligência artificial generativa

Em outubro de 2024, por exemplo, Google e Amazon anunciaram investimentos no desenvolvimento de tecnologia de energia nuclear via reatores modulares pequenos (SMR, na sigla em inglês) para abastecer centros de processamento de dados de IA (data centers).

Destaques do NUCL11

  • Foco: Energia nuclear e urânio
  • Índice de referência: MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index
  • Exposição internacional: mais de 10 países
  • Empresas do portfólio: Constellation Energy Corporation, Oklo Inc., Pg&E Corporation, Endesa Energia, Cameco Corp., BWX Technologies, entre outras
  • Cota inicial: aproximadamente R$ 100
  • Liquidez global do índice espelhado: US$ 17,6 milhões por dia
  • Patrimônio global do ETF original (NLR): US$ 1,19 bilhão

Fonte: Divulgação Investo

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De acordo com a Investo, o NUCL11 oferece três grandes vantagens para o investidor:

  1. Exposição estratégica a um setor em expansão: o fundo permite participar do crescimento do mercado global de energia nuclear e urânio.
  2. Diversificação: a carteira engloba empresas de diferentes elos da cadeia produtiva, reduzindo o risco atrelado a uma única companhia.
  3. Papel na transição energética: a energia nuclear é considerada uma fonte limpa por sua baixa emissão de carbono, podendo se tornar uma alternativa viável frente à volatilidade do mercado de energia fóssil.

“O cenário geopolítico, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia, evidencia a vulnerabilidade energética da Europa. A energia nuclear surge como uma opção segura, estável e com menor impacto ambiental”, afirma Mançanares.

O ETF é indicado para investidores interessados em alocações de longo prazo, com perfil mais estratégico e foco em oportunidades relacionadas à energia limpa e sustentável.

Quais são os riscos associados ao ETF NUCL11?

De acordo com o material publicitário da Investo, há três principais riscos associados aos investimentos em energia nuclear:

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  1. Obstáculos de desenvolvimento: Empresas do setor nuclear estão sujeitas a custos inesperados ou atrasos em projetos devido a complexidades técnicas, regulação e oposição pública;
  2. Mudanças políticas: Incidentes graves envolvendo a energia nuclear ou o surgimento de novas tecnologias podem alterar o cenário regulatório e de investimentos;
  3. Volatilidade: A dinâmica de oferta/demanda e fatores geopolíticos influenciam os preços do urânio, impactando receitas de mineradoras e custos de combustível para geradores de energia nuclear.

O que é energia nuclear e mineração de urânio?

A energia nuclear é gerada por meio da fissão nuclear, processo em que o núcleo de um átomo — geralmente de urânio-235 — é dividido, liberando grande quantidade de energia térmica.

Essa energia aquece a água, produz vapor e movimenta turbinas geradoras de eletricidade. Por emitir quantidades muito baixas de gases do efeito estufa, é considerada uma fonte de energia limpa em termos climáticos.

Já a mineração de urânio envolve a extração do minério que serve como combustível para os reatores nucleares. Após extraído, o urânio passa por processos de conversão e enriquecimento antes de ser utilizado na geração de energia.

De acordo com a World Nuclear Association (Associação Mundial de Energia Nuclear, em tradução livre), os cinco países com as maiores reservas de urânio são: Austrália, Cazaquistão, Canadá, Namíbia e Rússia.

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Principais desastres nucleares da história

Embora a energia nuclear ofereça vantagens ambientais, sua história também inclui acidentes graves, que moldaram a percepção pública e a regulamentação do setor:

Three Mile Island (EUA, 1979)

Um defeito técnico e falhas humanas causaram o derretimento parcial de um reator na Pensilvânia. Embora não tenha havido mortes, o incidente provocou pânico e impulsionou reformas nos protocolos de segurança nuclear dos Estados Unidos.

Chernobyl (Ucrânia, 1986)

O maior desastre nuclear da história ocorreu na antiga União Soviética. Um reator da usina explodiu durante um teste de segurança mal conduzido, liberando grandes quantidades de radiação. Estima-se que milhares de pessoas tenham morrido direta ou indiretamente em decorrência da exposição.

Fukushima (Japão, 2011)

Um terremoto seguido de tsunami danificou os sistemas de resfriamento de três reatores da usina de Fukushima Daiichi, provocando derretimento dos núcleos e vazamento de material radioativo. O acidente levou ao fechamento temporário de todas as usinas nucleares do Japão e reacendeu o debate global sobre segurança nuclear.

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