O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Natura irá se desfazer do braço internacional da Avon por uma libra, preço simbólico que enterra o sonho de se tornar uma gigante global, mas agrada o mercado
Se você é uma das pessoas que reclama por aí que hoje em dia não dá para comprar mais nada com menos de R$ 10, talvez devesse ter feito uma proposta para a Natura (NATU3) pela Avon Internacional antes de um dos veículos afiliados da Regent, que pagou uma libra pelo negócio. Nas cotações atuais, isso dá pouco mais de R$ 7.
E o mercado não poderia ter ficado mais feliz, as ações da companhia de cosméticos brasileira estão disparando mais de 15% na tarde desta quinta-feira (18). Até porque tudo que os investidores mais queriam da empresa era que finalmente enterrasse o antigo sonho de se tornar uma L’Oréal — ou seja, uma marca internacional de beleza.
Embora a resolução da dor de cabeça seja um prêmio e tanto para a Natura, a companhia não vai sair dessa só com a libra no bolso. O acordo estabelece que esse valor pode aumentar, com base no desempenho futuro da marca, com previsão de earn-outs, uma espécie de bônus por desempenho. Essa cifra total está limitada a 60 milhões de libras.
A Natura ainda se comprometeu a fornecer uma linha de crédito garantida à Avon Internacional de até US$ 25 milhões, com vencimento em cinco anos após a primeira utilização. Além disso, a Natura abriu mão da maior parte do que a Avon lhe devia.
Para simplificar o balanço antes da transferência, a Natura converteu a maior parte desses empréstimos em capital da própria Avon Internacional, essencialmente perdoando a dívida. O restante do débito foi simplesmente transferido para o novo comprador, a holding Regent, sem qualquer custo adicional para ele.
Vale lembrar que a venda da Avon Internacional não inclui o mercado russo da Avon — que representa cerca de 10% das vendas — nem a marca e as operações da Avon para a região da América Latina, local onde a marca é mais rentável. O anúncio veio dias depois de a Natura comunicar a venda das operações da Avon na América Central por US$ 1.
Leia Também
A Natura continuará operando o negócio da Avon Internacional até o fechamento da venda, previsto para o primeiro trimestre de 2026, mas não são esperadas novas necessidades de caixa, já que a divisão costuma gerar dinheiro no segundo semestre do ano.
Para a XP, esse é o passo mais importante na jornada de desinvestimento da Avon. Os analistas também avaliam como positivo o fato de que o acordo deve ter um impacto financeiro irrelevante.
A transação alivia a preocupação do mercado sobre a capacidade da Natura de se livrar desse ativo deficitário que vinha prejudicando as operações.
“A maior parte dos créditos de empréstimos da Natura contra a Avon Internacional, que estimamos em cerca de R$ 1,6 bilhão, é basicamente caixa que já foi consumido. Assim, o efeito deve ser pontual e não em caixa. No entanto, a empresa forneceu uma linha de crédito de US$ 25 milhões, que pode ter efeito em caixa, embora com recuperação esperada em cinco anos”, escreveu a equipe de análise da casa em relatório.
Segundo a XP, este anúncio, junto com o novo formato de divulgação da empresa a partir dos resultados do terceiro trimestre, deve ajudar os investidores a retomarem o foco na ação, à medida que a história se torna mais simples e clara.
Isso porque a venda dos ativos simplifica a visão da empresa para os investidores. Ao se desfazer deles, a Natura não precisa mais consolidar os resultados negativos dessas operações.
Ou seja, a partir do terceiro trimestre, os relatórios financeiros focarão apenas no desempenho da Natura e da Avon na América Latina, os negócios mais rentáveis do grupo. Essa transparência facilita a análise e ajuda o mercado a enxergar o valor real da empresa, o que pode impulsionar suas ações.
Em outras palavras, o balanço ficará mais limpo, sem ‘pesos-mortos’ que dificultavam a análise da Natura como um todo.
A XP reiterou a recomendação de compra para as ações, com uma visão construtiva sobre o processo de transformação da Onda 2, que pretende aumentar a eficiência e reduzir custos no Brasil, Argentina e México.
Para o Itaú BBA, o movimento está alinhado com a estratégia de focar em suas operações principais na América Latina, simplificando a estrutura e melhorando a disciplina financeira.
“Para o mercado, as ações da Natura estão sendo negociadas a um múltiplo de 8,5x (P/L para 2026), já sem considerar o impacto da Avon Internacional, o que mostra o foco renovado dos investidores”, diz a equipe de análise em relatório. O banco tem recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo em R$ 14, valorização potencial de quase 58% frente ao encerramento das negociações da última quarta-feira (17).
Na visão da Ativa Investimentos, o negócio também é positivo, uma vez que a empresa agora contará com um balanço mais limpo e uma operação mais sólida. A casa também manteve recomendação de compra, com preço-alvo em R$ 15 — o que representa uma alta de quase 70% em relação ao fechamento de ontem.
Tudo começou em dezembro de 2012, quando a Natura celebrou um acordo para comprar 65% da australiana Aesop, por US$ 68,25 milhões. Quatro anos depois, a brasileira adquiriu 100% da marca.
Nesse intervalo, a australiana elevou sua presença de oito para 20 países, e o número de lojas passou de 57 para 177 no período.
Mas a gigante nacional não parou por aí. Almejando expandir ainda mais sua atuação global, a Natura comprou a The Body Shop em 2017 por aproximadamente 1 bilhão de euros (o que equivalia a cerca de R$ 3,6 bilhões na época).
A aquisição foi considerada “um passo decisivo para a fundação de um grupo de cosméticos”, que reuniria a Aesop, a Natura e a The Body Shop. Em 2019, veio a fusão que incorporou a Avon por US$ 2 bilhões e transformou a Natura no quarto maior grupo de beleza no mundo.
Mas o olho parece ter sido maior do que a barriga. Ou melhor, o apetite por aquisições era mais forte do que o balanço conseguia aguentar. As dívidas cresceram, chegando a um patamar de R$ 4,6 bilhões no final de 2019, antes da pandemia.
Apesar disso, os resultados trimestrais estavam razoáveis, até que a crise sanitária da covid-19 chegou.
Com o cenário macroeconômico desafiado pela pandemia e, posteriormente, pela guerra na Ucrânia, a integração com a Avon se tornou ainda mais difícil do que já era, e os prejuízos das operações internacionais, especialmente da Avon, levaram a uma crise de rentabilidade. Eram muitas geografias para administrar.
Foi então que o ‘mindset’ da companhia saiu da dominação global e da expansão desenfreada por novas geografias para a busca por eficiência nos mercados em que a gigante brasileira dos cosméticos já está inserida.
Com isso, em abril de 2023, veio a venda da Aesop para a L’Oréal, por R$ 2,52 bilhões (pouco mais de R$ 10 bilhões nas cotações da época) — com um ganho de capital de US$ 2,4 bilhões. Em novembro do mesmo ano, a Natura se desfez da The Body Shop, por cerca de 207 milhões de libras (ou R$ 1,25 bilhão nas cotações daquele período).
Em abril deste ano, a brasileira anunciou a simplificação da estrutura organizacional, com a Natura Cosméticos incorporando a Natura &Co, a holding que a Natura criou para abrigar suas marcas globais, como parte de um passo em direção à simplificação. A empresa trocou de ticker e passou a ser negociada com NATU3 na bolsa de valores.
No segundo trimestre de 2025, a companhia reportou dívida líquida de R$ 4 bilhões, um aumento significativo frente ao mesmo período do ano passado — e isso foi majoritariamente culpa da Avon Internacional. A alavancagem chegou a 2,18 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização).
Nesta semana, a gigante deu mais um passo, com o anúncio de um acordo vinculante para a venda das operações da Avon na América Central. A transação envolve as operações da Avon na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana, batizadas de “Avon CARD”.
Segundo a empresa dona do ChatGPT, a tecnologia será capaz de executar tarefas reais do dia a dia, indo além de testes isolados
A Ciabrasf ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital, alvo de operações da PF no ano passado
Trocas no alto escalão ocorrem menos de dois meses após o conselho reafirmar a atual gestão; conselho e diretoria também passaram por mudanças
A Tesla, de Elon Musk, encerrou a produção dos modelos S e X para focar em robôs humanoides.
Margens resilientes, ROE elevado e disciplina de custos sustentam o Itaú no topo. Mas ainda há espaço para upside nos múltiplos?
Em coletiva com jornalistas sobre o balanço do quarto trimestre, Milton Maluhy Filho afirma que o sistema terá de pagar a conta — e critica plataformas que empurraram risco ao investidor
Os acionistas poderão vender suas ações preferenciais pelo preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações. Para participar, é necessário declarar interesse na OPA
O novo executivo da empresa deixa a Azzas 2154, onde atuava até então como presidente da unidade de calçados
Em comunicado, a companhia afirmou que a alteração do código também marca um novo estágio de maturidade da Riachuelo
Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e,, impulsionados pela necessidade de aprender inglês, criaram o BeConfident.
Para analistas, o 4T25 pode marcar novo capítulo da reestruturação e abrir espaço para o banco acelerar investimentos. Veja as previsões do mercado
Ao todo, foram negociados R$ 3,3 bilhões em dívidas com grandes instituições financeiras
Lançamento da Anthropic automatiza tarefas nas áreas jurídica, comercial, marketing e análise de dados, segmentos em que empresas como a Totvs concentram boa parte de seus ganhos
O resultado veio acima das expectativas de analistas de mercado; confira os indicadores
Advogados do ex-atleta alegam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos.
Na visão dos analistas, a decisão aumenta o risco de um hiato nas entregas do programa Caminho da Escola
Nova unidade em Itajaí terá foco em sistemas de armazenamento de energia e deve gerar 90 empregos diretos até 2027
Já é a segunda mudança da empresa, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, em poucos dias
Oferta anunciada em 2025 segue sem sair do papel após pedido de prazo da Aqwa, subsidiária da holding americana parceira da Fictor
Ação cai mesmo com lucro acima do consenso; entenda a visão dos analistas sobre o 4T25 do Santander