🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

PODE BEIJAR A NOIVA

Hora da lua de mel: Cade aprova fusão entre BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) sem restrições

A aprovação consolida a MBRF Global Foods Company como uma das líderes globais na indústria alimentícia, com alcance em 117 países

Bia Azevedo
Bia Azevedo
5 de setembro de 2025
16:00 - atualizado às 10:31
Imagem de um casal em um carro vermelho de casamento com os logotipos da BRF e Marfrig no lugar de seus rostos, passando por um semáforo amarelo em uma rua da cidade.
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Finalmente, BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) podem partir para a lua de mel. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu o aval, nesta sexta-feira (5), à fusão entre as duas companhias, que formará a MBRF Global Foods.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A aprovação foi unânime e sem restrições, ou seja, sem os chamados remédios ao ato de concentração. A decisão de hoje ratifica o parecer anterior da Superintendência-Geral do Cade, que havia dado aval à aquisição sem imposições, considerando que a transação não gera riscos para a concorrência.

De acordo com o regulador, a operação conjunta das empresas é inferior a 20% do market share do setor, patamar abaixo do presumido como posição dominante. Olhando para as operações complementares das marcas, a fatia de cada parte é inferior a 30%, reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado.

Com receita líquida anual de R$ 152 bilhões, a MBRF nasce como uma das maiores empresas do mundo, presente em 117 países, abrangendo marcas amplamente conhecidas pelo público — como Sadia, Perdigão, Qualy e Bassi.

A expectativa das empresas é que a fusão gere sinergias de R$ 485 milhões, provenientes de estratégias como cross-selling. Além disso, são esperados ganhos de eficiência na cadeia de suprimentos, abrangendo matérias-primas, embalagens e insumos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há também a projeção de uma economia de até R$ 320 milhões via racionalização das operações comerciais e logísticas, e simplificação da estrutura corporativa. Outros R$ 3 bilhões podem ser capturados por meio de otimização fiscal.

Leia Também

A longa paquera e as tensões envolvendo a fusão 

A aprovação pela autarquia sela um processo iniciado em 2021 — em uma paquera que não foi nada fácil.

Tudo começou em 2021, quando a Marfrig comprou uma participação de 20% na rival. Em 2023, quando esse percentual já tinha chegado aos 50%, o mercado já esperava a fusão como um passo natural. O anúncio oficial veio em maio deste ano. Desde então, muitos foram os percalços que se colocaram no caminho.

Um deles foi a Minerva (BEEF3), que foi à justiça para tentar barrar o negócio sob argumentos que incluem os riscos de concentração excessiva em alimentos processados, a ampliação indevida do poder de compra e a atuação cruzada da Salic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • A Salic é um fundo de investimentos soberano da Arábia Saudita, que tem 24,5% das ações da Minerva e cerca de 11% da Marfrig. Com a fusão, essa fatia seria diluída para 10%.

A Previ, um dos maiores fundos de pensão do Brasil e acionista relevante da BRF, também se opôs à operação, alegando que a relação de troca de ações proposta não refletia adequadamente o valor da BRF. O fundo de pensão argumentou que isso poderia resultar em perdas para os acionistas minoritários, incluindo seus associados.

Em julho de 2025, o fundo anunciou a venda de sua participação de aproximadamente 5% na BRF por R$ 1,9 bilhão, com o objetivo de evitar riscos incompatíveis com o perfil de seus associados. Ao longo do processo, outros minoritários também se opuseram à fusão.

Direito de retirada: as regras para sair da operação

A urgência da votação de hoje estava relacionada ao fim do prazo, nesta sexta-feira, para que os acionistas dissidentes exerçam o direito de recesso. Ou seja, a possibilidade de receber um valor em dinheiro pela sua participação na empresa.

Esse período foi contado a partir da publicação da ata da reunião do último dia 5 de agosto, quando os acionistas das duas empresas deram luz verde à fusão em assembleias gerais extraordinárias simultâneas. Com o término dessa fase, a MBRF Global Foods Company será oficialmente constituída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a fusão, a BRF se tornará uma subsidiária integral da Marfrig. A relação de troca é de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF. Quem é acionista de umas das duas envolvidas na fusão e não concordou pode exercer o direito de retirada — também chamado de direito de recesso.

Para ter direito ao reembolso do valor das ações, é preciso cumprir três condições:

  • Ser acionista da BRF ou Marfrig desde 15 de maio de 2025 — sem ter vendido os papéis até o fechamento da operação;
  • Ter votado contra a fusão, se abstido ou não comparecido à assembleia;
  • Manifestar expressamente a intenção de exercer o direito de retirada no prazo de 30 dias após o último dia 5 de agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NOVA FASE DA EMPRESA

Magalu (MGLU3) resolve problema que nem o ChatGPT conseguiu ainda: por que Fred Trajano está ‘all in’ em Inteligência Artificial

13 de março de 2026 - 12:54

Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar