🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DEPOIS DE UMA DÉCADA

Goldman Sachs de saída da Oncoclínicas? Banco vende maior parte da fatia em ONCO3 para gestora de private equity; operação reacende discussão sobre OPA

O banco norte-americano anunciou a venda de 102.914.808 ações ordinárias ONCO3, representando 15,79% do capital social total da Oncoclínicas

Camille Lima
Camille Lima
24 de março de 2025
14:45 - atualizado às 9:51
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3).
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3). - Imagem: Divulgação

Depois de uma década desde que começou a construir posição na Oncoclínicas (ONCO3), o Goldman Sachs decidiu vender a maior parte de sua participação na rede de tratamentos oncológicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco norte-americano anunciou a venda de 102.914.808 ações ordinárias ONCO3, representando 15,79% do capital social total da companhia, anteriormente detidas pelo fundo Josephina I.

A compradora das ações foi a gestora de private equity Centaurus Capital, que elevou sua participação de 16,05% para 31,83% da empresa, totalizando 207.498.778 ações ONCO3.

É importante notar que a Centaurus já possuía uma participação indireta na empresa, representada dentro da fatia do Goldman, mas só surgiu nominalmente no quadro de acionistas no final do ano passado, após uma reestruturação societária realizada em novembro.

Mesmo após a transação, o Goldman manteve uma participação de 4,96% na companhia de saúde, agora por meio do Josephina II, outro veículo de investimento do grupo GS. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, esta é a primeira vez, desde a abertura de capital da empresa, em 2021, em que o banco não figura como o maior acionista da Oncoclínicas.

Leia Também

Confira a nova composição acionária da Oncoclínicas:

AcionistasAções%
Josephina III (Centaurus Capital)207.498.77831,83%
Banco Master129.679.37419,90%
Gestora Latache66.402.31510,19%
Fundador e CEO, Bruno Ferrari54.843.1868,41%
Goldman Sachs32.384.7344,96% 
Administração4.539.2110,70%
Ações em tesouraria18.963.6322,91%
Ações em circulação no mercado (free float)137.445.08321,09%
Fonte: Informações no site de RI da Oncoclínicas.

Goldman Sachs de saída da Oncoclínicas (ONCO3)?

O Goldman Sachs justifica a venda das ações da Oncoclínicas (ONCO3) como "estritamente para fins de desinvestimento da posição à vista".

A venda dos papéis pelo banco de investimentos não é exatamente uma surpresa para o mercado, dado que investimentos prolongados são raros entre grandes bancos e fundos de investimento privados — e o Goldman já detinha essa participação desde 2015.

Um gestor avalia, no entanto, que um outro ponto poderia ter acelerado o processo de decisão do banco para desinvestir na Oncoclínicas: a entrada do Banco Master, polêmico na Faria Lima, como sócio da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Fernando Henrique Magalhães, analista da Levante Inside Corp, o Goldman já vinha buscando formas de reduzir a participação ao longo do tempo e essa nova venda pode indicar realmente uma saída definitiva do capital da empresa. 

Vale lembrar que o banco optou por ter a fatia diluída ao não participar do aumento de capital bilionário na empresa, no ano passado, que trouxe o Master ao quadro de maiores acionistas.

“Não sabemos exatamente se essa venda faz parte de uma reestruturação do portfólio do banco ou simplesmente uma realização de ganhos após a empresa subir mais de 140% em 2025”, avaliou Magalhães. 

Rafael Ragazi, sócio e analista de ações da Nord Investimentos, afirma que “tudo indica que o Goldman está saindo de fato” da Oncoclínicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Parece que o fundo pelo qual o Goldman faz esse investimento em Oncoclínicas é um veículo que está prestes a vencer, então, pode ser que de fato o banco tenha o objetivo de zerar essa participação no curto prazo”, disse.

Os swaps do Goldman Sachs e da Centaurus

Apesar de sua saída como um dos principais acionistas, o Goldman Sachs decidiu manter sua exposição à Oncoclínicas, mas sem efetivamente possuir ações ONCO3 no portfólio. A operação é complexa. Mas vamos tentar traduzir da melhor forma. 

A alocação deu-se por meio de um instrumento derivativo, conhecido como total return swap, realizado pelo seu outro veículo de investimentos, o GLQ Broad Street

Este swap permite ao Goldman uma exposição econômica equivalente a 15,79% da participação que o Josephina I detinha, sem a propriedade física das ações. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paralelamente, a Centaurus celebrou um swap de retorno total que lhe confere uma exposição econômica equivalente à venda de 15,79% da Oncoclínicas.

Este arranjo sugere que a gestora está se protegendo contra uma potencial desvalorização das ações adquiridas, uma estratégia comum na gestão de riscos de grandes portfólios.

Isso porque, se o valor das ações ONCO3 diminuir na bolsa, as perdas na participação acionária podem ser compensadas pelos ganhos no contrato de swap.

  • Entenda o Total Return Swap: Esse contrato estabelece que o recebedor do retorno total terá a receita gerada pelo ativo sem possuir as ações, se beneficiando de uma possível elevação do preço dos papéis durante a vigência do acordo. Por sua vez, ele pagará juros ao dono das ações enquanto o contrato estiver em andamento. Dessa forma, o dono dos papéis deixa de se expor ao risco relacionado ao ativo, mas incorpora o risco de exposição ao crédito ao qual a ação está sujeita.

Com nova compra de ações ONCO3 pela Centaurus, vem OPA pela frente?

A operação recém-anunciada reacende a discussão sobre a necessidade de uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários da Oncoclínicas (ONCO3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque a transação bate diretamente numa das seções do estatuto da Oncoclínicas que prevê o mecanismo de poison pill (pílula de veneno, em tradução literal).

De acordo com o documento, é obrigatória a realização de uma OPA sempre que um investidor adquirir uma participação acionária igual ou superior a 15% das ações emitidas pela ONCO3. 

Na semana passada, a empresa chegou a receber questionamentos de acionistas sobre a necessidade da OPA, mas afirmou, na sexta-feira (21), que nada indicava que a gestora estivesse obrigada a lançar a oferta.

Ou seja, até então, a participação indireta de 16% detida pela Centaurus não teria ativado o gatilho da poison pill, na visão da empresa. Resta a dúvida se a nova aquisição de 15% do capital social pressionará a pílula de veneno da Oncoclínicas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Paulo Bardella Caparelli, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, a compra das ações pela Centaurus em tese preenche o gatilho estatutário e, à primeira vista, deveria resultar na convocação de uma OPA.

“A nova movimentação reforça o argumento de que houve, sim, aquisição relevante e que o fundo está exposto economicamente à companhia — o que pode ser suficiente para caracterizar o gatilho da OPA, especialmente à luz do objetivo da cláusula estatutária: proteger os minoritários de mudanças de controle não negociadas abertamente”, avaliou o advogado.

Caparelli afirma que, com base no estatuto da companhia e na Lei das S.A, os minoritários ainda possuem ferramentas na manga para solicitarem esclarecimentos à Oncoclínicas.

Em caso de falta de ação pelo conselho, os acionistas minoritários detentores de ao menos 5% do capital poderiam, por exemplo, requerer a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, como já realizado pela Abraicc na semana passada, é possível formalizar denúncia à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para investigar eventual violação do estatuto e da Lei das S.A. 

Questionada pelo Seu Dinheiro sobre a obrigatoriedade de uma oferta pelas ações dos minoritários pela Centaurus, a Oncoclínicas afirmou que “está em período de silêncio e, portanto, não comentará sobre o tema no momento”. 

A empresa divulgará seu balanço do quarto trimestre de 2024 nesta quinta-feira (27).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TELECONFERÊNCIA COM ANALISTAS

Vale (VALE3): superamos todas as metas previstas para 2025, diz CEO – veja o que impulsionou o resultado, apesar da queda do preço do ferro

13 de fevereiro de 2026 - 16:59

Executivos destacam desempenho operacional recorde em teleconferência, apesar do prejuízo contábil no 4T25

DO TOMBO AO TOPO

A redenção da Eneva (ENEV3): após derreter na bolsa, ação lidera ganhos do Ibovespa com novos valores para leilão. Vale comprar agora? 

13 de fevereiro de 2026 - 14:32

Os papéis da companhia chegaram a subir mais de 8% nesta sexta-feira (13) com a revisão do preço-teto do leilão de reserva

DESAGRADOU MESMO?

Vale (VALE3) teve resultado sólido no 4T25, segundo analistas. Por que o mercado pune a mineradora e as ações caem mais de 1%?

13 de fevereiro de 2026 - 11:44

Os papéis da mineradora acumulam ganho de 22% em 2026; saiba se ainda há espaço para mais ou se VALE3 chegou ao topo da valorização para o ano

DESVALORIZADA

A conta do rebaixamento da Raízen (RAIZ4) chegou e é de R$ 11 bilhões: entenda o que motivou o impairment

13 de fevereiro de 2026 - 11:26

Com os recentes rebaixamentos feitos por agências de classificação de risco, a produtora acredita que será mais difícil vender ativos, recuperar créditos fiscais e até pegar crédito no mercado, já que perdeu o grau de investimento

MOMENTO DELICADO

Prestes a ser privatizada, Copasa (CSMG3) vê renúncia de presidente do conselho após delação premiada relacionada à Aegea

13 de fevereiro de 2026 - 10:47

A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa

BALANÇO

IRB (IRBR3) lucra mais e promete a volta dos dividendos — mas fantasma da fraude reaparece com cobrança milionária de investidores

13 de fevereiro de 2026 - 9:59

Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas

BALANÇO DO 4T25

Vale (VALE3) tem prejuízo líquido de US$ 3,844 bilhões no 4T25, mas papéis sobem no after em Nova York

12 de fevereiro de 2026 - 20:38

Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério

EFEITO DOMINÓ

S&P acende sinal amarelo após rebaixamentos da Raízen (RAIZ4) e muda perspectiva da Cosan (CSAN3) para negativa

12 de fevereiro de 2026 - 17:50

Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora

PRESSÃO NA CARTEIRA

A inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3) subiu — e Novonor, ex-Odebrecht, é responsável por R$ 3,6 bilhões, diz site

12 de fevereiro de 2026 - 17:07

Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times

PROVENTOS NO RADAR

Ambev (ABEV3) sobe mais de 4% apesar do lucro menor no 4T25; dividendos entram na conta. Vale comprar agora?

12 de fevereiro de 2026 - 16:10

Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço

MELHOR ANO DA HISTÓRIA

Riachuelo (RIAA3): Após números do 4T25 baterem expectativas, é hora de comprar?

12 de fevereiro de 2026 - 16:07

As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda

TROCA DE MÃOS

Petrobras decide não exercer direito de preferência pela Braskem (BRKM5): quem é a IG4, nova controladora da petroquímica

12 de fevereiro de 2026 - 15:05

A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação

A FATURA DA CRISE

A conta do Master chegou: Banco do Brasil (BBAS3) vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor

12 de fevereiro de 2026 - 14:31

FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB

VEM A VIRADA?

Esqueça o ROE de 20%: “Sabíamos que seria impossível”, diz diretor do Banco do Brasil (BBAS3) — ele também afastou o sonho de dividendos extraordinários

12 de fevereiro de 2026 - 13:51

Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista

ARMAS DO SOFTWARE

Totvs (TOTS3) luta contra o Armageddon com novo programa de recompra de ações e lançamento em IA

12 de fevereiro de 2026 - 12:53

A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente

AGORA VAI?

Petrobras (PETR4) decide que não vai se envolver na venda das ações da Braskem (BRKM5) para o IG4 — o que acontece agora?

12 de fevereiro de 2026 - 11:40

A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio

PAIXÃO NACIONAL

‘Veio da Havan’ faz investida milionária na Globo após anos de boicote e se explica; veja o que Luciano Hang disse

12 de fevereiro de 2026 - 11:04

Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência

SUPERMERCADO DIGITAL

Ganha-ganha: Mercado Livre (MELI34) venderá e produtos do Assaí (ASAI3) — veja por que parceria pode ser boa para ambos

12 de fevereiro de 2026 - 11:01

Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco

UNIÃO DE FORÇAS

BTG Pactual conclui transação para adquirir até 48% da fintech meutudo e reforça aposta no varejo

12 de fevereiro de 2026 - 10:30

Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital

MOMENTO DE VIRADA?

Ação do Banco do Brasil salta apesar de ceticismo do mercado após lucro e ROE turbinados no 4T25. Por que BBAS3 ainda divide opiniões?

12 de fevereiro de 2026 - 10:00

Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar