Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DEPOIS DE UMA DÉCADA

Goldman Sachs de saída da Oncoclínicas? Banco vende maior parte da fatia em ONCO3 para gestora de private equity; operação reacende discussão sobre OPA

O banco norte-americano anunciou a venda de 102.914.808 ações ordinárias ONCO3, representando 15,79% do capital social total da Oncoclínicas

Camille Lima
Camille Lima
24 de março de 2025
14:45 - atualizado às 9:51
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3).
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3). - Imagem: Divulgação

Depois de uma década desde que começou a construir posição na Oncoclínicas (ONCO3), o Goldman Sachs decidiu vender a maior parte de sua participação na rede de tratamentos oncológicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco norte-americano anunciou a venda de 102.914.808 ações ordinárias ONCO3, representando 15,79% do capital social total da companhia, anteriormente detidas pelo fundo Josephina I.

A compradora das ações foi a gestora de private equity Centaurus Capital, que elevou sua participação de 16,05% para 31,83% da empresa, totalizando 207.498.778 ações ONCO3.

É importante notar que a Centaurus já possuía uma participação indireta na empresa, representada dentro da fatia do Goldman, mas só surgiu nominalmente no quadro de acionistas no final do ano passado, após uma reestruturação societária realizada em novembro.

Mesmo após a transação, o Goldman manteve uma participação de 4,96% na companhia de saúde, agora por meio do Josephina II, outro veículo de investimento do grupo GS. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, esta é a primeira vez, desde a abertura de capital da empresa, em 2021, em que o banco não figura como o maior acionista da Oncoclínicas.

Leia Também

Confira a nova composição acionária da Oncoclínicas:

AcionistasAções%
Josephina III (Centaurus Capital)207.498.77831,83%
Banco Master129.679.37419,90%
Gestora Latache66.402.31510,19%
Fundador e CEO, Bruno Ferrari54.843.1868,41%
Goldman Sachs32.384.7344,96% 
Administração4.539.2110,70%
Ações em tesouraria18.963.6322,91%
Ações em circulação no mercado (free float)137.445.08321,09%
Fonte: Informações no site de RI da Oncoclínicas.

Goldman Sachs de saída da Oncoclínicas (ONCO3)?

O Goldman Sachs justifica a venda das ações da Oncoclínicas (ONCO3) como "estritamente para fins de desinvestimento da posição à vista".

A venda dos papéis pelo banco de investimentos não é exatamente uma surpresa para o mercado, dado que investimentos prolongados são raros entre grandes bancos e fundos de investimento privados — e o Goldman já detinha essa participação desde 2015.

Um gestor avalia, no entanto, que um outro ponto poderia ter acelerado o processo de decisão do banco para desinvestir na Oncoclínicas: a entrada do Banco Master, polêmico na Faria Lima, como sócio da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Fernando Henrique Magalhães, analista da Levante Inside Corp, o Goldman já vinha buscando formas de reduzir a participação ao longo do tempo e essa nova venda pode indicar realmente uma saída definitiva do capital da empresa. 

Vale lembrar que o banco optou por ter a fatia diluída ao não participar do aumento de capital bilionário na empresa, no ano passado, que trouxe o Master ao quadro de maiores acionistas.

“Não sabemos exatamente se essa venda faz parte de uma reestruturação do portfólio do banco ou simplesmente uma realização de ganhos após a empresa subir mais de 140% em 2025”, avaliou Magalhães. 

Rafael Ragazi, sócio e analista de ações da Nord Investimentos, afirma que “tudo indica que o Goldman está saindo de fato” da Oncoclínicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Parece que o fundo pelo qual o Goldman faz esse investimento em Oncoclínicas é um veículo que está prestes a vencer, então, pode ser que de fato o banco tenha o objetivo de zerar essa participação no curto prazo”, disse.

Os swaps do Goldman Sachs e da Centaurus

Apesar de sua saída como um dos principais acionistas, o Goldman Sachs decidiu manter sua exposição à Oncoclínicas, mas sem efetivamente possuir ações ONCO3 no portfólio. A operação é complexa. Mas vamos tentar traduzir da melhor forma. 

A alocação deu-se por meio de um instrumento derivativo, conhecido como total return swap, realizado pelo seu outro veículo de investimentos, o GLQ Broad Street

Este swap permite ao Goldman uma exposição econômica equivalente a 15,79% da participação que o Josephina I detinha, sem a propriedade física das ações. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paralelamente, a Centaurus celebrou um swap de retorno total que lhe confere uma exposição econômica equivalente à venda de 15,79% da Oncoclínicas.

Este arranjo sugere que a gestora está se protegendo contra uma potencial desvalorização das ações adquiridas, uma estratégia comum na gestão de riscos de grandes portfólios.

Isso porque, se o valor das ações ONCO3 diminuir na bolsa, as perdas na participação acionária podem ser compensadas pelos ganhos no contrato de swap.

  • Entenda o Total Return Swap: Esse contrato estabelece que o recebedor do retorno total terá a receita gerada pelo ativo sem possuir as ações, se beneficiando de uma possível elevação do preço dos papéis durante a vigência do acordo. Por sua vez, ele pagará juros ao dono das ações enquanto o contrato estiver em andamento. Dessa forma, o dono dos papéis deixa de se expor ao risco relacionado ao ativo, mas incorpora o risco de exposição ao crédito ao qual a ação está sujeita.

Com nova compra de ações ONCO3 pela Centaurus, vem OPA pela frente?

A operação recém-anunciada reacende a discussão sobre a necessidade de uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários da Oncoclínicas (ONCO3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque a transação bate diretamente numa das seções do estatuto da Oncoclínicas que prevê o mecanismo de poison pill (pílula de veneno, em tradução literal).

De acordo com o documento, é obrigatória a realização de uma OPA sempre que um investidor adquirir uma participação acionária igual ou superior a 15% das ações emitidas pela ONCO3. 

Na semana passada, a empresa chegou a receber questionamentos de acionistas sobre a necessidade da OPA, mas afirmou, na sexta-feira (21), que nada indicava que a gestora estivesse obrigada a lançar a oferta.

Ou seja, até então, a participação indireta de 16% detida pela Centaurus não teria ativado o gatilho da poison pill, na visão da empresa. Resta a dúvida se a nova aquisição de 15% do capital social pressionará a pílula de veneno da Oncoclínicas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Paulo Bardella Caparelli, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, a compra das ações pela Centaurus em tese preenche o gatilho estatutário e, à primeira vista, deveria resultar na convocação de uma OPA.

“A nova movimentação reforça o argumento de que houve, sim, aquisição relevante e que o fundo está exposto economicamente à companhia — o que pode ser suficiente para caracterizar o gatilho da OPA, especialmente à luz do objetivo da cláusula estatutária: proteger os minoritários de mudanças de controle não negociadas abertamente”, avaliou o advogado.

Caparelli afirma que, com base no estatuto da companhia e na Lei das S.A, os minoritários ainda possuem ferramentas na manga para solicitarem esclarecimentos à Oncoclínicas.

Em caso de falta de ação pelo conselho, os acionistas minoritários detentores de ao menos 5% do capital poderiam, por exemplo, requerer a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, como já realizado pela Abraicc na semana passada, é possível formalizar denúncia à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para investigar eventual violação do estatuto e da Lei das S.A. 

Questionada pelo Seu Dinheiro sobre a obrigatoriedade de uma oferta pelas ações dos minoritários pela Centaurus, a Oncoclínicas afirmou que “está em período de silêncio e, portanto, não comentará sobre o tema no momento”. 

A empresa divulgará seu balanço do quarto trimestre de 2024 nesta quinta-feira (27).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

O QUE FAZER COM A AÇÃO?

Construtora ‘queridinha’ do Minha Casa, Minha Vida se prepara para acelerar em 2026 — e ação deve saltar mais de 34%, segundo o BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 10:02

Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026

“ELEFANTE BRANCO” SAI DE CENA

Adeus, e-commerce: Sequoia (SEQL3) ‘joga a toalha’ no varejo digital e vende operação ao Mercado Livre (MELI34)

22 de abril de 2026 - 9:12

Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia

TEM FUNDAMENTO?

Alta de 115% é pouco? A preocupação de R$ 500 milhões que ronda a Tenda (TEND3), construtora queridinha do momento

22 de abril de 2026 - 6:01

Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia