🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Casas Bahia (BHIA3): uma luz no fim do túnel. Conversão da dívida ajuda a empresa, mas e os acionistas?

A Casas Bahia provavelmente vai ter um novo controlador depois de a Mapa Capital aceitar comprar a totalidade das debêntures conversíveis em ações. O que isso significa para a empresa e para o acionista?

Bia Azevedo
Bia Azevedo
2 de julho de 2025
10:41 - atualizado às 17:47
Fachada da Casas Bahia, marca da Via (VIIA3)
Fachada da Casas Bahia - Imagem: Divulgação / Casas Bahia / Facebook

“É melhor você ter participação menor em um negócio que pode caminhar para uma melhora do que ter uma fatia mais gorda de uma empresa semi-falida”. É assim que Carlos Honorato, professor da FIA Business School, define a situação do acionista de Casas Bahia (BHIA3) hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, como parte do processo de reestruturação da empresa, a Mapa Capital deve se tornar acionista majoritária e assumir o controle da varejista a partir de agosto, diluindo significativamente o restante dos sócios. 

Fundada em 2013, a Mapa Capital é uma gestora de investimentos brasileira especializada na gestão de participações e soluções para empresas em dificuldade ou em processo de reestruturação.

A gestora acertou um acordo com o Bradesco e o Banco do Brasil para adquirir todas as debêntures de segunda série da décima emissão das Casas Bahia. Com isso, ela será dona de todo o estoque de títulos conversíveis em ações, estimado em R$ 1,6 bilhão.

A Mapa já comunicou que pretende realizar a conversão das debêntures em ações ordinárias logo depois da efetivação da transferência. Assim, a gestora se tornaria majoritária na Casas Bahia e provavelmente irá assumir o controle da varejista. A companhia não divulgou qual seria o tamanho da fatia da Mapa depois desse processo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, de acordo com os cálculos da analista Larissa Quaresma, da Empiricus, a participação seria de pouco mais de 80% e a diluição dos acionistas atuais seria da mesma magnitude.

Leia Também

“Basicamente, estão comprando a companhia por meio da dívida”, explica Honorato. 

Com isso, surgem algumas perguntas: o que esse processo significa para a empresa? E para o acionista? Além disso: o que fazer com os papéis BHIA3?

Para responder, além dos especialistas citados acima, o Seu Dinheiro também conversou com: Iago Souza, da Genial Investimentos, Paola Mello, sócia da GTI Administração de Recursos, e Rafael Ragazi, sócio e analista da Nord Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que isso significa para a Casas Bahia?

Na visão dos analistas, esse movimento era necessário à sobrevivência da varejista. 

Isso porque, por mais que a empresa estivesse fazendo avanços no processo de reestruturação, abrindo espaço para uma melhora operacional — com avanço do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e redução da alavancagem nos últimos trimestres —, havia dúvidas sobre a sustentabilidade disso.

“Essa melhora operacional era muito boa para o curto prazo, mas não acreditávamos na sustentação disso porque o impulso estava vindo do crédito. A Casas Bahia estava fornecendo mais crédito e, consequentemente, conseguindo diluir mais despesas fixas e melhorando a margem operacional”, explica Souza, da Genial.

No entanto, isso era visto com certo ceticismo, dado o cenário macroeconômico do país, com a Selic em 15% ao ano. Cabe lembrar que os juros elevados afetam diretamente a capacidade de pagamento dos consumidores, o que pode aumentar a inadimplência — e esse era justamente o temor dos analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No entanto, a conversão da dívida mexe exatamente onde dói para a Casas Bahia: o resultado financeiro”, explica Souza. Isso porque, mesmo com a melhora operacional, a empresa dá prejuízo. Com uma dívida bruta tão grande, não teria como ser diferente, segundo os analistas.

No primeiro trimestre de 2025, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 408 milhões. No mesmo período, a dívida bruta ficou em R$ 4,3 bilhões e a varejista teve que pagar R$ 554 milhões em juros. O custo da dívida é atrelado ao CDI, com um adicional de 1,27% ao ano.

Quando a Mapa converter esse R$ 1,6 bilhão em debêntures para ações, cerca de um terço da dívida deixa de existir porque esse valor será convertido em ações BHIA3. Além da dívida cair, o montante de juros pagos será reduzido na mesma proporção, ajudando a desafogar o resultado financeiro da Casas Bahia.

“Quando pensamos a nível de DRE [Demonstração do Resultado do Exercício], o efeito é de mais de R$ 160 milhões no ano”, diz Souza. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão dos analistas é que isso melhora as coisas para a empresa. “Esse processo é praticamente uma recuperação judicial, sem ser judicial. É como se eles se antecipassem ao conseguir um sócio para equalizar a parte financeira”, afirma Honorato.

No entanto, isso não significa que os problemas acabaram. “Mesmo depois da conversão, a Casas Bahia segue como uma empresa bastante alavancada. Então, é um avanço no processo de reestruturação, mas ajustes adicionais podem ser necessários”, explica Quaresma. 

“A conversão de 100% da dívida também não significa que a Casas Bahia vai voltar a dar lucro. Mas isso era necessário para que a varejista se tornasse sustentável a médio prazo, porque o mercado já estava pensando que a empresa poderia não ter futuro”, ressalta Souza.

Além disso, a grande dúvida é sobre o que a Mapa pretende fazer com a companhia. Cabe lembrar que a gestora se comprometeu com um lockup gradativo de 16 meses, com a possibilidade de vender até 10% da posição no primeiro trimestre, mais 15% no segundo e assim por diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que só será possível vender as ações compradas depois desse período, cláusula comum em operações dessa ordem. 

Basicamente, isso evita que seja despejada uma enxurrada de ações no mercado, o que poderia derrubar violentamente o preço delas.

Isso aponta para um compromisso da gestora com a reestruturação. Basicamente, ao aceitar essa cláusula, a gestora indica que não está entrando no negócio para uma operação rápida e, sim, para conduzir uma potencial melhora da empresa.

“Trata-se de um voto de confiança negociado, tanto com os credores quanto com o mercado, de que há um plano sendo levado a sério”, afirma Honorato. Assim, resta saber quais são os próximos passos para a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E os acionistas?

Nesse cenário, os acionistas atuais serão bastante diluídos. E, na visão dos analistas, esse movimento é super positivo para a empresa, mas nem tanto para o acionista.

Para ilustrar, quando a Casas Bahia anunciou a conversão das debêntures no começo de junho, foi indicado que, caso toda a dívida fosse convertida em ações naquele momento, seria necessário emitir cerca de 330 milhões de novas ações. Isto representa uma diluição da ordem dos 80%. 

Ninguém quer ser diluído, por isso a ação está caindo tanto desde o anúncio da conversão, apontam os analistas. A ação BHIA3 caiu quase 22% desde a notícia sobre a conversão, sendo negociada a R$ 3,14 até o pregão da última terça-feira (1).

Mas a recomendação é: se você já tem o papel, não é hora de pular fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo um comunicado da Mapa Capital, a intenção é converter esses títulos em ações no final de agosto. E isso deve dar um novo horizonte para a empresa.

“A partir daí, o mercado começa a precificar de fato quanto vale a Casas Bahia nesse cenário. O que está acontecendo agora não tem nada a ver com o operacional; é só o fato de que ninguém quer ser diluído mesmo. Nós estávamos vendidos na ação, mas, com esse gatilho de conversão, nossa recomendação passou a ser para manter”, explica Souza. 

Contudo, para quem está de fora, não é hora de entrar. O restante dos analistas e especialistas com quem conversamos concordam. 

“As contas da empresa não oferecem espaço para imprevistos. A Mapa vai ter que estancar uma hemorragia ali”, diz Mello, da GTI Administração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, ela afirma que existe luz no fim do túnel — mesmo que seja quase impossível de enxergar. “Se o novo controlador fizer algo fora do radar para levantar dinheiro, como vender a Bartira [fábrica de móveis do grupo], por exemplo, uma empresa que está precificada como quebrada no mercado, pode mostrar uma valorização expressiva”. 

Apesar disso, ela ainda recomenda que o investidor espere o decorrer dos próximos capítulos.

“Eu prefiro assistir de fora e ver como a história evolui aqui, torcendo para que eles consigam salvar a empresa, porque depois do evento Americanas, a última coisa que a gente precisa é ter mais uma empresa em dificuldade financeira, né?”, conclui Mello.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TROCA-TROCA

BRB convoca assembleia sobre trocas no conselho, em meio a mudanças na liderança após operação da PF envolvendo o Master

14 de janeiro de 2026 - 10:11

Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração

DOBROU A APOSTA

CEO do JP Morgan defende investimento bilionário em inteligência artificial: “Vamos continuar na vanguarda”

13 de janeiro de 2026 - 19:51

Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes

MAIS UMA CRISE A CAMINHO?

Fictor atrasa dividendos de sócios, mas nega insolvência e diz que pagará em fevereiro

13 de janeiro de 2026 - 17:59

Empresa ganhou destaque na mídia após a tentativa de compra do Banco Master no final de 2025

TRÊS ANOS DEPOIS

Escândalo Americanas (AMER3) faz aniversário sem ninguém punido, investidores de ‘mãos abanando’ e empresa encolhida

13 de janeiro de 2026 - 17:00

Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo

ADEUS, BRASIL

Após 37 anos, concorrente gringa dos Correios suspende transporte doméstico no Brasil e demite funcionários

13 de janeiro de 2026 - 16:33

Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

REMÉDIO AMARGO

Ações da Hapvida (HAPV3) chegam a cair mais de 8% e lideram as perdas do Ibovespa após novas mudanças no alto escalão

13 de janeiro de 2026 - 13:07

Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição

ADEUS, NY

De saída dos EUA? Assaí (ASAI3) pede cancelamento de registro no país; entenda o que acontece agora

13 de janeiro de 2026 - 10:49

A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias

FORMALIZAÇÃO

Quer empreender em 2026? Veja passo a passo para abrir CNPJ como MEI

13 de janeiro de 2026 - 9:30

O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet

AS PRINCIPAIS PERGUNTAS RESPONDIDAS

Azul (AZUL54): não é porque a ação caiu 90% que as coisas estejam colapsando. Qual é a situação da empresa hoje e o que esperar?

13 de janeiro de 2026 - 6:01

Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia

BOLETIM 2026

Santander dá nota máxima à Ser Educacional (SEER3) e define o pódio do setor; veja ranking

12 de janeiro de 2026 - 19:48

Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano

MONOPÓLIO?

Dona do Whatsapp na mira do Cade: suspeita de abuso de posição em IA pode acabar em multa de R$ 250 mil por dia 

12 de janeiro de 2026 - 19:25

A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI

UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar