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O resultado veio acima das expectativas de analistas de mercado; confira os indicadores
O ponteiro do "relógio suíço" dos bancos bateu pontualmente outra vez. O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou nesta terça-feira (4) um lucro recorrente gerencial de R$ 11,87 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25). O montante representa um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 3,2% contra o trimestre passado.
O resultado também veio acima das expectativas de analistas, que previam um lucro médio de R$ 11,369 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
"Estamos vivendo um momento de transformação acelerada, guiados por uma estratégia que une governança sólida, inovação e proximidade com nossos clientes”, disse Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, em nota.
Em termos de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) do maior banco privado do país chegou a 23,3%, alta de 0,6 ponto percentual (p.p) na base anual, mas estável em relação ao segundo trimestre.
A cifra segue bem acima dos níveis de pares privados como o Santander (SANB11) e o Bradesco (BBDC4), e também veio levemente acima do esperado pelo mercado, que previa uma rentabilidade média de 23,1%, de acordo com projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.
Para o diretor financeiro (CFO), Gabriel Amado de Moura, os resultados do terceiro trimestre "reforçam a solidez financeira do Itaú e a capacidade do banco de crescer com disciplina e eficiência, resultando em uma robusta geração de capital".
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Em termos de inadimplência (NPLs), o Itaú (ITUB4) manteve a qualidade dos ativos sob controle. O índice de devedores acima de 90 dias recuou 1 ponto porcentual na base anual e permaneceu estável na comparação trimestral, a 1,9%.
No Brasil, o indicador de pessoas físicas apresentou o melhor patamar da história do banco, estável em 3,6%.
Mas a inadimplência chama atenção índices de curto prazo. O indicador entre 15 e 90 dias total aumentou 0,3 p.p em relação ao trimestre anterior e chegou a 2,0%. No segmento de grandes empresas no Brasil, o crescimento foi de 0,9 p.p, para 1,0%.
Segundo o Itaú, os aumentos "estão relacionados a um cliente especifico do segmento, que estava adequadamente provisionado e já classificado em estágio 3", isto é, de ativos problemáticos e com problemas de recuperação de crédito. O banco não revelou quem é o cliente.
Mas, excluindo esse efeito, o Itaú afirma que os indicadores teriam permanecido nos mesmos patamares do trimestre anterior, de 1,7% no consolidado e 0,1% em grandes empresas no Brasil.
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"Mantivemos a inadimplência nos menores índices históricos, ampliamos a base de clientes com acesso ao nosso SuperApp e evoluímos na digitalização dos serviços, o que contribuiu para ganhos de produtividade e rentabilidade sustentável", afirmou o CFO do Itaú.
Já as provisões contra calotes (PDD) tiveram uma ligeira queda de 0,9% no comparativo anual, embora uma tímida expansão de 0,2% na base trimestral, para R$ 52,88 bilhões em perdas previstas no crédito no terceiro trimestre.
Com a inadimplência sob controle, o Itaú escolheu por não colocar o pé no freio das concessões de empréstimos. A carteira de crédito ampliada cresceu 6,4% frente ao mesmo intervalo de 2024 e 0,9% em comparação com o último trimestre, para R$ 1,4 trilhão.
Entre os destaques do trimestre, a carteira de pessoas físicas cresceu 1,0%, puxada pelo aumento de crédito imobiliário e de cartão de crédito, e o portfólio de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) avançou 1,1% no trimestre, puxado pela carteira de programas governamentais.
A margem financeira, que considera a receita com crédito menos os custos de captação, encerrou o trimestre a R$ 31,38 bilhões, o que representa um avanço de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,7% ante o trimestre anterior.
Já a margem com clientes do Itaú teve alta de 11% na base anual e de 0,5% na comparação trimestral, a R$ 30,48 bilhões. Segundo o banco, o resultado foi impulsionado pelo aumento da carteira de crédito e maior rentabilidade com passivos.
Por sua vez, a margem financeira com o mercado, que reflete a remuneração do banco nas operações de tesouraria, caiu 14,6% frente ao terceiro trimestre de 2024, mas subiu 5,2% em comparação com os três meses imediatamente anteriores, a R$ 902 milhões. O banco atribui a performance a maiores ganhos com a gestão de ativos e passivos no Brasil.
Enquanto isso, o custo do crédito subiu 10,9% em relação ao mesmo intervalo de 2024 e 0,6% na comparação trimestral, para R$ 9,14 bilhões.
As receitas do Itaú com prestação de serviços e seguros subiram 7,1% no período em relação ao ano passado, a R$ 14,7 bilhões. De acordo com o banco, o faturamento foi ajudado por maiores ganhos com emissão de cartões, além do aumento nas receitas de pagamentos e recebimentos.
Enquanto isso, as despesas não decorrentes de juros subiram 7,6% no comparativo anual, para R$ 17,2 bilhões. O banco atribui o aumento aos investimentos em tecnologia, com pessoal e infraestrutura, além do efeito de negociação do acordo coletivo de trabalho a partir de setembro de 2025.
De olho na eficiência, o índice trimestral chegou a 37,7% no Brasil, o melhor patamar da série histórica para um terceiro trimestre. No consolidado, o índice de eficiência fechou o período em 39,5%.
Vale lembrar que o Itaú estabeleceu uma meta audaciosa: reduzir seu índice de eficiência no varejo para 35% até 2028.
O Itaú decidiu mudar a projeção (guidance) para a linha de margem financeira com o mercado para 2025. Antes, a perspectiva era de expansão entre R$ 1,0 bilhão e R$ 3,0 bilhões. Agora, o banco prevê um crescimento entre R$ 3,0 bilhões e R$ 3,5 bilhões.
Segundo o Itaú, essa revisão reflete "a dinâmica mais positiva do resultado acumulado da mesa trading em comparação à expectativa original".
Vale destacar que a performance está diametralmente oposta à vivenciada pelos rivais que já divulgaram os balanços neste trimestre, como Santander e Bradesco.
As demais projeções do Itaú para 2025 permaneceram inalteradas.
| Indicador | Consolidado | Revisado |
|---|---|---|
| Carteira de crédito total | Crescimento entre 4,5% e 8,5% | Mantido |
| Margem financeira com clientes | Crescimento entre 11,0% e 14,0% | Mantido |
| Margem financeira com o mercado | Entre R$ 1,0 bi e R$ 3,0 bi | Entre R$ 3,0 bi e R$ 3,5 bi |
| Custo do crédito | Entre R$ 34,5 bi e R$ 38,5 bi | Mantido |
| Receita de prestação de serviços e resultado de seguros | Crescimento entre 4,0% e 7,0% | Mantido |
| Despesas não decorrentes de juros | Crescimento entre 5,5% e 8,5% | Mantido |
| Alíquota efetiva de IR/CS | Entre 28,5% e 30,5% | Mantido |
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