O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A cervejaria enfrenta dificuldades com queda nas vendas e elasticidade dos preços para reagir no curto prazo, afirmam analistas
A Ambev (ABEV3) está às voltas com uma certa ressaca após a divulgação do balanço do segundo trimestre deste ano. Os resultados ficaram dentro das expectativas, mas a queda nas vendas preocupa os bancos BTG Pactual e Itaú BBA.
A cervejaria reportou lucro líquido de R$ 2,79 bilhões no período. Trata-se de um crescimento de 13,8% em relação aos R$ 2,45 bilhões do mesmo período de 2024.
O resultado foi impulsionado pelo aumento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e pela queda na despesa com imposto de renda. Essas linhas compensaram o recuo nos volumes e o aumento da despesa financeira líquida.
Só que a queda no volume de vendas e a baixa elasticidade de preços indicam que a cervejaria precisará de mais do que apenas reajustar o preço de seus produtos para sustentar seu crescimento no Brasil.
Nas visões do BTG Pactual e do Itaú BBA, a Ambev enfrenta uma competição crescente, especialmente da Heineken, que atualmente foca em ter mais volume de vendas e expansão da produção doméstica — e nem mesmo o pagamento de dividendos bilionários parece ajudar a cervejaria.
Por volta das 13h50, o papel da cervejaria registrava queda de 4,49%, a R$ 12,56. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) recuava 0,38%, aos 133.474,72 pontos.
Leia Também
Os volumes totais caíram 4,5%, para 39,57 milhões de hectolitros, pressionados por uma indústria mais fraca no Brasil e na América Central e Caribe, queda parcialmente compensada pelo crescimento na América Latina e Sul e no Canadá.
Apesar disso, a Ambev espera que os preços possam continuar subindo, mas isso vai depender de sua capacidade de controlar o volume de vendas.
Para os analistas do Itaú BBA, a principal preocupação está na elasticidade de preço das cervejas no Brasil, dado o desempenho fraco das vendas, que não compensaram a inflação acelerada dos custos.
“A Ambev conseguiu um aumento de 6% na receita por hectolitro, o que foi melhor do que o esperado. Porém, isso se deve em parte à mudança no mix de produtos, com as marcas premium e super-premium ganhando mais participação, enquanto as marcas mais populares perderam mercado.”
O recuo no volume de vendas foi maior do que o esperado, uma diminuição de 8,9% ano a ano, quando o mercado esperava uma redução de 2% a 4%.
A elasticidade de preço das cervejas no Brasil será um tema importante nas discussões dos investidores, dado o impacto que isso pode ter na capacidade da Ambev de manter seus preços sem prejudicar as vendas.
A Ambev atribui isso ao clima, com junho sendo o principal responsável pela queda nas vendas. No entanto, na visão do BTG, a cervejaria tomou iniciativas de preços incomuns para o 2T25, o que ajudou a aumentar a receita por hectolitro.
“Esse aumento de preço é visto como uma estratégia para proteger as margens, mas isso levanta a questão sobre o impacto do aumento de preços no volume de vendas, dado o ambiente mais competitivo”, afirma o BTG em relatório.
Para o banco, a pressão competitiva, junto com um ambiente de consumo mais fraco, sugere que a Ambev enfrentará dificuldades para manter suas margens sem prejudicar ainda mais suas vendas.
Com isso, o Itaú BBA e o BTG mantiveram a recomendação neutra para as ações da Ambev, com preço-alvo para dezembro de R$ 15. Isso representa um potencial de valorização de 12% em relação ao fechamento da véspera.
A avaliação de ambos os bancos é de cautela e de que a empresa precisa de sinais de aumento na distribuição para atrair novos investidores.
Mesmo com resultados que preocuparam o mercado, a Ambev aproveitou a data para divulgar a distribuição de R$ 2 bilhões em dividendos para seus acionistas com base nos lucros do primeiro semestre deste ano.
O total equivale a R$ 0,179347034195 por ação ordinária. O provento está programado para cair na conta dos acionistas em 6 de outubro.
Terão direito a receber os proventos os acionistas com posição na Ambev no fechamento de 7 de agosto. A partir de 8 de agosto, as ações passarão a ser negociadas "ex-direitos".
Assim, o investidor pode optar por comprar o papel agora, garantindo o direito ao dividendo, ou esperar pela data de corte para adquirir o ativo por um valor menor, mas sem direito ao provento.
Na visão do Itaú BBA, o anúncio representa um passo positivo para a Ambev, mas o pagamento foi modesto pode não ser suficiente para atrair os investidores, a menos que haja sinais de aumento nas distribuições.
Já os analistas do BTG consideram que, para os investidores ficarem mais animados, seria necessário que a cervejaria aumentasse ainda mais os dividendos ou realizasse recompras de ações.
*Com informações do Money Times
Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro
A diferença entre os investimentos chegou a US$ 102 bilhões em 2025, acima do gap de US$ 85 bilhões registrado no ano anterior
Após liquidação do Banco Master, rede de oncologia tenta impedir mudanças em fundos que concentram seus papéis; entenda
Por outro lado, a Abra, controladora da Gol e da colombiana Avianca, tem planos de abrir o capital nos Estados Unidos
Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio
O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões
Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta
Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman
A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira
A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro
A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA
Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos
Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global
A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa
No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%
Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões
Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção
Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop
Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório
Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.