O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O FGC deve pagar os credores do Master e, assim, se descapitalizar. O custo para o fundo reconstituir capital será dividido entre todos
Cerca de 1,6 milhão de brasileiros estão aguardando o reembolso de seus investimentos no Banco Master do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), depois que o Banco Central liquidou extrajudicialmente a instituição de Daniel Vorcaro.
Mas, mesmo que você não tenha nenhum CDB (Certificado de Depósitos Bancários) no Banco Master, pode sentir o impacto da decisão no seu bolso. O FGC irá pagar R$ 41 bilhões aos credores do Master e, assim, perder parte importante do seu caixa.
Atualmente, são R$ 161 bilhões em ativos do fundo, segundo o demonstrativo de setembro, e ele precisará recompor seus ativos depois de pagar o rombo deixado pelo Master — o que irá gerar um custo indireto para todos os investidores e devedores.
"Fazer uma liquidação extrajudicial tem um custo maior para toda a sociedade. E, no capitalismo, a sociedade divide os riscos e prejuízos", afirma Jairo Saddi, doutor em direito econômico pela Universidade de São Paulo, pós-doutor pela Universidade de Oxford e ex-presidente do FGC.
Porém, segundo ele, o Banco Central não tinha muitas opções à sua disposição: a regulamentação da liquidação extrajudicial já tem 50 anos e precisaria ser revista. "Mas é preciso resolver a situação das situações insolventes. O sistema financeiro absorveu bem o caso, mas isso não significa que não há custos", diz Saddi.
VEJA TAMBÉM: Hora de voltar para a BOLSA BRASILEIRA? Estas AÇÕES merecem sua atenção - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Leia Também
Depois pagar os credores do Master, o fundo precisará se recapitalizar. Assim, deve exigir uma contribuição extra de todas as instituições financeiras. "Os bancos vão pagar um pouco mais. E, em última instância, todo mundo vai pagar um pouco a mais", diz Roberto Luis Troster, sócio da consultoria Troster & Associados, e ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
Essa contribuição obrigatória é um custo que está incluído no spread bancário. O spread é a diferença entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos e as que eles cobram para emprestar esse dinheiro. Nessa diferença, entram todos os seus custos.
Por isso, uma contribuição extra ao FGC também representa uma perda para todos aqueles que investem, de um lado, ou tomam crédito dos bancos, de outro.
Sobre o risco de o fundo ficar descoberto caso outros bancos quebrem e precisem do socorro, os especialistas acreditam que essa possibilidade é pequena. "O ponto positivo do FGC é que funciona", afirma Troster. Em seus 30 anos de existência, o fundo já teve que honrar depósitos de cerca de 40 bancos.
SAIBA MAIS: Descubra o que os especialistas do BTG estão indicando agora: O Seu Dinheiro reuniu os principais relatórios em uma curadoria gratuita para você
Apesar dos problemas que o imbróglio do Banco Master causou aos bancos e investidores, os especialistas afirmam que é uma boa oportunidade para rever as regras do jogo e evitar o uso indevido do FGC por instituições financeiras.
Em entrevista recente ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que a cobertura do Fundo tem sido utilizada como instrumento de propaganda para a venda de CDBs de alta remuneração.
O argumento dos marqueteiros é de que, caso dê tudo errado, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Na visão de Lima, o caso do Banco Master é um exemplo dessa prática.
"Esse é um efeito que existe mesmo. Achamos que a gente precisa alterar alguma coisa no desenho de incentivos. Eu acho que existe uma boa dose de consenso que o assunto precisa ser tratado," afirmou ele ao jornal.
Em agosto deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu algumas novas regras para o fundo, que entrarão em vigor em junho do ano que vem.
Entre as mudanças, está um aumento da contribuição cobrada de bancos considerados mais arriscados. A taxa passa de 0,01% para 0,02% sobre os depósitos cobertos.
Além disso, haverá um limite menor para bancos captarem recursos com a garantia do FGC. Antes, a taxa extra só era cobrada quando os depósitos cobertos pelo FGC chegavam a 75% do total das captações. Agora, o gatilho será acionado quando esse percentual atingir 60%.
Essas mudanças devem afetar os custos dos bancos. Para Troster, cobrar mais de instituições mais arriscadas desvirtua o propósito do seguro depósito. "É uma seleção adversa. Investidores não irão mais comprar papéis dos bancos mais arriscados", diz ele.
Segundo sua visão, nem todo banco pequeno é mais arriscado. Por vezes, um banco menor tem até mais facilidade de corrigir rotas do que os bancões, o que pode ser uma vantagem.
VEJA TAMBÉM: Rumo à independência financeira: ferramenta gratuita do Seu Dinheiro calcula quanto investir para viver de renda; confira
O primeiro fundo segurador de crédito do tipo foi criado em 1933 nos Estados Unidos, como resposta à Grande Depressão de 1929. Já no Brasil, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) apareceu bem depois, em 1995, como entidade civil privada e sem fins lucrativos, para proteger os titulares de crédito.
"Eu estive nas discussões que criaram o FGC. Era muito importante, pois era uma época muito instável", diz Troster. Inicialmente, o fundo protegia até R$ 20 mil — cerca de R$ 122 mil nos valores atuais. Hoje, a proteção se estende até R$ 250 mil por pessoa física por conglomerado financeiro.
Para Troster, a mudança poderia passar pela redução no limite segurado. "Na época da criação do seguro, já achei que puseram um limite alto demais, depois subiram mais ainda", afirma. Segundo ele, a maior parte dos segurados não chega a esse limite com suas aplicações.
Já Saddi defende uma limitação na rentabilidade coberta pelo fundo: acima de uma taxa de 120% do CDI, o investimento não seria mais coberto pelo FGC.
O ex-presidente do FGC acredita que, ao aumentar a contribuição obrigatória, os bancos pequenos e médios podem sofrer mais, já que se torna um custo mais pesado para eles.
"Entendo que as limitações poderiam afetar a concorrência. Entendo a crítica. Mas o FGC não nasceu para proteger a concorrência, embora seja um benefício. Esse é o papel do regulador e dos órgãos de concorrência", afirma ele.
"Temos uma chance de melhorar, de aprender com as lições da história", diz.
Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível
A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte
Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica
Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.
Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.
Enquanto alguns bancos privados ainda se preparam para o Desenrola 2.0, outros já estão renegociando dívidas
Banco do Brasil já realizou 1.807 renegociações apenas na quarta-feira (6), primeiro dia do programa Desenrola 2.0
Corretora passou a prever Selic de 13,75% no fim de 2026 diante da alta do petróleo, piora das expectativas e tensão geopolítica — mas não é a única a elevar as estimativas para a taxa básica
Lotofácil 3678 teve três ganhadores na quarta-feira (6), mas não foi páreo para o prêmio milionário da Dupla Sena
Segundo Ricardo Kazan, impasse sobre urânio enriquecido trava negociações e amplia incertezas no mercado de commodities
Gestor da BTG Asset alerta para risco de disparada do petróleo e racionamento global com estoques em queda e conflito no Oriente Médio
Desenrola 2.0 chama atenção de endividados e golpistas; especialista também destaca papel de instituições financeiras e bancos
Para ex-secretário do Tesouro Nacional, ajuste fiscal é possível e não precisa ser drástico, mas precisa de qualquer forma focar em controle de gastos: “Brasil tributa muito acima da média da América Latina”
Jordan Adams não está correndo apenas cerca de 42,2 km todos os dias por mais de um mês, ele também disputa contra o tempo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 5 de maio. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar quase R$ 40 milhões hoje.
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial
O valor cobrado é considerado o maior imposto sobre herança já pago na história da Coreia do Sul; herdeiros da Samsung consideram que “pagar impostos é um dever natural dos cidadãos”
Iniciativa do Desenrola Fies é reduzir a inadimplência e ajudar na regularização financeira dos participantes
Entre tensão no Oriente Médio e expectativa de cortes de juros, especialistas indicam como equilibrar risco e proteção; confira a última edição do programa Onde Investir
Falha pode apagar informações essenciais ao dirigir; confira os modelos da Volkswagen afetados e como resolver o problema gratuitamente