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Com juros nas alturas e IPCA a 5,35%, o Banco Central se prepara para mais uma explicação oficial, sem a meta de 3% no horizonte próximo
A tão sonhada meta de inflação de 3% no Brasil é uma ilusão distante, e isso se tornou mais claro agora, com o Banco Central enfrentando o primeiro descumprimento prolongado dentro do novo modelo de aferição.
A divulgação do IPCA de junho pelo IBGE nesta quinta-feira (10) confirmou o rompimento do teto da meta pela nona vez consecutiva, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 5,35%. A elevação mensal foi de 0,24%, em linha com o esperado pelo mercado.
Este número supera largamente o limite máximo de 4,5% — 3% de meta, mais 1,5% de tolerância —, evidenciando a dificuldade do BC de conter a escalada dos preços e forçando o presidente Gabriel Galípolo a mais uma justificativa oficial por meio da “carta do estouro”.
A carta direcionada ao Ministério da Fazenda para explicar o rompimento da meta de inflação é uma exigência legal sempre que o teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é ultrapassado.
No modelo de aferição anterior, a meta era verificada sempre ao final de dezembro, seguindo o ano-calendário. Se descumprida, era necessária a carta aberta ao Ministério da Fazenda.
Agora, com a mudança para um modelo de meta-contínua, a carta é exigida sempre que o IPCA ultrapassar o teto no acumulado em 12 meses, por seis meses consecutivos.
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O presidente do BC precisa explicar o que houve para o teto ser rompido e dizer quais medidas estão sendo tomadas para o controle dos preços.
Esse sistema começou em janeiro, o que obrigou Galípolo a escrever uma carta no início do ano pelo descumprimento da meta em 2024, e outra agora. Se a inflação continuar nos níveis atuais, a redação da “carta do estouro” poderá se tornar recorrente.
Ontem (9), o debate sobre a escalada dos preços foi aprofundado com a nova imposição de tarifas de importação do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil. A medida prejudica a venda de produtos brasileiros no país norte-americano e tende a reverter a queda do dólar frente ao real que vinha sendo observada nos últimos meses.
Com isso, a inflação de bens de consumo volta a ser pressionada e prejudica o trabalho do BC, que vinha evidenciado o arrefecimento do câmbio como uma medida positiva para o controle de preços no país.
O estouro da meta de inflação é um processo prolongado que se repete nos últimos anos. Em 2021 e 2022, a pandemia foi a principal justificativa para a pressão dos preços, em um cenário que elevou a inflação globalmente.
No ano passado, entretanto, foram fatores internos que mantiveram os preços em níveis elevados — e os mantêm até hoje.
Especialistas consultados pelo Seu Dinheiro destacam o desemprego em níveis mínimos, o aumento da renda via salário, abundância de crédito no mercado e medidas fiscais expansionistas do governo.
O combo desses fatores tem pressionado principalmente a inflação de serviços, que está na faixa dos 6% no acumulado de 12 meses.
Essa é uma inflação mais difícil de arrefecer, porque acompanha o aumento dos preços dos serviços oferecidos na sociedade, como educação, transporte, lazer, manutenção, entre outros.
Trata-se de um componente importante da inflação geral, porque representa uma parcela significativa do consumo das famílias.
Para Samuel Pessôa, pesquisador do BTG Pactual e do FGV IBRE, o Brasil vive quase que permanentemente uma situação de excesso de demanda. Isso significa que a economia "opera quase sempre a plena carga", pressionando a inflação.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, no podcast Touros e Ursos, ele afirmou que os juros altos são um contraponto necessário para segurar essa atividade intensa no país, que faria a inflação “explodir” se não tivesse alguma restrição de capital.
Atualmente, a atividade econômica do país está cerca de 1,3% a 1,4% acima do esperado em um ambiente de juros básicos na faixa dos 15% ao ano.
“O panorama é preocupante, porque exige uma desaceleração da economia como um todo para que os preços possam ceder”, diz Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research.
O mercado estima que a inflação só retorne ao intervalo da meta por volta de agosto de 2026 — ainda assim, é uma estimativa de retorno para o teto da meta (4,5%), não o centro (3%).
Se isso se confirmar, Galípolo ainda terá que escrever mais duas “cartas do estouro” até lá.
A dificuldade de convergência para os 3% frequentemente levanta questionamentos em relação à razoabilidade dessa meta para um país como o Brasil.
Fábio Kanczuk, ex-diretor do Banco Central e diretor de macroeconomia do ASA, entende esse questionamento como algo natural, mas afirma que ele não encontra fundamento dentro das teorias econômicas que devem reger os parâmetros fundamentais de um país.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, ele afirma que se a meta de inflação do país fosse de 13%, o impacto no superávit primário do país seria mínimo, de 1%.
“Isso significa que não faz diferença ser 3% ou 13%, porque ter uma meta maior não traz ganhos significativos para as contas públicas. Mas ter uma meta menor faz diferença nas expectativas”, diz Kanczuk.
Segundo o ex-BC, é uma questão de estabelecer os 3% e perseguir essa meta com convicção.
O problema atual, para além dos dados de inflação em si, é a falta de convicção de que o Banco Central terá força política para manter o ambiente restritivo de juros até a convergência das expectativas de inflação no curto prazo para os tais dos 3%.
“Ninguém acredita que o BC está procurando os 3%. Em momentos ruins, precisa ser mais duro que o normal”, diz Kanczuk.
A elevação recente nos juros, para 15% ao ano, com um comunicado reforçando a determinação de manter a taxa elevada por “tempo indeterminado” para conter os preços, melhorou as projeções de inflação futura ao longo de junho.
O último relatório Focus do BC, que compila projeções de mercado semanalmente, mostrou uma queda na expectativa do IPCA ao fim do ano para 5,18%. Há um mês, a projeção era de 5,44%. Há três meses, era 5,68%.
Resta saber se a melhora nas projeções irá durar. O ambiente geopolítico e as eleições de 2026 não favorecem essa perspectiva.
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