Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
GUERRA COMERCIAL

Lula tira do papel a Lei da Reciprocidade para enfrentar Trump, mas ainda aposta na diplomacia

Medida abre caminho para retaliação comercial, mas o governo brasileiro segue evitando o confronto direto com os Estados Unidos

Imagem criada por inteligência artificial mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, em primeiro plano. Ele usa terno preto, camisa branca e gravata azul clara. Ao fundo, Lula veste terno de mesma cor, com gravata escura.
Imagem gerada por inteligência artificial com Trump (esquerda) e Lula (direita) - Imagem: Aurora / Grok

A caneta de Lula começou a responder à de Donald Trump. Mesmo que sem citar nomes, o recado parece claro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao que tudo indica, o governo brasileiro não quer entrar em uma guerra comercial (pelo menos por enquanto). Mas também não pretende ficar parado diante da ofensiva americana contra os produtos nacionais.

Nesta segunda-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica

  • VEJA MAIS: As recomendações dos especialistas que participaram do evento “Onde Investir no 2º Semestre” já estão reunidas em um e-book gratuito; baixe agora

A medida cria um arcabouço legal para o Brasil reagir a barreiras comerciais impostas por outros países, como a tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos na semana passada.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (15), num momento em que Washington sobe o tom e ameaça escalar ainda mais o conflito caso o Brasil reaja.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Decreto assinado por Lula, mas reação ainda no papel

A regulamentação permite ao Executivo adotar uma série de contramedidas: tarifas extras, restrições sobre importações, suspensão de concessões e até ações relacionadas à propriedade intelectual.

Leia Também

ATENÇÃO TURISTA!

Atenção, turista: mais uma cidade ‘queridinha’ do litoral passará a cobrar taxa; veja mais

PESSIMISMO NO RADAR

O que vai acontecer com a taxa Selic? Como a expectativa de inflação acima de 5% pode mexer com os juros

No entanto, por ora, a resposta brasileira permanece no campo político.

A estratégia do Planalto parece ser ganhar tempo. Ou seja, organizar uma frente interna com o setor produtivo, abrir diálogo com empresas e autoridades norte-americanas e deixar a retaliação como último recurso.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a norma não tem foco exclusivo nos Estados Unidos, embora permita uma resposta rápida a medidas como as anunciadas recentemente por Washington.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, o uso efetivo da Lei da Reciprocidade ainda está em discussão e só deve ser considerado caso as negociações diplomáticas não avancem.

A retaliação, se necessária, será avaliada a partir de 1º de agosto, data prevista para a entrada em vigor das tarifas prometidas pelos norte-americanos.

Alckmin assume a linha de frente

Enquanto o Itamaraty atua nos bastidores, quem lidera a articulação interna é o vice-presidente Geraldo Alckmin

Como chefe do Ministério da Indústria e Comércio, ele coordena um comitê de crise que reúne também a Fazenda, Relações Exteriores e a Casa Civil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O grupo começou nesta terça (15) uma rodada de reuniões com a indústria pela manhã e o agronegócio à tarde, para avaliar os impactos e discutir alternativas. 

O governo também prevê a criação de comissões com participação direta de empresários para sugerir ações práticas, inclusive pressão sobre os EUA.

Pelo decreto, o comitê pode adotar medidas urgentes, desde que haja consenso. Já as decisões permanentes ficam sob responsabilidade da Camex (Câmara de Comércio Exterior), composta por 11 ministérios.

Trump liga comércio à política e mira no STF

A nova tarifa de Trump foi acompanhada de uma carta enviada a Lula e publicada na rede Truth Social. No texto, o presidente americano afirma que a medida é uma resposta ao tratamento dado pelo Brasil a Jair Bolsonaro.

Além disso, o republicano acusa o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, de censurar redes sociais dos EUA e inibir a liberdade de expressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trump também ameaça aumentar ainda mais as tarifas caso o Brasil decida retaliar.

As tarifas impostas ao Brasil fazem parte de um pacote mais amplo que atinge mais de 20 países. Mas até agora, nenhum recebeu uma alíquota tão elevada quanto a brasileira.

Déficit em alta, exportações também

No pano de fundo da crise, os dados comerciais mostram uma relação bilateral em desequilíbrio.

Segundo levantamento da Amcham Brasil, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos chegou a US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025, alta de quase 500% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo assim, a indústria brasileira bateu recorde nas exportações para os EUA. Foram US$ 16 bilhões entre janeiro e junho, alta de 8,8%. A fatia da indústria nas exportações brasileiras ao país subiu de 76,6% para 79,8%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O jogo está armado (e o tempo é curto)

Com o decreto publicado e o comitê ativado, o Brasil deixa claro que não vai aceitar calado a ofensiva americana. Mas também sinaliza que não pretende dar o primeiro passo rumo ao confronto total.

A reação, se vier, será construída com cautela, consultas técnicas e cálculo político.

A data-limite é 1º de agosto. Até lá, Lula aposta que a diplomacia — ou o próprio barulho interno nos EUA — possa resolver o impasse.

Se não resolver, a caneta já está na mesa.

* Com informações do Estadão Conteúdo e do Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
1 de junho de 2026 - 14:28

CAMPEÃO DA VEZ

Brasil campeão? Goldman Sachs diz quem deve erguer a taça

1 de junho de 2026 - 14:28
cerveja brahma ambev 1 de junho de 2026 - 11:01
Copa do Mundo 2026 1 de junho de 2026 - 11:01
As bandeiras da China e da União Europeia 30 de maio de 2026 - 17:03
29 de maio de 2026 - 13:31
Troféu da Copa do Mundo 2026 com estádio atrás - Imagem: Reprodução/Metlife Stadium 29 de maio de 2026 - 12:06
profissões mais bem pagas 29 de maio de 2026 - 11:51
carteira de trabalho clt SD 28 de maio de 2026 - 14:57
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar