🔴 CONHEÇA A TESE QUE PODE MULTIPLICAR O INVESTIMENTO POR 42X EM 12 MESES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

PORTO ASSET DAY

Inflação perde força, mas economia também: gestores têm motivos para ficar otimistas com Brasil, mas com cautela

Política monetária mais dura, inflação em desaceleração e dólar pressionado — confira os principais calls de investimento da Kinea, Itaú Asset e Porto Asset

Imagem gerada por inteligência artificial mostra o mapa do Brasil com a bandeira nacional sobreposta, em meio a gráficos financeiros, simbolizando a economia do país
Imagem: Sora / ChatGPT

A política monetária no Brasil está razoavelmente traçada — pelo menos na avaliação dos gestores. Mas isso não significa que não haja oportunidades. Com a inflação perdendo força e o juro real acima de 10%, o consenso entre profissionais de grandes casas como Itaú Asset, Kinea e Porto Asset é claro: a hora é de aplicar nos juros e olhar com atenção para o dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bruno Serra, ex-diretor do Banco Central e atual portfolio manager da Itaú Asset; Marco Freire, gestor da Kinea; e Gustavo Okuyama, head de renda fixa da Porto Asset, debateram os principais assuntos da macroeconomia brasileira e internacional em painel do evento Porto Asset Day, nesta quinta-feira (8). 

O ciclo de política monetária no Brasil vive um momento estável. O Banco Central mantém o tom mais duro de manutenção dos juros em 15% ao ano, embora as expectativas de corte já estejam estabelecidas. 

Para Serra, a autoridade monetária "está colhendo os frutos" dessa postura firme e ganhou espaço para cortes futuros com alguma folga, de modo que não comprometa o cenário restritivo da economia por um tempo posterior à queda inicial.

O resultado disso deve aparecer nos próximos meses: uma inflação abaixo do esperado, diz o ex-BC. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A projeção do Itaú Asset para 2025 é de 4,5% no fechamento do IPCA, menor do que a estimativa do Focus (5,07%) e do próprio Banco Central (4,9%).

Leia Também

POLÍTICA MONETÁRIA

Copom segura Selic em 13,75% e interrompe ciclo de cortes iniciado há cinco reuniões

CALMA MERCADO

Chegou a hora: Lula fará pronunciamento neste domingo para anunciar medidas de ajuste fiscal

Apesar disso, Serra acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria esperar até março de 2026 para começar a cortar os juros no Brasil. 

“O BC pode até ser pressionado a cortar em dezembro, mas não deveria. A desinflação vai continuar e ganhar força”, afirma.

A visão macro dos gestores para o Brasil 

Serra diz que o momento é de surfar a desinflação e aponta a estratégia do Itaú Asset. A casa está aplicada em prefixados, pois espera cortes mais intensos nos juros. Na ponta de inflação, está vendendo títulos de inflação de curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Kinea, Freire acredita que o nível atual de juro real — acima de 10% — é muito contracionista. “Está muito restritivo. A conta não fecha. A economia vai começar a cair”, afirma. 

Para ele, não importa se o corte começa em dezembro ou março: há muito espaço para corte.

A casa trabalha com um cenário de cinco cortes de 0,50 ponto a partir de abril, mas vê risco para antecipação ou maior intensidade de queda — até mesmo cortes de 1 ponto por reunião.

“O juro real de 10% não está certo. A assimetria de risco está para o corte vir antes ou mais forte. Tem que estar aplicado em juros”, diz Freire.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Okuyama, da Porto Asset, concorda. Ele vê a postura do BC como crível e projeta um ciclo de queda de 350 pontos-base na Selic a partir de março.

Estados Unidos com problemas institucionais 

Se no Brasil o debate gira em torno da Selic, nos Estados Unidos o foco está na combinação entre guerra comercial e fragilidade institucional.

Segundo Serra, a política de deportações já começa a impactar o mercado de trabalho. O payroll divulgado na sexta-feira (1) foi o mais fraco desde a pandemia.

Com menos imigrantes, tem menos força de trabalho. Mas não só. A política também afeta a entrada de estudantes que também é um motor para a economia americana, pontua o ex-BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A projeção da Itaú Asset é de um crescimento abaixo de 1% para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2025. 

O choque inflacionário deve corroer a renda, e o enfraquecimento do mercado de trabalho tende a pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a cortar juros. 

Junto a essa expectativa de afrouxamento monetário também entra a mudança da presidência do Fed no próximo ano. Enquanto o atual presidente Jerome Powell é uma muralha frente às vontades de Trump, o novo nome será indicado pelo republicano. 

“Ele [Trump] vai perguntar: quem vai cortar mais juros para mim? 100, 200 ou 300 pontos? Quem prometer mais, leva a cadeira”, ironiza Bruno Serra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que Powell foi indicado por Trump no primeiro mandato com a mesma missão de manter os juros baixos nos EUA. Ele substituiu Janet Yellen no comando do Fed, que também era duramente criticada pelo republicano por manter juros elevados. 

E o dólar nessa confusão? 

Com o mercado de trabalho norte-americano perdendo tração, o dólar deve cair nos próximos meses, segundo os gestores.

Freire lembra que a surpresa recente no payroll foi significativa e indicou fraqueza real na economia. “Juros para baixo é ruim para o dólar”, resume.

O gestor da Kinea também critica a guerra comercial de Trump, que acredita estar “com 30 anos de atraso”. Para ele, o foco do governo Trump está em empregos industriais que já não fazem mais sentido, enquanto o mundo real caminha para uma transição rápida com inteligência artificial no centro da produtividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O curto prazo é ruim para o dólar, porque as instituições estão sendo testadas. Mas o longo prazo ainda é dos EUA, porque ninguém vai ganhar essa corrida da IA senão eles”, afirma Freire.

O momento exige atenção redobrada ao comportamento dos bancos centrais, mas também aos sinais de desaceleração econômica — tanto aqui quanto lá fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3). Divulgação/Giovanni Nobile 3 de novembro de 2026 - 12:30
Prédio do Banco Central. 3 de novembro de 2026 - 9:10
O economista André Lara Resende 2 de novembro de 2026 - 13:58
Gráfico de análise do mercado financeiro de ações com acumulações crescentes de moedas, uma sobreposição de gráfico em velas e um calendário. ID da foto: 2255662762 1 de novembro de 2026 - 15:04
Thumb do podcast Touros e Ursos edição 294 30 de outubro de 2026 - 19:39
Bilhete da Mega-Sena em destaque, com globo de sorteio, bolas numeradas e confetes ao fundo. Composição mostra um bilhete da Mega-Sena em primeiro plano, ao lado de um globo de sorteio e bolas numeradas, com a frase “Prêmio recorde” na base. 29 de outubro de 2026 - 5:49
Logo do Mercado Livre (MELI34) com fundo de gráfico e cotações 27 de outubro de 2026 - 14:22
Vencedor da Lotofácil fez a aposta pelos canais eletrônicos da Caixa. O outro foi a uma lotérica. 27 de outubro de 2026 - 5:58
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 26 de outubro de 2026 - 19:43
Prédio do Banco Central em Brasília. 24 de outubro de 2026 - 8:59
Homem de óculos e camisa social aparece em close-up, com fundo escuro. 23 de outubro de 2026 - 15:56
Armazém de varejo cheio de prateleiras com caixas de papelão e pacotes. 23 de outubro de 2026 - 11:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar