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Giovanna Figueredo

Giovanna Figueredo

Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou com marketing e redes sociais em uma consultoria financeira e é redatora dos portais Seu Dinheiro e Money Times.

AUTOSSUFICIÊNCIA

Fome na colônia, fartura no Quilombo: Como era a economia de Palmares, da qual o líder Zumbi inspirou o Dia da Consciência Negra?

O Quilombo dos Palmares resistiu por quase um século graças à autossuficiência econômica da comunidade; entenda como funcionava a organização

Giovanna Figueredo
Giovanna Figueredo
20 de novembro de 2025
6:39 - atualizado às 10:56
quadro zumbi dos palmares
Quadro "Zumbi", de Antonio Parreiras (1927). - Imagem: Reprodução

Um dos significados de memória, segundo o dicionário Michaelis, é a “faculdade de lembrar e conservar experiências adquiridas no passado”. O feriado desta quinta-feira, 20 de novembro, faz justamente esse exercício. Não se trata de uma celebração, mas sim da preservação da memória de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência contra a escravidão e cuja morte deu origem ao Dia da Consciência Negra.

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Assassinado em 1695, Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares por 17 anos. E isso só foi possível graças a uma organização que atravessou quase um século e fez de Palmares o maior quilombo da América Latina.

Mas, afinal, como um movimento de resistência escravista conseguiu sobreviver por tanto tempo em meio ao Brasil colonial?

Um dos motivos está atrelado à autossuficiência de Palmares e ao desenvolvimento econômico do quilombo.

Para se ter uma ideia, enquanto boa parte da colônia portuguesa passava fome, o grupo vivia em abundância. Entenda como esse sistema funcionava a seguir.

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Palmares chegou a abrigar 30 mil pessoas: como era a organização?

Para recapitular um pouco da história: o acampamento foi formado a partir de uma revolta de negros escravos de engenhos na capitania de Pernambuco, no final do século XVI.

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Na época, os donos de engenhos do norte da colônia estavam ocupados lutando contra a invasão holandesa, o que enfraqueceu o controle português e abriu espaço para a fuga de escravizados para as regiões de mata.

Com essa brecha, vários grupos foragidos passaram a se estabelecer na região da Serra da Barriga, onde hoje está localizada a cidade alagoana União dos Palmares, e se fortaleceram ao passar dos anos.

Ao longo do tempo, o quilombo cresceu tanto que se tornou uma comunidade independente da lógica colonial.

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Segundo os registros históricos, em um século de organização, Palmares chegou a abrigar uma população de 20 a 30 mil habitantes. Não se tratava somente de negros e negras, mas também de indígenas e pessoas brancas pobres, muitas consideradas “fora da lei” na época.

Não é à toa que o Quilombo dos Palmares chama a atenção dos estudiosos até hoje devido à grandiosidade e à prosperidade dos assentamentos.

Ao resistir por quase 100 anos, a comunidade se destacou devido a questões geográficas e, principalmente, pela autossuficiência econômica, o que ainda não existia no Brasil colônia.

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Por dentro de Palmares: como funcionava a geografia e economia do quilombo?

A localização do Quilombo dos Palmares foi um fator central para o fortalecimento do grupo ao longo dos anos.

Como os assentamentos ficavam em uma região serrana, com altos relevos, encostas íngremes, vales estreitos e mata fechada, havia dificuldade para os militares atacarem as comunidades quilombolas.

Mas além da proteção das pessoas que ali viviam, os fatores geográficos também foram essenciais para o desenvolvimento econômico de Palmares.

Os recursos naturais eram abundantes na região e favoreceram a atividade agrícola no quilombo. Entre os cultivos mais importantes estavam a mandioca, o feijão, a batata e o milho. Além disso, também extraíam frutas e palmito da mata.

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Os quilombolas produziam melaço, tinham a prática da caça e da pesca e dominavam a atividade pecuária com a criação de porcos e galinhas. Essa diversidade garantia abundância de alimentos e a autossuficiência a Palmares.

Além disso, havia um ponto-chave para o fortalecimento da economia do quilombo: a produção de alimentos não era voltada somente para a subsistência dos moradores. Havia fartura. E essa fartura foi essencial para criar relações com outros grupos.

Todo o excedente agrícola era comercializado com comunidades vizinhas em troca de ferramentas, tecidos, armas e itens que não eram criados nem produzidos nos assentamentos.

Na prática, o Quilombo dos Palmares se tornou uma potência da região e essa combinação de desenvolvimento econômico, geografia favorável e trocas externas garantiu a sobrevivência do grupo por quase cem anos.

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Colônia ia na contramão e passava fome

A parte mais curiosa dessa história é que, enquanto Palmares apresentava uma abundância de alimentos, a colônia portuguesa estava em um cenário totalmente contrário, que chegava à fome.

A produção agrícola colonial era muito focada na exportação da cana de açúcar, o que fazia com que a agricultura para a alimentação da população tivesse uma relação de subsistência e, muitas vezes, de escassez.

Outro problema da colônia era a forte dependência de Portugal. O Brasil colonial importava uma série de produtos de Lisboa e, sem as relações com a coroa portuguesa, o sistema entraria em colapso.

Por muitos anos, essas diferenças deram vantagem a Palmares. O quilombo sofreu mais de trinta tentativas de invasão ao longo de quase cem anos de existência, mas a autossuficiência funcionava como uma forma de escudo.

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Isso porque o grupo era dividido em diferentes mocambos – nome dado aos assentamentos no quilombo. Cada um deles focava em uma atividade produtiva e, graças a essa diversidade econômica, quando um era atacado por militares, a economia não era afetada como um todo.

No entanto, foi em 1694 que Palmares começou a sucumbir. Após um século de resistência, um ataque ao principal centro político do quilombo, o Mocambo do Macaco, desestabilizou as estruturas do grupo.

Um ano depois, o líder Zumbi foi capturado e assassinado, o que mais de 300 anos depois deu origem ao feriado da Consciência Negra neste dia 20 de novembro. 

Com informações do livro “Sociologia do negro brasileiro”, de Clóvis Moura.

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