Desaceleração econômica e desinflação à vista: a visão dos gestores dos fundos Itaú Janeiro e do BTG Asset para o Brasil
Em evento do BTG Pactual, Bruno Serra Fernandes, da Itaú Asset, diz ver desaceleração econômica e desinflação à frente, ao contrário do que muitos esperam

Atualmente paira sobre os mercados locais o medo de que o governo tome alguma medida para estimular a economia diante do aperto monetário promovido pelo Banco Central.
Também, pudera. Já andaram pipocando por aí falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sentido de incentivar o crédito para ao consumo e ministro levantando a possibilidade de reajustar o Bolsa Família para cima em razão da alta dos preços dos alimentos.
Para Bruno Serra Fernandes, gestor dos R$ 10,3 bilhões alocados nos fundos da família Janeiro, da Itaú Asset, esse medo já está no preço dos ativos e, não fosse por ele, a previsão seria de uma desaceleração econômica iminente e de uma inflação que poderia surpreender para baixo.
- VEJA MAIS: Analista aponta 4 motivos para apostar na alta do Ibovespa em fevereiro e 10 ações mais promissoras para investir; confira
“Talvez falte agora o que houve no início da gestão de Roberto Campos Neto: um choque de confiança que tranquilize os agentes econômicos”, disse o ex-diretor de política monetária do Banco Central, durante painel no evento BTG Summit 2025.
No entanto, a expectativa do gestor é sim de desaceleração econômica e um movimento desinflacionário, ao contrário do que muitos esperam. "Por isso, há conforto em apostar nesse cenário", disse.
A estimativa de Serra para a Selic ao final de 2025 está entre 14,75% e 15,25%, com maior probabilidade de estabilização na faixa inferior desse intervalo, uma visão mais otimista que a média do mercado.
Leia Também
A inflação, segundo o relatório Focus, deve permanecer ao redor de 5%, o que resultará em um juro real próximo de 10%. “Esse patamar deveria ser suficiente para a política monetária operar efetivamente e reduzir a inflação, desde que o governo colabore na frente fiscal”, disse Serra.
Mesmo assim, o gestor dos fundos Itaú Janeiro não descarta que o governo tome decisões que resultem em estagflação: crescimento baixo ou nulo com inflação persistente.
“Isso ocorreria caso medidas equivocadas fossem implementadas. Assim, qualquer aposta exige cautela”. Dessa forma, diz o gestor, o investidor deve combinar ativos mais otimistas com proteções.
Cenário externo também contribui para o esfriamento da economia
Na visão de Thiago Berriel, estrategista-chefe do BTG Pactual Asset Management, a política monetária atual já é bastante restritiva, mas é importante lembrar que houve aumento de gastos por parte do governo em 2024.
“Há um certo receio em relação à convicção de que a economia irá desacelerar, especialmente devido à incerteza sobre a reação da política fiscal. Esse é um fator que precisa ser monitorado com atenção", afirmou, durante o mesmo painel.
Berriel, entretanto, lembra que, no cenário externo, as condições não estão favoráveis para países emergentes como o Brasil. “Diante disso, a desaceleração econômica parece inevitável”.
*Com informações do Money Times
DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS