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BTG SUMMIT 2025

Desaceleração econômica e desinflação à vista: a visão dos gestores dos fundos Itaú Janeiro e do BTG Asset para o Brasil

Em evento do BTG Pactual, Bruno Serra Fernandes, da Itaú Asset, diz ver desaceleração econômica e desinflação à frente, ao contrário do que muitos esperam

Bruno Serra Fernandes
Bruno Serra Fernandes, gestor da família de fundos Itaú Janeiro e ex-diretor de política monetária do Banco Central. Imagem: Raphael Ribeiro/Banco Central

Atualmente paira sobre os mercados locais o medo de que o governo tome alguma medida para estimular a economia diante do aperto monetário promovido pelo Banco Central.

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Também, pudera. Já andaram pipocando por aí falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sentido de incentivar o crédito para ao consumo e ministro levantando a possibilidade de reajustar o Bolsa Família para cima em razão da alta dos preços dos alimentos.

Para Bruno Serra Fernandes, gestor dos R$ 10,3 bilhões alocados nos fundos da família Janeiro, da Itaú Asset, esse medo já está no preço dos ativos e, não fosse por ele, a previsão seria de uma desaceleração econômica iminente e de uma inflação que poderia surpreender para baixo.

“Talvez falte agora o que houve no início da gestão de Roberto Campos Neto: um choque de confiança que tranquilize os agentes econômicos”, disse o ex-diretor de política monetária do Banco Central, durante painel no evento BTG Summit 2025.

No entanto, a expectativa do gestor é sim de desaceleração econômica e um movimento desinflacionário, ao contrário do que muitos esperam. "Por isso, há conforto em apostar nesse cenário", disse.

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A estimativa de Serra para a Selic ao final de 2025 está entre 14,75% e 15,25%, com maior probabilidade de estabilização na faixa inferior desse intervalo, uma visão mais otimista que a média do mercado.

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A inflação, segundo o relatório Focus, deve permanecer ao redor de 5%, o que resultará em um juro real próximo de 10%. “Esse patamar deveria ser suficiente para a política monetária operar efetivamente e reduzir a inflação, desde que o governo colabore na frente fiscal”, disse Serra.

Mesmo assim, o gestor dos fundos Itaú Janeiro não descarta que o governo tome decisões que resultem em estagflação: crescimento baixo ou nulo com inflação persistente.

“Isso ocorreria caso medidas equivocadas fossem implementadas. Assim, qualquer aposta exige cautela”. Dessa forma, diz o gestor, o investidor deve combinar ativos mais otimistas com proteções.

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Cenário externo também contribui para o esfriamento da economia

Na visão de Thiago Berriel, estrategista-chefe do BTG Pactual Asset Management, a política monetária atual já é bastante restritiva, mas é importante lembrar que houve aumento de gastos por parte do governo em 2024.

“Há um certo receio em relação à convicção de que a economia irá desacelerar, especialmente devido à incerteza sobre a reação da política fiscal. Esse é um fator que precisa ser monitorado com atenção", afirmou, durante o mesmo painel.

Berriel, entretanto, lembra que, no cenário externo, as condições não estão favoráveis para países emergentes como o Brasil. “Diante disso, a desaceleração econômica parece inevitável”.

*Com informações do Money Times

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