O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Durante evento, gestores da JiveMauá, da TAG e da Polígono Capital destacam a solidez das empresas brasileiras enquanto emissoras de dívida, mas veem riscos no horizonte
Há um paradoxo no mercado de crédito privado brasileiro: os fundamentos macroeconômicos estão deteriorados enquanto os fundamentos microeconômicos (das empresas) estão saudáveis.
Esta é a avaliação de Samer Serhan, sócio e CIO de crédito privado e infraestrutura da JiveMauá, em painel na TAG Summit, nesta terça-feira (6).
Segundo Serhan, esse paradoxo é um dos motivos que fazem do crédito privado um dos investimentos que mais cresceram no último ano e continuam crescendo em 2025. Com o cenário macro mais sensível aos juros e inflação, o mercado de capitais se mostra como a melhor saída para as empresas captarem recursos.
E o que as empresas têm mostrado é um balanço financeiro seguro e garantias que permitem a emissão de dívidas com boas condições para o investidor, o intermediário e a própria empresa.
“O micro da empresa é o mais importante na nossa análise. Precisamos entender se a empresa vai estar inteira após quatro anos, se vai gerar alfa [retorno diferenciado] no longo prazo, se tem algum risco adicional, quais são suas garantias. Isso é mais importante do que se a Selic caiu ou aumentou”, diz Serhan.
Para ele, juros e inflação altos são uma realidade posta há meses, e não faz diferença para o investimento de longo prazo se o ciclo terminar em 12% ou 15%. “As empresas já se ajustaram há meses. Os gestores já se ajustaram há meses”, frisou.
Leia Também
O CDI remunerou 12%, em média, nos últimos três anos.
É um retorno alto, mas, para o crédito privado, tem que ser ainda maior. Afinal, por que o investidor vai aumentar o risco da sua carteira com os títulos públicos pagando bem?
É necessário um prêmio adicional.
Com isso, o crédito privado chegou a pagar CDI+7% no acumulado de dois anos desde o evento Americanas, em 2023, que estressou o setor e levou os títulos a pagarem ainda mais.
Mas, os gestores presentes no TAG Summit afirmam que esse não é um parâmetro realista para o longo prazo.
CDI + 1,5% é o retorno médio que o setor entregou no acumulado deste ano, segundo a TAG.
O problema é que essa média esconde uma dispersão muito grande. Segundo a TAG, o cenário atual é de algumas empresas pagando CDI + 0,5% e outras pagando CDI + 8%.
Para Edgard Erasmi, CEO da Polígono Capital, o prêmio atrelado ao título tem que ser avaliado de forma individual, não atrelado à Selic.
“O que deve ser avaliado é se o prêmio atende [à relação] risco-retorno daquele investimento. E não se está acima ou abaixo da média histórica em relação ao indexador”, disse, durante o evento. “Hoje, o que se questiona é se a dívida está remunerando bem porque a Selic está muito alta, mas a dívida independe da Selic.”
André Fadul, head de crédito privado na Safra Asset, também ponderou que, um título sem prêmio, só remunerando o CDI, já é um retorno alto no momento, e isso tem um custo para as empresas. Então, no momento de definir o prêmio, é necessário avaliar quanto a companhia vai sacrificar para aumentar a rentabilidade.
Embora as empresas estejam apresentando bons fundamentos, isso não significa que o cenário macro passa despercebido — juros e inflação ainda pressionam margens, geração de caixa e lucro das companhias.
Serhan afirma que as condições atuais das empresas são melhores do que em crises anteriores, como em 2008 e 2014. Para ele, hoje as companhias possuem mais ativos para vender, se precisarem, e têm mais capacidade de negociação.
O CIO da JiveMauá também acredita que o cenário de juros altos no Brasil é uma realidade com a qual o mercado local já aprendeu a lidar e sabe como navegar nessas águas turbulentas.
O problema atual, na opinião dele, é outro: a desaceleração global.
“O Brasil conseguiu manter um crescimento de 3% nos últimos anos, com juros e inflação altos. A China está em crise, mas segue entregando mais de 5% de crescimento. Os Estados Unidos também mantêm seu crescimento de trilhões. O que causa temor em 2025 é a possibilidade de uma desaceleração global real”, diz.
Ele acredita que o Brasil deve manter um crescimento do PIB de 2% neste ano, mas o mundo diminuir a sua atividade econômica inevitavelmente vai respingar por aqui.
“Entender o tamanho desse impacto nas empresas locais é a fonte de incerteza. No momento, elas estão bem, devem aguentar mais um, dois anos. Mas é a desaceleração global que deve ficar no radar.”
O atraso da Receita Federal bombou no Seu Dinheiro na última semana, junto com bancos grandes e pequenos
Camaçari, Rio de Janeiro e Osasco tem novos milionários da Lotofácil; Mega-Sena e Quina acumulam prêmios maiores
Jeff Bezos não gosta de apresentações e valoriza a opinião dos funcionários, mesmo os mais juniores
Ranking reúne as ações mais citadas por bancos e corretoras nas carteiras recomendadas do mês
Ouro sobre nesta sexta-feira (6), mas fecha semana no vermelho; entenda o que mexeu com o metal
O melhor símbolo de status para um milionário é uma conta bancária robusta, segundo Brian David Crane
Escalada do conflito no Oriente Médio provoca disparada histórica do petróleo, que ultrapassa os US$ 90; alta impulsiona ações da Petrobras na bolsa
A compra e o contrato de locação de 25 anos envolvem 11 imóveis destinados a atividades médico-hospitalares
Documentário lidera ranking da plataforma de streaming ao detalhar a batalha judicial entre uma secretária de confiança e uma suposta esposa
Enquanto o Banco Central recolhe as cédulas da primeira família do real, a disputa pelos itens cresce e preços que já ultrapassam R$ 5 mil
Entenda a origem do Dia da Mulher, marcada por lutas e pala reivindicação de direitos, igualdade e reconhecimento.
Nicola Dickinson, do Reino Unido, ganhou sorteio e agora é dona de uma casa avaliada em muitos milhões
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (5). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.
Segundo o Fundo Garantidor de Crédito, 94% do montante total a ser pago já foi distribuído, e 675 mil credores já receberam seus valores
Corretora de investimentos espera um corte de 0,5 ponto percentual mesmo após o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que podem impactar o petróleo em ano de eleição no Brasil
Após investir R$ 15 mil em busca de água, família encontra petróleo e se vê no meio de uma burocracia que não resolve a questão do óleo e nem da água
Mercado Livre, Shopee e Casas Bahia ocupam o pódio de inquilinos dos galpões logísticos no Brasil; quais são as perspectivas para o segmento?
Aplicativo detecta e alerta para a presença de óculos inteligentes da Meta, do Elon Musk, e da Snap através de sinais Bluetooth
Aplicativo utiliza inteligência artificial para contar calorias; em 2025, a receita anual da empresa foi de US$ 40 milhões
A Lotofácil acaba de pagar o prêmio principal pela primeira vez em março. Todas as demais loterias sorteadas na quarta-feira (4) acumularam.