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Depois de chegar a ocupar lugar de destaque entre os papéis menos queridos pelos investidores na B3, o Banco do Brasil (BBAS3) pode voltar aos tempos de ouro?
O Banco do Brasil (BBAS3) se tornou uma das ações mais faladas no ano, e em grande parte por maus motivos. Antes querida por analistas, a instituição passou por deterioração que virou a chave de parte do mercado.
Um dos inimigos foi o que antes era o grande bastião do BB: o agronegócio. O setor, principal carro-chefe da economia, passou por uma piora brutal da inadimplência. Os índices de 90 dias, que rodavam em torno de 1%, disparam a 3%, chegando a 4%.
Tudo isso ocorreu ao mesmo tempo em que uma norma mais dura do Banco Central, a Resolução CMN 4.966, obrigou a escalar as provisões para créditos duvidosos.
Na prática, o BB passou a provisionar as perdas esperadas, e não mais as perdas que efetivamente ocorreram.
Todo esse caldo resultou em uma queda de 50% no lucro, que passou dos R$ 9 bilhões para os R$ 4 bilhões atuais. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), que chegou a 22%, encolheu para 8%, um impacto e tanto.
Com isso, a administração cortou a parcela dos lucros paga aos acionistas para 30%, com dividend yield agora em 4%, contra 10% dos anos dourados.
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Mesmo assim, a ação, que chegou a somar perda de 23% no ano, agora cai apenas 8%. Desde a mínima do ano, o BB sobe 18%. E tudo isso por causa de uma "ajuda" do governo.
No Palácio do Planalto, a queda do lucro do BB foi atribuída a outro fator: uma pauta-bomba do Congresso.
Segundo a Folha de S. Paulo, auxiliares de Lula atribuíram o aumento da inadimplência à expectativa que o agronegócio tem de renegociação de suas dívidas. Em julho, a Câmara aprovou esse crédito subsidiado para o setor.
Com isso, a expectativa de repactuar as obrigações em condições mais favoráveis teria impactado o cronograma de quitação dos débitos.
Ou seja, na prática, a queda do lucro não minou a confiança do presidente Lula e do governo na CEO Tarciana Medeiros, que, segundo a Folha, ainda goza de prestígio.
O governo não ficou de braços cruzados e entrou em campo com uma Medida Provisória (MP) que garante renegociação de dívidas rurais em condições especiais.
Ao todo, são R$ 12 bilhões para apoiar até 100 mil produtores, principalmente pequenos e médios agricultores.
O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) dará acesso a até R$ 250 mil de crédito, com taxa de juros de 6% ao ano.
No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), o médio produtor poderá obter até R$ 1,5 milhão, com juros de 8% ao ano.
Já os demais produtores poderão financiar até R$ 3 milhões, com juros de 10% ao ano. O prazo para quitação será de nove anos, incluindo um ano de carência.
Não é todo o dinheiro que irá para o BB, porém. Em entrevista ao Broadcast, a CEO do BB disse que a MP visa atender em torno de 100 mil clientes inadimplentes no mercado.
"Temos mais ou menos 48 mil clientes inadimplentes no período entre 15 e 90 dias […] Estou fazendo a estimativa de [recebermos] metade dos valores", disse Medeiros.
Mas a projeção da executiva é de melhora dos números.
“A gente tem, com certeza, a expectativa de que acelere o nosso processo de retomada de resultado. Mas ainda é uma expectativa, a gente tem que entender como vai se dar a velocidade da renegociação."
Entre analistas, a visão é de que a MP trará, sim, alívio para a situação do BB.
Uma forcinha também chegou do Banco Central, que alterou a Resolução nº 4.966/2021, suavizando os critérios de cura para empréstimos com parcelas superiores a três meses.
Isso vai permitir que os bancos reclassifiquem empréstimos de longo prazo anteriores do Estágio 3, desde que os devedores possam demonstrar capacidade de pagar a dívida por pelo menos 90 dias antes da reclassificação.
Nos cálculos do Safra, há uma carteira de R$ 12,5 bilhões em atraso classificada como Estágio 3 (50% do total do Estágio 3).
Considerando esse valor como uma estimativa das renegociações, haveria incremento de cerca de R$ 2 bilhões por ano na margem financeira bruta (NII), relacionado à retomada do provisionamento desse valor quando movido para o Estágio 2.
Nesse cenário, o BB poderia ver um lucro líquido extra de quase R$ 1,5 bilhão em 2026 e, potencialmente, uma pressão marginalmente menor no ECL (Perda de Crédito Esperada, em tradução livre) dos próximos trimestres, a partir do quarto trimestre.
Segundo Bruno Komura, da Potenzia Investimentos, a MP pode contribuir para reduzir a inadimplência do banco, mas, no final, só estaria jogando o problema para frente.
“No curto prazo, sim, podemos ter essa impressão de que o problema foi reduzido porque, da carteira prorrogada (que deve ser em sua maior parte do agro), temos R$ 57 bi, e os R$ 12 bi não devem ir 100% para o BB”.
“Quando falamos do agronegócio, é complicado ter uma solução estrutural, porque podemos estar tomando medidas que limitam o crescimento. E o agronegócio é muito dependente do clima — não devemos ter preços de grãos baixos para sempre”.
Para ele, em algum momento haverá uma correção, seja por conta da demanda, que está aumentando, seja por conta de quebra de safra em algum lugar.
“E, nesses momentos ruins, deveríamos ter a seleção dos bons agricultores, que sabem administrar bem os negócios e que ganhariam mais espaço”.
Ainda segundo Komura, o mercado parece ter gostado bastante dessa medida, porque deve ajudar o BB a atingir o guidance (R$ 23 bi de lucro), mas é muito cedo para ficar animado.
“Se houver aumento da inadimplência em outros segmentos, teremos continuidade dos resultados ruins”.
Em relatório dessa semana em que baixou o preço-alvo do BB em R$ 7, a XP disse que outro fator pode atrasar ainda mais a melhora.
A casa cita a desaceleração macroeconômica e o ambiente de altas taxas de juros, que na visão dos analistas continuam afetando as carteiras de pessoa física e de pequenas e médias empresas. A recomendação foi reiterada em neutra.
O Safra também reafirmou sua recomendação neutra para o papel. Na visão dos analistas, os fundamentos permanecem fracos — o setor do agronegócio ainda está altamente alavancado.
Porém, o banco lembra que os investidores estão defendendo a avaliação barata do BB, especialmente antes de uma mudança no ciclo monetário e dos possíveis cenários de crise política em 2026.
Komura vai na mesma linha. “Quando chegar em 2026, o BB deve negociar em função das eleições — as ações podem performar bem mesmo sem melhora dos lucros ou redução da inadimplência do agro. Por isso, seria melhor adotar cautela agora e, quem sabe, se posicionar (long ou short) em 2026, pensando em eleições”.
E com todos os riscos, as ações BBAS3 superaram as da Vale (VALE3) como as mais negociadas por pessoas físicas na B3 em agosto, segundo levantamento mensal do DataWise+, parceria entre a B3 e a Neoway.
Nem os mais otimistas acreditam que o BB possa voltar a esse patamar, pelo menos não por agora.
De acordo com o analista Flavio Conde, da Levante, e que recomenda compra para o banco, a medida do governo ajuda na recuperação, mas não vai fazer, por exemplo, as ações do BB chegarem a R$ 29. O pico delas foi R$ 29,76, no fechamento do dia 14 de maio.
“Eu não acho que a ação vai mudar esse R$ 29,76, mas parece que ela se afasta dos R$ 18”.
Ele diz, porém, que ainda pairam dúvidas das consequências da Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
“Infelizmente, para quem está comprando, ou para quem quer comprar mais ou pela primeira vez, se vier alguma retaliação pela provável condenação do Bolsonaro em cima do Banco do Brasil, as ações podem ter dias difíceis”.
Na entrevista ao Broadcast, a CEO disse que o BB – assim como o restante do sistema financeiro brasileiro – tem estudado a abrangência das sanções.
“Obviamente, eu espero que isso não aconteça, mas esse risco existe. Tirando esse risco incontrolável, porque não dá para controlar, as ações se afastam dos R$ 18 e eu teria uma surpresa se chegassem a R$ 25 no fim do ano”.
Ainda segundo Conde, o Banco do Brasil é negociado em um nível baixo em relação aos concorrentes, em termos de valor patrimonial.
“O BB está negociado a 70% do valor patrimonial. O Bradesco (BBDC4) está em torno de 110%, o Itaú (ITUB4) em torno de 190%, quase 200%”.
Para ele, o terceiro trimestre vai continuar sendo difícil, ou seja, de lucros baixos.
“Pode ser qualquer coisa entre R$ 3 a R$ 4 bilhões. Para voltar aos R$ 9,2 bilhões do 4º trimestre de 2024, eu acho que vai levar, pelo menos, até o 4º trimestre do ano que vem […] Mas continuo recomendando compra, porque é uma situação passageira”, completa.
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