Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

POLÍTICA MONETÁRIA

Até quando Galípolo conseguirá segurar os juros elevados sem que Lula interfira? Teste de fogo do chefe do BC pode estar mais próximo do que você imagina 

Para Rodrigo Azevedo, Carlos Viana de Carvalho e Bruno Serra, uma das grandes dúvidas é se Galípolo conseguirá manter a política monetária restritiva por tempo suficiente para domar a inflação sem uma interferência do governo

Camille Lima
Camille Lima
29 de janeiro de 2025
10:12
gabriel-galipolo-banco-central-copom-bc
Imagem: Agência Brasil/Canva - Montagem Maria Eduarda Nogueira

Como longas sombras em um crepúsculo de pessimismo, o mercado financeiro brasileiro vê seu horizonte carregado de incertezas, principalmente diante da trajetória fiscal e das perspectivas dos juros. E no olho desse furacão está Gabriel Galípolo, o novo presidente do Banco Central, cujo teste de fogo pode estar mais próximo do que se imagina — pelo menos, essa é a previsão de três ex-diretores do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os gestores Rodrigo Azevedo, da Ibiuna Investimentos, Carlos Viana de Carvalho, da Kapitalo Investimentos, e Bruno Serra, da Itaú Asset, uma das grandes dúvidas é se Galípolo conseguirá manter os juros elevados por tempo suficiente para domar a inflação sem uma interferência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

E a previsão geral do trio é que, em meio à perda de popularidade do presidente Lula, o grande desafio do novo presidente do BC pode acontecer já ao fim de 2025.

Relembrando, os três gestores outrora sentaram na mesma cadeira do Banco Central que hoje ocupada por Gabriel Galípolo. Azevedo atuou como diretor de política econômica do Banco Central entre 2004 e 2007. Já Vieira ocupou esta cadeira no BC de 2016 a 2019. Serra, por sua vez, trabalhou na autarquia entre 2019 e 2023.

Juros, inflação e fiscal: a tempestade macroeconômica no Brasil

Na visão dos ex-BCs, é possível que uma nova tempestade macroeconômica ainda mais intensa ganhe força nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, o cenário doméstico preocupa do lado do compromisso do governo com os gastos públicos — mas é só questão de tempo até começar a respingar nos juros.

Leia Também

Os gestores acreditam que Lula pode ser tentado a reabrir a torneira dos gastos numa busca exasperada por popularidade à medida que 2026, um ano eleitoral, se aproxima. E é justamente essa perspectiva que sugere uma possível intervenção nas decisões do Copom (Comitê de Política Monetária).

A popularidade do presidente Lula em queda, em meio a uma economia prestes a desacelerar e a uma inflação que não dá trégua, apenas adiciona combustível a essa tempestade perfeita.

Segundo Azevedo, "é bastante provável que vejamos novas reações de política parafiscal para tentar combater essa perda de popularidade. É um cenário bastante preocupante por conta dessa resposta que o governo pode dar a uma desaceleração da economia, que é absolutamente necessária para que a inflação ceda um pouco no Brasil”, disse, durante evento organizado pelo UBS na última terça-feira (28).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desafio de Galípolo à frente do Banco Central

À medida que Gabriel Galípolo assume a presidência do Banco Central do Brasil, ele enfrenta uma tarefa hercúlea: domar o superaquecimento da economia brasileira e controlar uma inflação teimosa, alimentada por robustas injeções fiscais dos últimos anos. 

E é justamente com o mecanismo de juros que o BC tenta esfriar a economia e estabilizar os preços, uma missão crítica em um ambiente de expectativas extremamente desancoradas e uma complexa situação cambial — o que exigirá uma política monetária “dura durante muito tempo”, segundo os ex-diretores da instituição.

Enquanto isso, o verdadeiro teste para o novo presidente do Banco Central se avizinha. 

O cenário deteriorado sob a gestão de Lula aumenta os temores de uma possível tentativa de interferência do governo nas decisões do Copom. Ainda que os economistas considerem improvável que a desaprovação atual do presidente exerça pressão imediata sobre as políticas de juros de Galípolo, a preocupação persiste.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que o Copom anunciará no início desta tarde a primeira decisão de política monetária de 2025 (a primeira sob a gestão Galípolo), que deve trazer o novo aumento contratado dos juros de 1 ponto percentual, elevando a taxa Selic para 13,25% ao ano.

Em meio a toda essa volatilidade do lado dos juros, as questões fiscais são um grande foco de preocupação. O mercado está cético quanto à capacidade da política fiscal atual de estabilizar a dívida pública.

A crise de confiança quanto à trajetória da dívida reacendeu o temor de uma dominância fiscal, onde as necessidades fiscais do governo sobrepõem-se à política monetária, complicando os esforços do BC para manter a inflação sob controle. 

Isso poderia resultar em um ciclo vicioso de alta inflação e descontrole fiscal, aumentando ainda mais o risco percebido do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se os agentes de mercado acreditam que a dívida vai estabilizar, todos os prêmios caem. Quando se fala em crise de confiança, o país tem menos crescimento, a dívida sobe e entra num ciclo vicioso, que chega na dominância fiscal. Se nada for feito, estamos apontando para lá. E se de fato realizar com dominância fiscal, significa que está tudo muito caro no Brasil neste momento”, ponderou Azevedo.

Leia também: 

O verdadeiro teste de fogo no Banco Central

No curto prazo, o trio de ex-diretores do Banco Central acredita (e torce para) que não haja mudanças significativas na “função reação” da autarquia monetária, especialmente diante da persistente alta dos preços sustentada pelo aquecimento da economia além da capacidade.

“Como a inflação está pegando a popularidade do presidente Lula, acredito que o Galípolo tem todo o apoio para fazer o que deve ser feito no curto prazo. Mas o grande teste vai ser em 2026”, avaliou o gestor da Ibiuna.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Bruno Serra, da Itaú Asset, o cenário atual já estabeleceu as bases necessárias para uma desaceleração econômica. A grande incógnita é se o presidente Lula permitirá que essa desaceleração ajude a trazer a inflação para mais perto da meta, ou se lutará contra ela, o que poderia inflamar ainda mais a inflação. 

"Isso é uma escolha que o governo vai tomar. Eu sou cético quanto à capacidade do governo de reverter essa desaceleração e me questiono sobre as escolhas que o governo fará para frente sobre a trajetória de inflação para 2025 e 2026", disse o gestor.

Carlos Viana, da Kapitalo, observa que a expectativa de inflação está muito descolada, o que faz com que o tamanho da desaceleração econômica necessária para trazer o índice de preços para baixo seja ainda maior.

Ele teme que, em resposta a uma deterioração econômica, o governo possa reagir de forma a evitar um impacto negativo nas perspectivas eleitorais, levando a um aumento dos prêmios de risco e a uma nova rodada de estresse no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Vieira, há chance de que essa pressão sobre o Banco Central se inicie ainda mais cedo, já no segundo semestre de 2025, se a desaceleração se mostrar mais forte por um aperto nas condições de crédito.

"Está praticamente contratado um teste relevante da autonomia do BC sob a presidência de Galípolo", afirma Vieira.

“Até aqui, o presidente do Banco Central tem surpreendido positivamente, parece ter entendido a necessidade de ter credibilidade e até liderou processo de guinada de política monetária e vem performando bem, mas o verdadeiro teste está por vir.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
APETITE POR EMERGENTES

Guerra, petróleo caro e fuga dos EUA: o combo que pode jogar a favor do Brasil, segundo André Esteves, do BTG

31 de março de 2026 - 13:29

Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira

CHOQUE ALÉM DO PETRÓLEO

A guerra no Oriente Médio já chegou no seu bolso — e os bancos tentam colocar em números o peso dessa inflação

31 de março de 2026 - 13:03

Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos

SÓ O COELINHO NÃO DESCANSA

Feriados e chocolates: abril traz Páscoa e Tiradentes após um mês sem feriados nacionais; confira as datas

31 de março de 2026 - 7:45

Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês

EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia