🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Powell Pivot 3.0

Federal Reserve encara pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, por cortes nos juros, enquanto lida com dominância fiscal sobre a política monetária norte-americana

1 de setembro de 2025
20:00 - atualizado às 16:04
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, está parado em frente à sede do banco central norte-americano. Ele usa óculos e veste terno azul marinho e camisa branca.
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve - Imagem: Aurora / Grok

O que está acontecendo com a economia americana? Depois do desastroso “Liberation Day” o mercado apostou em uma forte e imediata queda da atividade e alta da inflação, que acabou não vingando – com a economia crescendo bem (descontando os impactos da antecipação de importações no PIB) e com a alta da inflação de bens sendo, em parte, compensada com a queda de inflação de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste cenário, o Federal Reserve (Fed) poderia privilegiar, apesar das reclamações de Donald Trump, o lado inflacionário do seu duplo mandato, já que, em tese, demoraria um certo tempo para o choque tarifário ser absorvido pelo sistema de preços. Mas o desastroso Payroll de agosto mudou tudo isso.

Há um debate real sobre até que ponto a forte queda nas contratações são um fenômeno de demanda ou de oferta, dada a interrupção do fluxo imigratório. Mas na prática, para o Fed, essa questão não tem poder de impedir uma reação imediata pelo fato de que o ponto de partida da política monetária é vista como contracionista (se ela é ou não de fato é outro debate).

Assim, como sacramentado por Jerome Powell, presidente do Fed, na sua fala em Jackson Hole, a “mudança no balanço de risco” abre a porta para iniciar um “cuidadoso” corte de juros de, provavelmente, 0,25% em setembro.

Importante reconhecer que Powell foi além de reconhecer que o balanço de risco mudou. Ele também adotou como cenário base que o choque tarifário será “de duração curta”, ou, para ressuscitar o termo popular em 2021, transitório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é importante porque abre espaço para um ciclo mais longo de corte de juros pelo lado da inflação. A meu ver, a situação é diferente de 2021, já que o choque atual deve ser transitório pela falta de forte expansão fiscal, como ocorreu depois da pandemia.

Leia Também

Devemos lembrar que Trump no seu “Big Beautiful Bill” somente sacramentou níveis de tributações que estão vigentes desde 2017, e que tarifas funcionam como um imposto regressivo. Assim, o impulso fiscal neste momento é de neutro a negativo, diminuindo muito as chances de haver um processo inflacionário perene a partir do choque tarifário.

A demissão de Lisa Cook

Apesar de Powell ter indicado o início de novo ciclo de queda de juros, Trump abriu nova frente de batalha demitindo “por justa causa” Lisa Cook, diretora do Fed, por suposta fraude financeira.

A pergunta mais relevante desse episódio é por que o mercado tem ignorado essa questão; afinal, não representa um ataque frontal à independência do Fed?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há várias razões. Lisa Cook não é um membro de grande importância dentro do comitê – se Trump tentasse demitir Powell ou Williams, a reação do mercado seria outra. A judicialização da questão – Cook está processando o governo para se manter no cargo – deve levar a Corte Suprema dos EUA a definir o que é de fato “justa causa” no caso do Fed, algo que não é definido na lei. Essa decisão não só definiria o futuro de Cook, mas delimitaria o poder do Presidente sobre a instituição, esclarecendo as “regras do jogo”.

É um tanto óbvio que, se Cook de fato fez o que ela está sendo acusada, ela deve sair do Fed. Argumentos na mídia de que esse tipo de infração seja algo “comum” são irrelevantes, pois membros do Fed devem de fato observar estritamente todas as regras financeiras vigentes.

O Supremo pode reconhecer isso e ao mesmo tempo deixar claro que Trump não pode demitir membros do Fed por discordar de suas decisões técnicas, assim resguardando a independência operacional da instituição.

Mas na verdade o que esse imbróglio todo manifesta é algo mais estrutural e que está também ocorrendo em outros países, inclusive o Brasil: a crescente dominância da problemática fiscal sobre a política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vontade de Trump de baixar as taxas de juros não é somente pela questão cíclica da atividade, mas também passa pela trajetória de endividamento, quando falta vontade e condições políticas de controlar déficits fiscais frente a um quadro de quase colapso demográfico.

Pressão sobre o Fed

Desde a pandemia, todos os países economicamente relevantes – e isso inclui a China – têm mostrado trajetórias fiscais insustentáveis. Pressionar o seu banco central como parte de uma estratégia de repressão financeira é um expediente comum nessas situações (como, por exemplo, ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial).

Olhem para a recente crise do governo francês ou o que está acontecendo na curva de juros da Inglaterra; o tema é o mesmo. Essa questão estará conosco muito depois da saída de Trump da Casa Branca.

O mercado acionário norte-americano tem entrado no seu tradicional período de mau humor nos meses de agosto e setembro. A perspectiva de corte de juros gerou uma rotação fora das big techs para empresas cíclicas, as "esquecidas" 493 empresas do S&P 500 que não fazem parte do 7 Magníficas. Questões sobre se o gasto das empresas com inteligência artificial (IA) está excessivo também voltaram a rondar o mercado, como o crescimento futuro depois da divulgação dos resultados da Nvidia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se essa “rotação” vai levar a quedas mais acentuadas nos índices vai depender muito do grau de desaceleração da economia. A perspectiva de queda de juros dá ao mercado um suporte condicional na medida que o risco de recessão se mantém comedido.

O mercado parece estar precificando um “goldilocks” de crescimento relativamente robusto, inflação estável e um mercado de trabalho que está desacelerando, em boa parte mais devido a questões de oferta do que de demanda.

Somente uma surpresa negativa questionando este cenário poderá derrubar a bolsa de forma mais contundente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar