Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: O “Taco Trade” salva o mercado

A percepção, de que a reação de Trump a qualquer mexida no mercado o leva a recuar, é uma das principais razões pelas quais estamos basicamente no zero a zero no S&P 500 neste ano, com uma pequena alta no Nasdaq

2 de junho de 2025
20:00 - atualizado às 11:03
Imagem de Donald Trump com gráfico vermelho indicando queda ao fundo.
Donald Trump e o mercado de ações. - Imagem: Grok IA

Afinal, o que que Donald Trump realmente quer? Temos sempre que tentar evitar psicanalisar alguém à distância, mas neste caso, para os mercados, é necessário ter algum “modelo mental” operacional para traçar os cenários relevantes, dado o caráter centralizador e personalista do regime trumpista (a mesma coisa vale para o atual governo brasileiro, onde vemos o atual ministro da Fazenda ter que referendar todas suas decisões ao mandatário no Palácio do Planalto).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltamos ao Liberation Day no início de abril. Eu, como boa parte do mercado, fui surpreendido pela agressividade (e falta de sentido) da política tarifária anunciada naquele dia. E, com os mercados despencando, Trump não parecia demonstrar nenhuma preocupação. Onde estava o Trump put?

Descobrimos que o put existia, mas estava no mercado de Treasuries, e não na bolsa. Este primeiro – e subsequentes – recuo mostrou que a reação de Trump a diferentes trade-offs é bastante complexa e nem sempre consistente (antes de criticá-lo, temos que admitir que isso é verdade para qualquer ser humano).

Hoje meu modelo mental de Trump se resume aos seguintes pontos:

  • Trump gosta de tarifas para tributar (ele piamente acredita que tarifas tributam os exportadores). Essa é a razão de manter a tarifa básica de 10%.
  • Trump gosta de tarifas para endereçar a necessidade de reindustrialização, isso tendo um componente social (reerguer o rust belt) e de segurança nacional/concorrência com a China. Essa é a razão por tarifas setoriais (como no caso da indústria de aço) e as tarifas específicas contra a China.
  • Trump, apesar de sua educação em Wharton em finanças e economia, não admite que vantagens comparativas podem levar a déficits comerciais persistentes. Ele também tem tendência a somente olhar a balança comercial em bens, onde os EUA têm enormes déficits, e não serviços, onde os EUA têm superávit menores mas ainda expressivos. Essa é mais uma razão para sua agressividade tarifária com a China, mas também contra aliados como o Canadá e a União Europeia. Neste caso, vale negociações; o famoso Art of the Deal.
  • Em resumo, Trump adora tarifas. Desde que essas tarifas não causem caos excessivo nos mercados financeiros.

Este, afinal, é o trade-off. E, pelo menos até este momento, a “curva de indiferença” de Trump sugere uma sensibilidade maior à volatilidade dos mercados que foi inicialmente sinalizado nas primeiras semanas depois do Liberation Day.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trump Always Chickens Out

Essa sequência de recuos e maior sensibilidade a quedas dos mercados levou Robert Armstrong, comentarista do Financial Times, a cunhar o termo Taco, ou Trump always chickens out – Trump sempre se acovarda.  

Leia Também

Essa percepção, que a reação de Trump a qualquer mexida no mercado o leva a recuar, hoje domina o modelo mental que os mercados têm de Trump, e é uma das principais razões para que, depois das fortes quedas no início de abril, estarmos basicamente no zero a zero no S&P 500 neste ano e com uma pequena alta no Nasdaq.

Quem ignorou os catastrofistas e bought the dip de abril, o que inclui, segundo dados da Goldman Sachs, principalmente os investidores de varejo, com o suposto “smart money” institucional vendendo, se deu bem.  

E parece que o fenômeno Taco não se limita ao mercado financeiro. Uma sequência de dados de atividade e inflação mostram a economia americana basicamente indo bem. Por exemplo, a estimativa de crescimento anualizado do Fed de Atlanta para o segundo trimestre é de 3,8%, enquanto o consenso dos analistas (o smart money econômico) é de 1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cadê a estagflação?

Bom, se os agentes da economia real também estão trabalhando sobre a presunção do TACO, não há muita razão para fortemente aumentar os preços e diminuir a produção. A bastante flexível economia americana pode bem sobreviver um nível modesto de tarifação sem grandes traumas, e certamente sem recessão.

Está tudo bem então? Bom, com Trump nunca se sabe. Quando ele foi confrontado durante uma conferência com a imprensa por um jornalista sobre o TACO, ele ficou visivelmente chateado, reclamando que a imprensa fake news não estava entendendo suas brilhantes táticas de negociação.

Há um elemento de risco moral nesta situação. Mais que o mercado melhora, mais Trump pode se sentir mais livre para aumentar sua pressão tarifária. Podemos ficar ainda por um bom tempo atolados em um ciclo “morde-assopra” entre Trump e os mercados.

Isso dito, estamos em um período sazonalmente bom para o mercado acionário americano até agosto-setembro. Os fluxos passivos seguem positivos, e as empresas têm caixa para fazer seus buy-backs. O dumb money do varejo deu uma surra nos “profissionais” e devem então continuar seu comportamento de buying the dip.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investidor global ainda está na ponta de venda, mas sua influência é mais forte nos mercados de renda fixa e de câmbio. Assim me parece que o caminho mais natural seria a continuidade, em velocidade bem menor, da tendência positiva instalada desde o meio de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia