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Se você quer saber se o Ibovespa tem espaço para continuar subindo mesmo perto das máximas, eu não apenas acredito nisso como entendo que podemos estar diante de uma grande janela de valorização da bolsa brasileira — mas isso não livra o investidor de armadilhas
O que seria de nós se não fossem os amigos? Mas eu confesso que, algumas vezes, eles me tiram do sério. Certa vez, um camarada do colégio se apaixonou perdidamente — até aí tudo bem, quem nunca? O problema é que, de uma hora para outra, o cara mais esperto da sala pareceu ter se transformado em um tonto, coitado.
A menina claramente estava mais interessada nos trabalhos que ele fazia para ela do que propriamente nele, mas quem conseguia colocar isso na cabeça do sujeito?
Se a fulana não dava oi durante a semana inteira, era porque estava “cansada da viagem do fim de semana”. Se destratava alguém, era porque esse alguém “com certeza tinha maltratado ela antes”.
E se voltava a ser simpática justamente na semana do trabalho final do semestre, isso era apenas uma “coincidência que nada tinha a ver com interesse”.
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Ele conseguia passar pano para absolutamente todas as mesquinharias da garota — e não eram poucas. E qualquer migalha que ela oferecia logo virava um: “viu só? Tá vendo como ela me ama?”.
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O sujeito estava dominado pelo viés de confirmação, que afeta não só os apaixonados, mas muitos investidores também.
O viés de confirmação é a tendência de aceitar com facilidade tudo aquilo que reforça o que já acreditamos — e de rejeitar aquilo que nos contradiz.
Mas isso não é de todo ruim. Assim como qualquer viés, o da confirmação foi importante para a nossa espécie ter chegado até aqui.
Dez mil anos atrás, quando ainda vivíamos em ambientes selvagens, os indivíduos que corriam no menor sinal de perigo (sem precisar confirmar se realmente havia uma leoa na área) tinham muito mais chances de sobreviver do que aqueles que ficavam ponderando se a moita estava se mexendo por causa de um predador ou de uma brisa de verão.
Esses pensadores podiam até ser mais inteligentes e mais bem preparados para lidar com questões complexas como amor e investimentos, mas seus genes acabaram dentro da barriga de felinos famintos milhares de anos atrás.
Goste você ou não, somos descendentes daqueles que tinham o viés da confirmação — e carregamos isso até hoje.
Lembrei dessa história quando vi o Ibovespa bater, nesta semana, 12 recordes consecutivos de alta.
O que chamou minha atenção não foi a quantidade de altas, mas o fato de muitas delas terem acontecido em dias de notícias ruins para a bolsa — como, por exemplo, o discurso hawkish do Banco Central e sessões de fortes quedas nos Estados Unidos, com receios de uma possível bolha nos valuations de IA.
Como diz Howard Marks em “O Mais Importante para o Investidor”:
Em bull markets, os investidores tendem a ver tudo sob uma luz positiva. As notícias boas são obviamente boas. As notícias ruins são interpretadas como boas também […]. Nada é realmente ruim o bastante para abalar o otimismo predominante.
É o viés de confirmação trabalhando.
As altas recentes do Ibovespa, mesmo sem grandes gatilhos — e às vezes até diante de notícias marginalmente negativas — mostram um mercado propenso à positividade típica dos bull markets.
Os investidores querem acreditar que a bolsa vai subir, e qualquer notícia mais ou menos reforça esse sentimento.
Por que isso não me preocupa?
Porque, mesmo com ânimo de bull market, o Ibovespa ainda negocia a apenas 10x lucros — um valuation longe de qualquer bolha.

Portanto, se você quer saber se o Ibovespa tem espaço para continuar subindo mesmo perto das máximas, eu não apenas acredito nisso como entendo que podemos estar diante de uma grande janela de valorização da bolsa brasileira, especialmente com cortes de juros a partir do ano que vem e, quem sabe, um ajuste fiscal.
O perigo aparece se — e quando — os preços superarem demais os fundamentos. Ficar tentando justificar que o Ibovespa está barato mesmo negociando a 25x lucros é um bom indício de que você ficou cegamente apaixonado — e talvez seja melhor repensar a relação com seus investimentos.
Um abraço e até a próxima!
Ruy
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