Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

As projeções para a inflação caem há 11 semanas; o que ainda segura o Banco Central de cortar juros?

Dados de inflação no Brasil e nos EUA podem redefinir apostas em cortes de juros, caso o impacto tarifário seja limitado e os preços continuem cedendo

12 de agosto de 2025
6:18 - atualizado às 13:52
Inflação IPCA Bolsa Ações
Imagem: iStock.com/Edson Souza

Nesta semana, o foco dos investidores se volta para os dados de inflação ao consumidor (IPCA) de julho no Brasil e nos EUA, divulgados hoje. É possível que, ao ler essas palavras, os números já estejam disponíveis, permitindo comparar o resultado obtido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento negativo dos últimos dois pregões no mercado local se insere em um agosto até aqui favorável, marcado por uma reversão do quadro de julho, quando o dólar se fortaleceu relativamente mais uma vez.

Isso porque, após o payroll de julho, sinais de fraqueza no mercado de trabalho americano reacenderam apostas de cortes de juros nos EUA, enfraquecendo o dólar e sustentando ativos de risco, aos moldes do que vimos ao longo do primeiro semestre (diferente de julho) — se a taxa americana cair para perto de 3%, haveria menos razão para manter a Selic em 15%, abrindo espaço para corte nos juros e favorecendo a entrada de capital estrangeiro via carry.

Projeções do mercado para a inflação medida pelo IPCA recuam há 11 semanas

No Brasil, por sua vez, a expectativa para o IPCA recua há 11 semanas no Focus, elevando as chances de cortes de juros ainda em 2025.

Historicamente, a virada de ciclo da Selic costuma redirecionar fluxos para a bolsa, que já encontraria suporte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naturalmente, porém, a decisão de cortar dependerá de inflação controlada, reancoragem das expectativas e sinais mais claros de desaceleração econômica.

Leia Também

Com esses vetores se alinhando, cresce a probabilidade de um ciclo mais construtivo para o mercado local, embora a trajetória siga cada vez mais dependente do contexto global.

Trajetória da Selic depende do calendário de corte de juros nos EUA

Afinal, a trajetória da Selic permanece intrinsecamente vinculada ao calendário de cortes de juros nos EUA, o qual segue travado pela incerteza em torno da guerra comercial promovida por Donald Trump.

Caso o impacto tarifário se revele limitado — e, sobretudo, na ausência de uma escalada direcionada ao Brasil —, abre-se espaço para um primeiro corte já em dezembro por aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse cenário é válido, claro, se o Federal Reserve iniciar seu próprio ciclo de flexibilização monetária antes disso. Nesse contexto, os dados de inflação americana de hoje assumem importância redobrada.

Inflação no Brasil pode terminar 2025 abaixo de 5%

Há fundamentos para acreditar que a inflação brasileira possa encerrar 2025 abaixo de 5%, o que reforçaria a possibilidade de o Banco Central antecipar o início dos cortes.

Para que esse cenário se materialize, contudo, será necessário que a inflação corrente continue convergindo com um perfil qualitativamente benigno, que a atividade doméstica siga desacelerando de forma gradual e que o ambiente externo apresente sinais semelhantes — inflação mais comportada e crescimento menos aquecido nos EUA —, criando espaço para cortes também por lá no intervalo de setembro a outubro.

Para esta terça, o mercado projeta inflação de julho em 0,37% no Brasil (aceleração frente ao mês anterior, mas fato já incorporado aos preços, o que deslocaria o foco para a composição do índice) e de 0,3% nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leituras acima das expectativas tenderiam a enfraquecer a tese de cortes, mas há espaço para surpresas positivas.

Paralelamente, o cenário comercial segue no radar.

O plano de contingência contra o tarifaço deve ser apresentado ainda nesta semana, com potencial de gerar impactos fiscais que podem comprometer adicionalmente a ancoragem das expectativas.

O ministro Fernando Haddad havia prometido um encontro com Scott Bessent nesta quarta-feira para ampliar a lista de isenções — que deve incluir também o café e, com alguma sorte, as carnes — e negociar a redução das tarifas punitivas, mas a reunião foi cancelada.

Enquanto isso, o deputado Eduardo Bolsonaro deve manter conversas com interlocutores da Casa Branca. Qualquer retomada da escalada comercial aumentaria o risco no curto prazo e reduziria de forma relevante as chances de cortes na Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há espaço para juros mais baixos?

Entretanto, se o cenário comercial não sofrer novas tensões, não surgirem surpresas fiscais relevantes no curto prazo e a inflação seguir convergindo para baixo — no Brasil e no exterior —, acompanhada de desaceleração da atividade e cortes de juros nos EUA, abre-se espaço para levar a Selic a patamares mais baixos.

Uma taxa abaixo de 12% em 2026 ainda seria elevada, mas representaria um alívio frente aos níveis atuais.

No horizonte, porém, as eleições de 2026 começam a ganhar peso, com pesquisas reforçando o quadro de polarização — um fator de preocupação para os mercados.

O rali esperado para os próximos 18 meses dependerá não apenas da política monetária, mas também da formação das expectativas eleitorais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado buscará um projeto reformista e fiscalista para 2027, capaz de destravar reformas estruturais (um projeto assim ajudaria a reancorar as expectativas, abrindo espaço para cortes adicionais).

Por conta disso, movimentos no Centrão indicam tentativa de alinhamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com definição de apoio prevista até o fim do ano ou início do próximo.

De certa forma, mantido um ambiente de relativa pacificação, a tendência positiva vista na última semana pode se sustentar, impulsionada pela expectativa de cortes de juros e pela gradual incorporação de um rali eleitoral aos preços dos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia