🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: Do excepcionalismo ao repúdio

Citando Michael Hartnett, o excepcionalismo norte-americano se transformou em repúdio. O antagonismo nos vocábulos tem sido uma constante: a Goldman Sachs já havia rebatizado as Magníficas Sete, chamando-as de Malévolas Sete

14 de abril de 2025
19:55 - atualizado às 16:12
Bandeira dos EUA com cifrão em cima, representando oportunidade de ganhos com bolsa americana, juros
Imagem: Shutterstock

"Eu não espero pelo dia 
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final
Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem Mundial”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caetano escreveu as palavras acima em 1991. Aquela Nova Ordem Mundial envelheceu, mas a mensagem caberia bem para descrever os acontecimentos recentes. 

Entre as várias movimentações tectônicas, algo novo entrou no radar na última semana: o comportamento dos Treasuries. Os títulos do Tesouro norte-americano são ativos considerados de maior segurança. Em momentos de maior aversão a risco, o “flight to quality” costuma garantir maior demanda por eles; seus preços aumentam, os yields (rendimentos de mercado) diminuem.

Com efeito, a coisa vinha funcionando mais ou menos dessa forma. A melhor descrição do comportamento dos ativos de risco vinha sendo feita por Michael Hartnett, do Bank of America Merrill Lynch.

Durante anos, estivemos sob a ditadura da narrativa sintetizada no acrônimo “AIAI" (All in on artificial intelligence) — a única coisa que subia no mundo basicamente era o setor ligado à inteligência artificial, que funcionava como um aspirador de pó da liquidez global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando o refúgio vira risco

Então, sob o questionamento do excepcionalismo norte-americano diante do “Trumpnomics”, a catálise do evento DeepSeek matou aquela tendência, para iniciarmos uma nova dinâmica, resumida na tríade BIG (Bonds, International and Gold). Estaríamos numa fase para comprar renda fixa norte-americana, ativos internacionais (fora dos EUA) e ouro

Leia Também

O modelo mental funcionava até poucos dias atrás. Ao menos uma das letras do novo acrônimo caiu. A tal renda fixa norte-americana passou a se comportar mal.

Os yields dos Treasuries de 10 anos, que chegaram a menos de 4% recentemente, voltaram a 4,50%. Quem comprou bonds se deu bastante mal, mesmo diante de enorme turbulência global. Os títulos do Tesouro norte-americano, ativos clássicos de segurança, acabaram adicionando risco e volatilidade aos portfólios.

Há várias explicações potenciais para o movimento, a começar por posições técnicas. A exposição comprada em títulos norte-americanos e vendida em futuros, muitas vezes de maneira alavancada, ficou muito povoada (crowded).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a volatilidade recente, algumas liquidações forçadas foram acionadas. Na sequência, dada a disparada vigorosa em poucos dias, os limites de risco estouraram para alguns hedge funds. Num ambiente de liquidez menor, entramos numa espiral deletéria.

Do ponto de vista dos fundamentos, uma comunicação considerada mais dura por membros do Fed e a ideia de que as tarifas representam risco inflacionário ajudam a explicar juros futuros mais altos.

Em paralelo, se penetramos um ambiente de maior incerteza, seria mesmo natural uma escalada do “term premium”, ou seja, a exigência de prêmio (retornos maiores) para se estar posicionado em títulos de prazo mais dilatado.

Um terceiro elemento, no entanto, chama atenção. Diferentemente de outros choques exógenos ou de geopolítica, que tendem a gerar uma corrida para os Treasuries e para os ativos norte-americanos em geral, desta vez ocorre o exato oposto. Temos uma migração de ativos dos EUA, não para os EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Excepcionalismo em xeque

A política econômica errática, a incerteza sobre a preservação norte-americana como parceiro confiável, o ferimento à referência a ser seguida em valores ocidentais clássicos, o desrespeito ao multilateralismo e aos organismos supranacionais e o medo de uma recessão iminente por lá provocam uma fuga de capitais de Wall Street.

Citando mais uma vez Michael Hartnett, ela aponta como, rapidamente, o excepcionalismo norte-americano se transformou em repúdio. O antagonismo nos vocábulos tem sido uma constante: a Goldman Sachs já havia rebatizado as Magníficas Sete, chamando-as de Malévolas Sete.

Nesta segunda-feira mesmo, o Citi revisou para baixo sua recomendação para as ações dos EUA, para a indicação “neutra”, sugerindo, em seu lugar, uma maior alocação a outras geografias conforme a guerra comercial impacta as projeções de crescimento e dos lucros corporativos norte-americanos.

Segundo o banco, as rachaduras no excepcionalismo do país devem persistir, diante de avanços chineses com a inteligência artificial, a expansão fiscal da Europa e a ideia de que a tensão comercial vai ferir principalmente os EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A última vez em que discutimos mudanças no excepcionalismo norte-americano com essa intensidade foi com o estouro da bolha pontocom nos anos 2000. A isso, seguiram-se uma década perdida para as bolsas dos EUA e um superciclo de mercados emergentes. Se substituirmos a palavra  “internet" no final dos anos 90 por inteligência artificial em 2024, talvez seremos lembrados da máxima de que a história não se repete, mas rima. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar