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Por que a aquisição da Desktop (DESK3) pela Claro faz sentido para a compradora e até onde pode ir a Microcap
O grande destaque da Bolsa nos últimos dias é a Desktop (DESK3), que, segundo notícias, está em conversas para ser adquirida pela Claro.
A novidade foi muito bem recebida pelos assinantes do Microcap Alert, que mantém DESK3 como uma das maiores posições da carteira há algum tempo.
A grande dúvida neste momento é se, depois de subir mais de 50% em três semanas, ainda existe espaço para valorização. A minha resposta para essa pergunta é sim, e vou mostrar o motivo.
A Desktop é a maior provedora independente de internet (ISP) do Estado de São Paulo. Além de uma infraestrutura de rede de fibra muito moderna, a companhia está presente em uma região bastante promissora em termos de crescimento e renda.
Foi por isso, inclusive, que, no ano passado, a Vivo também se interessou pela Desktop, mas as conversas não avançaram, provavelmente pela falta de consenso sobre o preço, e talvez porque a Desktop tinha um menor apelo para a gigante.
Isso porque a Vivo já é, de longe, a maior operadora de fibra do Estado de São Paulo, e a compra da Desktop seria pouco transformacional para ela. Para a Claro, a história é bem diferente.
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Apesar de estar praticamente empatada com a Vivo como a maior provedora de banda larga do Estado de São Paulo, boa parte da rede da Claro ainda é de cabos de cobre. Quando consideramos apenas a tecnologia de fibra (FTTH, ou fiber to the home), a Claro é apenas a terceira colocada, atrás justamente da Desktop.

Fonte: Anatel
A aquisição não apenas tornaria a Claro a maior provedora de banda larga do Estado, como reduziria a distância para a Vivo em infraestrutura de fibra e a deixaria bem mais preparada para serviços futuros que só poderão ser oferecidos para clientes com tecnologia de FTTH – como conexões acima de 1 Gbps.
Diferente da Vivo, a Claro tem mais incentivos para comprar a ISP; o problema é: até quanto ela topa pagar?
Segundo a reportagem, o controlador da Desktop, o fundo de private equity HIG, estaria buscando um valuation de até 8x Ebitda, o que significa algo próximo de R$ 30 para cada DESK3, que fechou o pregão de ontem negociando por cerca de R$ 13.
Dadas as condições de mercado, a taxa de juros elevada e a desaceleração de adições de clientes nos últimos meses, esse nos parece um múltiplo difícil de ser aceito pela Claro.
Por outro lado, as negociações com a Vivo no ano passado também mostraram que os controladores não estão dispostos a vender Desktop por qualquer preço.
Alguma experiência de mercado e observação de deals recentes (como o da Brasil Tecpar, em janeiro) me diz que um valuation de 6x Ebitda, em torno de R$ 20/ação, poderia incitar maior convergência entre as duas partes.
Até lá, estamos falando de um potencial de mais de 50% de alta para DESK3, e mesmo que o negócio não seja fechado, permaneceremos como acionistas da melhor ISP do país, com grande potencial de crescimento assim que os juros voltarem a cair no ano que vem.
Desktop está na carteira do Microcap Alert, que já sobe mais de 30% no ano e conta com outras ações com grande potencial de valorização pela frente. Você pode conferir mais sobre a série aqui.
Um abraço e até a próxima semana!
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