🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Depois do incêndio, EUA e China aparecem com baldes d’água: o que está em jogo no cessar-fogo da guerra comercial

A reação brasileira ao armistício tarifário tem sido, no mínimo, peculiar. Se por um lado a trégua parcial afasta o fantasma da recessão global e reacende o apetite por commodities, por outro, uma série de forças contrárias começa a moldar o desempenho do mercado local

13 de maio de 2025
6:08 - atualizado às 7:33
Guerra comercial EUA China
Imagem: Shutterstock

Começamos a semana sob os efeitos de um raro cessar-fogo tarifário: a Casa Branca anunciou que um acordo parcial com a China teria, enfim, sido firmado — ou, pelo menos, apresentado como tal. Segundo os termos divulgados, ambos os lados concordaram em suspender, por 90 dias, a escalada de tarifas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os EUA reduziram suas alíquotas sobre produtos chineses para 30%, enquanto Pequim ajustou suas taxas sobre importações americanas para 10%. Embora os detalhes técnicos sigam pendentes, o simples sinal de racionalidade em meio ao caos geopolítico foi suficiente para reacender o apetite por risco nos mercados globais.

A reação foi rápida e generalizada: as ações americanas subiram, contagiando as bolsas europeias e asiáticas. O petróleo, por sua vez, chegou a avançar cerca de 3% ontem (12), refletindo a percepção de que, com menos atrito entre as duas maiores economias do planeta, a demanda por energia tende a se manter mais firme.

Em um ambiente ainda marcado por ruído político e incertezas externas, qualquer gesto que remeta à previsibilidade tende a ser premiado. A leitura também é positiva para alguns ativos brasileiros que reagem bem à descompressão global.

China x EUA: o que está em jogo?

A Casa Branca tratou logo de rotular o movimento como um “acordo comercial”, embora o conteúdo concreto ainda seja nebuloso. O que se sabe até agora é que a tarifa média entre as duas potências cairá de algo próximo a 125% para cerca de 10%, com exceção das alíquotas de 20% sobre produtos chineses ligados ao fentanil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, trata-se de um cessar-fogo tático, não de um armistício definitivo. As negociações ocorreram no fim de semana, na Suíça, e sinalizam uma tentativa de evitar que a guerra tarifária entre EUA e China contamine ainda mais o ambiente econômico global — ou, ao menos, postergar o estrago.

Leia Também

O objetivo imediato, ao que parece, é garantir uma janela de 90 dias para que as partes voltem à mesa com menos pólvora e mais cálculo. Ainda assim, é preciso cuidado com o otimismo prematuro, afinal, acordos parecidos já foram firmados antes.

Em 2018, uma suspensão semelhante foi anunciada com estardalhaço, mas ruiu em questão de semanas, dando início a 18 meses de tarifas adicionais e culminando em um acordo de “Fase Um” que a China nunca cumpriu integralmente. A guerra comercial, como aprendemos, não termina: apenas muda de forma.

Trégua entre EUA e China ajuda o Brasil?

A reação brasileira ao armistício tarifário tem sido, no mínimo, peculiar. Se por um lado a trégua parcial afasta o fantasma da recessão global e reacende o apetite por commodities com destaque para energia e metais —, por outro, uma série de forças contrárias também começa a moldar o desempenho do mercado local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta das matérias-primas impulsiona os papéis ligados ao setor, o que, por efeito de composição, dá tração ao Ibovespa. Mas esse rali tem nuances: ele não é homogêneo nem inteiramente saudável.

Três vetores adicionais ajudam a explicar esse novo quadro.

Primeiro, observamos uma reversão parcial do fluxo que vinha abandonando os EUA em direção a mercados negligenciados, como os emergentes — uma migração que agora perde tração conforme os receios com o crescimento americano diminuem.

Segundo, o alívio com a desaceleração global reduz a probabilidade de afrouxamento monetário nos EUA, o que empurra para cima as curvas de juros mundo afora — afetando negativamente os ativos mais sensíveis ao juro real no Brasil, como as ações de consumo doméstico e varejo, que vinham liderando os ganhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, há um componente técnico relevante: em um ambiente sem dinheiro novo, investidores estão apenas rotacionando posições — saindo das teses que já andaram (principalmente cíclicos domésticos) para aquelas que estão andando agora (commodities), gerando uma performance mais heterogênea dentro do índice.

Um alívio conjuntural ou estrutural?

O que temos neste momento é um alívio conjuntural, não uma solução estrutural. O conflito comercial segue em suspenso, não resolvido.

A disputa entre o protecionismo americano e a busca chinesa por autonomia industrial continuará ditando os rumos das cadeias globais e, por extensão, dos ativos brasileiros.

Ainda assim, esse hiato tarifário — por mais frágil que seja — pode continuar favorecendo o Brasil de maneira mais ampla do que o mercado parece precificar. Afinal, enquanto o mundo se reorganiza, o tempo pode servir tanto para um recomeço quanto para preparar o próximo embate.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje

16 de dezembro de 2025 - 8:23

Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?

16 de dezembro de 2025 - 7:13

Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg

15 de dezembro de 2025 - 19:55

O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje

15 de dezembro de 2025 - 7:47

O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026

VISÃO 360

Como enterrar um projeto: você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?

14 de dezembro de 2025 - 8:00

Talvez você ou sua empresa já tenham sua lista de metas para 2026. Mas você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar