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Enquanto os gestores estão chupando o dedo, assistindo boas oportunidades passar sem poder fazer nada, você pode começar a montar uma carteira de ações de empresas sólidas por valuations que raramente são vistos
O alarme toca às 5h20. Cinco minutos depois, Luís já está na academia do prédio.
Do lado da porta de entrada, lê-se na placa de avisos que só é permitido fazer exercício depois das 6h. Mas Luís quer que se dane. Defende que se começasse às 6h não chegaria cedo o bastante no escritório para ler tudo o que precisaria antes de o mercado abrir.
Isso até tem um fundo de verdade, mas suspeito que o verdadeiro motivo é porque ele não gosta muito de pessoas, e prefere usar a academia sozinho – não julgo.
Fato é que pouco tempo depois ele já está no escritório para tomar as decisões do dia. Mas mal sabia ele que teria uma ótima surpresa naquele dia.
Quando chega no escritório, sua primeira tarefa é olhar o relatório feito pelo estagiário na noite anterior, com o desempenho da carteira de ações do fundo, e um resumo do que mais subiu e caiu nos dias anteriores.
Luís é do tipo fechado e raramente sorri, mas a queda de -10% de sua elétrica preferida no mês anterior resultou no primeiro sorriso em semanas.
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Em poucos minutos abriu o modelo no excel, fez alguns ajustes e viu que sua amada estava negociando por 7x o valor da firma/ebitda. “Caramba, não vejo ela por esse múltiplo desde 2015!”
Ligou para o analista que cobre o setor para confirmar se não estava deixando passar algo, de quem prontamente ouviu: “É isso mesmo! Sua conta está certa".
Estava quase tudo certo para o Luís fazer o investimento, ele só esqueceu de um “pequeno” problema. O fundo não tinha mais dinheiro!
Com a onda de resgates, Luís não só não poderia comprar novas ações como ainda precisaria vender algumas para pagar os cotistas que resolveram sair do fundo.
Voltando às ações da elétrica, nem Luís, nem uma série de outros fundos conseguiriam comprá-las porque praticamente toda a indústria está sofrendo do mesmo mal: resgates aos montes.
Mesmo com oportunidades excelentes e ações em níveis historicamente muito baixos, muitos gestores não podem fazer nada além de torcer para que as oportunidades ainda estejam lá quando os resgates cessarem.
Essa é uma das grandes vantagens que você tem sobre os gestores. Enquanto eles estão chupando o dedo, assistindo boas oportunidades passar sem poder fazer nada, você pode começar a montar uma carteira de ações de empresas sólidas por valuations que raramente são vistos.
A Equatorial (EQTL3), a tal empresa do setor elétrico, queridinha do Luís e de muitos outros gestores, possui uma das histórias mais bem-sucedidas da bolsa e é um ótimo exemplo.
Mesmo no negócio de distribuição de energia, que é pouco sensível ao aumento da Selic, as ações desabaram, acompanhando a piora das taxas de juros e chegando a múltiplos poucas vezes vistos.
Há diversos outros casos parecidos com este, de ações sofrendo mais do que deveriam por conta do mau humor e dos resgates, mas que abriram ótimas oportunidades de compra pensando em um horizonte mais dilatado – casos de Itaú (ITUB4) e B3 (B3SA3), por exemplo.
No Onde Investir em 2025, programa do Seu Dinheiro que foi ao ar nesta semana, eu falo sobre algumas dessas companhias que, além de descontadas, prometem ótimos dividendos para você atravessar este ano que começa difícil para os gestores – por sorte, você não é um deles.
Um abraço e até a próxima!
Ruy
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