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Certamente, a tese de Vale é muito menos sexy do que a da inteligência artificial. Por outro lado, quando muito pessimismo já está precificado, a chance de o mercado ser surpreendido negativamente também diminui e abre portas para reações positivas fortes como a de ontem (20)
Os jornais não perderam a oportunidade de exaltar o primeiro prejuízo trimestral da Vale (VALE3) desde 2019.
Mas o que muita gente não conseguiu entender é que mesmo com esse resultado aparentemente ruim, as ações da mineradora chegaram a saltar mais de 4% durante o pregão de ontem. Qual é o motivo dessa contradição?
Mais importante: vale a pena comprar VALE3 agora?
Resumindo o 4T24, a receita da Vale caiu -22%, o Ebitda -40% e última linha ainda mostrou um prejuízo. Com tanto número negativo, é difícil defender que o resultado foi bom, né?
Mas a verdade é que esses números já eram amplamente esperados pelo mercado depois da queda dos preços do minério, e mesmo ruins, não foram decepcionantes porque já se esperava muito pouco deles.
Por outro lado, o anúncio trouxe algumas notícias positivas inesperadas, por exemplo a queda de quase -10% dos custos de produção (C1) e do custo do minério entregue na China (all-in).
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Depois de anos decepcionando os investidores, é possível observar no gráfico abaixo uma clara trajetória de melhora.
Isso é muito importante para uma companhia que produz commodities, porque ela não controla o preço dos produtos que vende. O que está ao seu alcance são os custos e a quantidade, que também tem começado a mostrar um crescimento interessante, depois de alguns anos decepcionantes.
Quanto menores os custos e maior a produção, melhor tende a ser a rentabilidade e a capacidade de a companhia atravessar cenários com preços baixos do minério.
Outra boa notícia foi a redução do capex. A gestão disse que agora espera investir US$ 5,9 bilhões em 2025, US$ 600 milhões a menos do que estava planejando. Esse contenção é especialmente importante em 2025, ano que teremos alguma pressão no fluxo de caixa por conta das reparações de Mariana.
Por fim, a companhia ainda anunciou quase US$ 2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (cerca de 20% acima do que o mercado projetava), além de um programa de recompra de ações equivalente a quase 3% do capital.
Ou seja, mesmo que os resultados não tenham sido empolgantes, o mercado já não esperava muita coisa, e ainda recebeu de brinde algumas boas notícias que apontam para resultados melhores no futuro.
Esse tipo de reação – ação subir mesmo com resultados ruins – é típico de companhias que estão negociando por valores descontados, das quais já não se tem grandes expectativas.
Esse é exatamente o caso de Vale, que negocia por 3,5x Valor da Firma/Ebitda e um dividend yield de quase dois dígitos.
Com a China desacelerando e receios de sobreoferta de minério no mundo, a verdade é que ninguém espera muita coisa dela. Certamente, essa é uma tese muito menos sexy do que Inteligência Artificial, carros elétricos, semicondutores...
Por outro lado, quando muito pessimismo já está precificado, a chance de o mercado ser surpreendido negativamente também diminui bastante, e inclusive abre portas para reações positivas fortes como a de ontem.
Baseada na estratégia de comprar ótimas empresas, que têm boas chances de surpreender o mercado e que também paguem ótimos dividendos, a série Vacas Leiteiras já acumula alta superior a 10% em 2025, contra apenas 6% do Ibovespa.
A Vale faz parte dessa carteira, mas existem várias outras ótimas companhias que você pode conferir aqui.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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