Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Balanço do mercado de capitais

Sem IPOs e com restrições a CRIs, CRAs, LCIs e LCAs, renda fixa domina emissões no 1º semestre; debêntures batem recorde de captação

Ofertas no mercado de capitais totalizaram R$ 337,9 bilhões no período, sendo que R$ 206,7 bilhões corresponderam a debêntures; ofertas de ações totalizaram apenas R$ 4,9 bilhões

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
17 de julho de 2024
19:30 - atualizado às 19:00
Obra de insfraestrutura; debêntures de infraestrutura
Debêntures incentivadas, que financiam projetos de infraestrutura, atraíram os investidores após mudança na regulação de papéis isentos de IR. Imagem: Shutterstock

Com a volatilidade e as incertezas que rondam o mercado brasileiro – particularmente aquelas ligadas à política monetária norte-americana – os IPOs secaram no Brasil e mesmo as ofertas subsequentes de ações não têm sido tão frequentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas este cenário mais difícil para a bolsa deu espaço para a renda fixa brilhar no primeiro semestre deste ano. A classe de ativos favorita dos brasileiros correspondeu a 90% do volume de emissões no mercado de capitais, segundo dados da Anbima divulgados nesta quarta-feira (17).

As ofertas no mercado de capitais atingiram R$ 337,9 bilhões na primeira metade do ano, sendo que apenas as emissões de títulos de renda fixa foram responsáveis por nada menos que R$ 305 bilhões, ambas cifras recordes. Já as emissões de renda variável corresponderam a apenas R$ 4,9 bilhões, nível bastante inferior aos semestres anteriores.

Mudanças nas regras de LCI, LCA, CRI e CRA impulsionam debêntures

Dentro da renda fixa, destacaram-se as debêntures, títulos de dívida emitidos por empresas, que além de darem vazão à necessidade de capital das empresas em um momento de seca de ofertas na bolsa, também foram o destino preferido dos recursos que buscavam uma alternativa isenta de imposto de renda após a mudança nas regras de CRIs, CRAs, LCIs e LCAs no início do ano.

Isso porque as debêntures incentivadas, aquelas que captam recursos para projetos de infraestrutura, são isentas de IR para as pessoas físicas, assim como os fundos destinados ao varejo que investem majoritariamente nesses títulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, com o aumento do prazo de carência de LCIs e LCAs de três para 12 e nove meses, respectivamente, os investidores individuais correram para o ativo que consideraram como a alternativa e que não tem esse tipo de restrição de liquidez.

Leia Também

Além disso, houve um temor de que as regras de emissões de debêntures também pudessem ser alteradas, o que levou os investidores a se anteciparem e já alocarem seus recursos nesse mercado.

As debêntures captaram R$ 206,7 bilhões no primeiro semestre, o maior volume da série histórica para esse intervalo de tempo. Só as incentivadas representaram um volume de R$ 64,4 bilhões no período, também um recorde, superando até mesmo a já elevada captação de R$ 55,1 bilhões do segundo semestre de 2023.

O valor captado pelas debêntures incentivadas no primeiro semestre, aliás, supera todo o volume anual de 2021 e 2022 e quase empata com o volume de 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CRIs e CRAs não se saíram mal

Mas apesar das restrições impostas às emissões de CRIs e CRAs, esses títulos incentivados não fizeram feio no semestre. As emissões de CRIs chegaram a R$ 31,4 bilhões no semestre, enquanto as de CRAs totalizaram R$ 19,4 bilhões, captações recordes para o período. Em ambos os casos, o volume ficou apenas um pouco abaixo do semestre anterior e superou com folga o primeiro semestre de 2023.

“No caso de CRIs e CRAs ainda não conseguimos sentir na totalidade os efeitos das novas regras, mas o volume teria sido ainda maior sem a mudança na regulação”, disse Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, em coletiva de imprensa na tarde de hoje.

Participação de pessoas físicas caiu, mas num volume muito maior

A participação das pessoas físicas na oferta de debêntures no primeiro semestre foi de 3,2%, bem inferior aos 6,3% do semestre anterior e aos 4,3% do primeiro semestre do ano passado. Entre as incentivadas, as pessoas físicas responderam por 9,1% da captação no período, ante 18% na segunda metade de 2023 e 25,9% na primeira metade.

“Caiu a participação de pessoa física, mas o volume emitido no primeiro semestre foi muito maior”, diz Maranhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os fundos de investimento ampliaram bastante a participação nas emissões em ambos os casos, ficando com 46,1% da emissão de debêntures no primeiro semestre (contra 27,5% e 27% nos dois semestres anteriores) e 19,6% das emissões de debêntures incentivadas (contra 14,8% e 8,6% dos dois semestres anteriores). Maranhão lembra, porém, que a maioria dos cotistas dos fundos são pessoas físicas.

ONDE INVESTIR EM JULHO: OS MELHORES INVESTIMENTOS - AÇÕES, FIIs, BDRs, DIVIDENDOS, CRIPTO E ALOCAÇÃO

Chama a atenção o tamanho da participação de investidores ligados às ofertas, como os bancos coordenadores, que no primeiro semestre correspondeu a quase metade do volume de debêntures e a 66,1% do volume de debêntures incentivadas – neste último caso, um percentual maior do que nos períodos anteriores.

Segundo Guilherme Maranhão, porém, tal fenômeno não significa que o mercado está desaquecendo, pois a movimentação no mercado secundário – quando um investidor compra o papel de outro, em vez de comprar do emissor na oferta – se mostrou aquecida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso das debêntures em geral, o volume negociado no secundário cresceu 30,7% no primeiro semestre em relação ao anterior, para R$ 334,7 bilhões. O número de negociações, por sua vez, aumentou 30,4%, para R$ 680 milhões.

Já o volume negociado no mercado secundário de debêntures incentivadas cresceu 53,4% no primeiro semestre em relação ao anterior, para R$ 120,4 bilhões.

Ofertas de ações têm queda forte

Sem IPOs nos últimos dois anos – e, pelo visto, caminhando para o terceiro ano sem novas ofertas públicas iniciais de ações –, o mercado de capitais brasileiro teve somente seis ofertas de renda variável no primeiro semestre, todas subsequentes (follow-ons).

O volume movimentado foi de apenas R$ 4,9 bilhões, bem inferior aos R$ 17,9 bilhões do segundo semestre de 2023 e aos R$ 13,5 bilhões do primeiro semestre do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRÉDITO PRIVADO

Pessimismo entre gestores de crédito atinge nível recorde em abril — e estes são os quatro setores para passar longe na renda fixa

17 de abril de 2026 - 15:40

Relatório da Empiricus com gestores de crédito atingiu o pico de pessimismo em abril, diante do alinhamento de más notícias para a classe de renda fixa

CRÉDITO PRIVADO

Aegea: alto endividamento e revisão no balanço muda status da renda fixa da empresa; Águas do Rio se afoga junto, e IPO fica para 2027

14 de abril de 2026 - 15:05

Debêntures e bonds da companhia de saneamento estão sendo penalizados em meio ao aumento da percepção de risco

RENDA FIXA

CDB vs. LCA: qual papel de renda fixa está pagando mais e em qual vale a pena investir agora?

13 de abril de 2026 - 19:10

Levantamento da Quantum Finance mostra que a reprecificação da renda fixa também chegou aos títulos de emissão bancária em março

CREDOR X ACIONISTA

Ações da Hapvida (HAPV3) sobem 24,5% na semana, mas otimismo não chega nas debêntures: prêmio de risco está na faixa de CDI +8%

11 de abril de 2026 - 11:05

Troca de CFO e possível venda de ativos animou os acionistas, mas repercussão nos títulos de dívida foi mais comedida

CARTEIRA RECOMENDADA

Além do Tesouro Selic e do CDI: recomendações de renda fixa para abril reafirmam atratividade de títulos IPCA+

9 de abril de 2026 - 17:34

A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas

RENDA FIXA

A maré virou: fundos de debêntures ficam abaixo do CDI em março e investidores de renda fixa começam a pular do barco

9 de abril de 2026 - 13:26

Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida

CRÉDITO (IN)SEGURO

As agências de rating erraram? O que as revisões bruscas das notas de empresas encrencadas revelam sobre o papel da classificação de risco

9 de abril de 2026 - 6:05

Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master

RENDA FIXA

Empresas estão ‘perdendo a vergonha’ de pôr credor para pagar a conta, diz sócio da Vinland, diante de enxurrada de recuperações

8 de abril de 2026 - 19:30

Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais

RENDA FIXA + ETFS

Proteção contra a inflação e uma mesada: este ETF de renda fixa investe em Tesouro IPCA+ de um jeito diferente e ainda paga dividendos

1 de abril de 2026 - 19:02

O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa

BALANÇO DO MÊS

Tesouro Selic e CDI: só ganharam em março os investimentos que nunca perdem

31 de março de 2026 - 19:40

Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano

DEBÊNTURES E BONDS

Renda fixa privada: juro alto é a pedra no sapato dos títulos de dívida de empresas brasileiras; mas no exterior, investidor pode ousar mais

31 de março de 2026 - 18:50

É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores

NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia