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Mercado agora espera que corte de juro seja menos intenso, e mudanças nos títulos isentos ocasionou alta da demanda por debêntures incentivadas, com queda nas taxas; para onde a renda fixa deve ir, então?
O mercado de renda fixa vem passando por uma fase de mudanças. Por um lado, o governo alterou as regras de títulos isentos como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs, restringindo emissores e/ou ampliando prazos de carência, ocasionando uma debandada de recursos para outros investimentos isentos, como debêntures incentivadas (que viram suas remunerações caírem) e fundos imobiliários.
Por outro, a escalada das tensões geopolíticas, os números fortes da economia americana e dados de inflação acima das estimativas nos Estados Unidos adiaram ainda mais a expectativa de início de cortes de juros nos EUA e levaram o mercado local estimar que a Selic pode terminar o ciclo de corte ainda em dois dígitos.
O próprio Banco Central brasileiro sinalizou, na sua última reunião, que o próximo corte de juros deve ser o último na magnitude de 0,50 ponto percentual.
Com todas essas mudanças de expectativas em relação ao que se esperava no início de 2024, onde investir em renda fixa agora?
Reuni a seguir as recomendações feitas neste mês de abril por algumas das principais corretoras e bancos brasileiros, tanto entre os títulos públicos quanto entre os títulos privados isentos (CRIs, CRAs e debêntures incentivadas). Confira:
Segundo o Itaú BBA, os títulos pós-fixados são os grandes beneficiados diante da possibilidade de um fim antecipado no ciclo de cortes na Selic. Assim, o banco manteve sua recomendação de alocação em Tesouro Selic 2027 (com peso de 30% da carteira de títulos públicos), indicação que a XP também fez, mas especificamente para a reserva de emergência.
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Para o Itaú BBA, o título indexado à taxa Selic "cumpre as funções de prover liquidez à carteira, amortecer a volatilidade e continuar a rentabilizar o capital acima da taxa de inflação".
O banco também manteve suas recomendações em Tesouro IPCA+ 2029 (com peso de 30% da carteira de títulos públicos) como proteção contra surpresas inflacionárias, além de poder se beneficiar da eventual compressão dos juros futuros em um possível cenário de retomada do otimismo; e em Tesouro IPCA+ 2045 (com peso de 20% da carteira), que também pode se beneficiar de uma possível queda nas taxas com a retomada do otimismo, ainda mais com sua taxa atual elevada, em mais de 6% ao ano + IPCA.
"Como mencionado ao longo desta carta, continuaremos a observar o cenário desafiador para os ativos locais ao longo dos próximos meses. Contudo, o panorama mais restritivo de curto prazo pode abrir espaço para taxas ainda mais baixas à frente, razão pela qual títulos intermediários e longos deverão observar retomada da tendência de alta, com expectativa de superar a rentabilidade dos pós-fixados no acumulado de 2024", diz o Itaú BBA em relatório.
Quem também escolheu um Tesouro IPCA+ de prazo intermediário foi a XP, porém o papel com Juros Semestrais (NTN-B) e vencimento em 2028, não encontrado no Tesouro Direto, apenas no mercado secundário de títulos públicos.
Entre os prefixados, a corretora indicou o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) com vencimento em 2029, também encontrado apenas no mercado secundário.
Já o Itaú BBA manteve uma posição em Tesouro Prefixado 2027 (com peso de 20% da carteira de títulos públicos), este sim encontrado no Tesouro Direto.
Finalmente, o Santander manteve sua indicação de vários meses em Tesouro IPCA+ 2035, que atua, ao mesmo tempo, como proteção contra a inflação em caso de piora da percepção de mercado, com consequente alta do dólar, como vem ocorrendo; e como título com potencial de valorização, caso haja melhora da percepção do mercado e queda nos juros futuros.
| Título público | Remuneração anual no vencimento | Recomendado por | Disponível no Tesouro Direto? |
| Tesouro Selic 2027 | SELIC + 0,1043%* | XP e Itaú | Sim |
| Tesouro Prefixado 2027 | 10,93%* | Itaú | Sim |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2028 | 10,19%** | XP | Não |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 | IPCA+ 5,32%** | XP | Não |
| Tesouro IPCA+ 2029 | IPCA + 6,01%* | Itaú | Sim |
| Tesouro IPCA+ 2035 | IPCA + 6,06%* | Santander | Sim |
| Tesouro IPCA+ 2045 | IPCA + 6,11%* | Itaú | Sim |
Já o BTG Pactual e a XP Investimentos fizeram recomendações também de títulos privados de renda fixa isentos de imposto de renda para a pessoa física, ao contrário dos títulos públicos.
São debêntures incentivadas (emitidas para financiar projetos de infraestrutura), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) que essas instituições financeiras acreditam ainda oferecer uma boa relação risco-retorno, mesmo depois da forte queda nas taxas desses papéis com a alta da demanda neste início de ano.
Lembrando que as instituições financeiras costumam recomendar títulos de crédito privado que estão disponíveis nas suas plataformas de investimento, então não necessariamente será possível encontrar esses papéis disponíveis para compra em outras plataformas.
| Título | Vencimento | Remuneração anual no vencimento** | Rating |
| CRA Atacadão (CRA02300W3Q) | 15/01/2031 | IPCA + 6,25% | brAAA (S&P Global) |
| Debênture Energisa (ENGIB9) | 15/09/2033 | IPCA + 5,75% | AA+.br (Moody's Local) |
| CRA Unidas (CRA02300VBT)* | 15/12/2028 | CDI + 1,30% | AA.br (Moody's Local) |
A XP diz estar mais construtiva para o varejo em 2024, por esperar recuperação de consumo decorrente de uma melhora na renda disponível e no nível de endividamento dos consumidores devido a três fatores: queda de juros, inflação mais controlada e normalização da oferta de crédito.
"Em nossa opinião, o poder de compra deve melhorar gradualmente ao longo do ano, com resultados mais relevantes a partir do segundo trimestre do ano em razão da sazonalidade do varejo", diz a corretora.
Anda assim, segmentos mais defensivos, como farmácias, cuidado pessoal e varejo alimentar, como é o caso do Atacadão, assim como os segmentos expostos à alta renda têm melhor perspectiva, por serem essenciais e/ou terem demanda mais constante.
A Energisa atua nos segmentos de distribuição e transmissão de energia elétrica. Para as distribuidoras, a XP espera crescimento do consumo, devido a uma perspectiva de melhora da atividade econômica. A corretora estima que o PIB brasileiro cresça 1,5% em 2024.
O risco é o alto grau de endividamento das famílias, que pode aumentar os indicadores de inadimplência das empresas, afetando sua geração de caixa.
Já o segmento de transmissão é mais resiliente e conservador, dada a independência entre demanda e geração de receita, que é fixa (determinada no contrato de concessão e reajustada anualmente pela inflação), nota a XP. "Deste modo, acreditamos que o setor deva permanecer relativamente estável."
A locadora de veículos pode se beneficiar de uma possível aceleração do crescimento do aluguel com a melhora do cenário macroeconômico, continuidade da alocação de capital na gestão e terceirização de frotas (GTF) e da normalização, no médio prazo, do segmento de seminovos, após os efeitos atípicos dos anos da pandemia sobre os preço dos carros.
Já para o aluguel de veículos pesados, a corretora destaca o cenário possivelmente mais positivo para a expansão de frota conforme os preços dos caminhões Euro 6 (normas que definem os limites máximos de emissão de poluentes veiculares) normalizam em níveis mais baixos; a recuperação das vendas de máquinas agrícolas e caminhões; e a continuidade da forte performance de locação, mercado pouco penetrado e com grande potencial de expansão.
| Título | Vencimento | Remuneração anual no vencimento*** | Rating local |
| CRA Armac (CRA022007KH) | 15/06/2029 | IPCA + 6,53% | AA- |
| Debênture Vero (VERO13)* | 15/03/2031 | IPCA + 7,74% | A+ |
| Debênture 3R Petroleum (RRRP13) | 15/10/2033 | N/D | A+ |
| Debênture Equatorial Goiás (CGOS24)** | 15/10/31 | IPCA + 5,80% | AAA |
| Debênture Rota das Bandeiras (CBAN12) | 15/07/34 | IPCA + 6,19% | AAA |
| Debênture Hélio Valgas (HVSP11) | 15/06/38 | IPCA + 6,39% | AA- |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS14) | 15/05/43 | IPCA + 6,81% | AAA |
| CRA Madero (CRA02300MZT)* | 29/10/29 | CDI + 2,90% | A- |
| CRA Minerva (CRA02300MJ9) | 15/09/28 | CDI + 0,70% | AAA |
| CRI Original Holding - Automob (22L2288683) | 15/04/30 | CDI + 1,30% | AAA |
| Debênture Origem Energia (ORIG21)* | 15/12/35 | 12,63% | A |
Para o mês de abril, o BTG retirou o CRI da Yduqs (23J1142031) e a debênture Mata de Santa Genebra (MSGT33), que, devido à alta demanda, se valorizaram e tiveram uma queda nas suas taxas de remuneração.
Houve a inclusão das debêntures da 3R Petroleum (RRRP13), da Vero (VERO13) e da Origem Energia (ORIG21), bem como do CRA Madero (CRA02300MZT). O BTG, no entanto, lembra que a retirada de ativos da carteira não necessariamente significa uma recomendação de venda.
A debênture da petroleira júnior apresenta um prêmio de crédito atrativo, considerando os ativos maduros da companhia, sua posição de destaque no setor e a perspectiva de fusão com a Enauta.
A debênture da empresa de telecomunicações apresenta prêmio de crédito atrativo, considerando que se trata do maior provedor de serviços de internet do setor em faturamento, margens e número de assinantes, bem como as perspectivas de sinergias promissoras após a fusão com a Americanet.
O CRA da rede de hamburguerias apresenta prêmio de crédito atrativo considerando sua desalavancagem constante, capex mais conservador e maior geração de fluxo de caixa livre.
O BTG Pactual diz continuar vendo solidez no case da empresa de óleo e gás (que já teve outras debêntures na carteira recomendada do banco) devido à sua baixa alavancagem, previsibilidade de geração de caixa e potencial de valorização do ativo. "Mas agora vemos maior retorno na série prefixada, após fechamento do IPCA", diz o banco.
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