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Se não houver uma melhora no cenário hidrológico do país, horário de verão pode voltar em novembro, afirmou ministro de Minas e Energia
O horário de verão foi adotado anualmente no Brasil por 33 anos. Até que em 2019, o governo de Jair Bolsonaro extinguiu a sua prática, com a justificativa de que a economia de energia no período não seria relevante.
Mas agora, para a alegria de uns, tristeza de outros e pela saúde energética do país, o governo está considerando voltar com o horário a partir de novembro, conforme disse o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta quarta-feira (02).
Embora a decisão não esteja oficialmente tomada, o ministro explicou que, se não houver uma melhora no cenário hidrológico do país nos próximos dias, o horário de verão pode voltar a ser uma realidade.
Isso porque a geração de energia no Brasil está ameaçada pela seca extrema, que diminui o nível dos reservatórios hidrelétricos, principal fonte energética do país. Além disso, as altas temperaturas aumentam o consumo de energia devido ao maior uso de eletrodomésticos como o ar-condicionado.
Com isso, a energia ficou mais cara em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a vigência da bandeira tarifária vermelha, que passa a valer neste mês.
De acordo com o estudo realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a retomada do horário de verão poderia resultar em:
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Para o ministro Alexandre Silveira, além do horário de verão ter um papel importante na segurança energética no país, ele também ajuda a manter as tarifas de energia em um nível acessível para os consumidores. Em outras palavras, ele contribui para que a conta de luz tenha um preço justo.
No mês passado, o CEO da Azul, John Rodgerson, reconheceu que o possível retorno do horário de verão teria impacto no planejamento de voos. Para o executivo, seriam necessários 45 dias, no mínimo, para a reprogramação.
Segundo nota assinada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e outras entidades (ALTA, IATA e JURCAIB), a adoção repentina do novo horário pode prejudicar passageiros, causando alterações de horários dos voos e eventuais problemas com embarques e conexões.
Hoje, o ministro de Minas e Energia afirmou que já esteve reunido com representantes das companhias aéreas.
Caso a medida seja aprovada, os moradores do Distrito Federal e dos estados abaixo precisarão adiantar o relógio em uma hora a partir de novembro:
O horário deve vigorar até fevereiro do ano seguinte, conforme estipulado no último decreto.
*Com informações do Estadão Conteúdo e CNN
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