O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os mercados nesta sexta-feira (12) refletem a gravidade da situação geopolítica, com o petróleo tipo Brent batendo em US$ 92 o barril. Por aqui, o Ibovespa cai e o dólar atinge o maior valor em seis meses, a R$ 5,14.
“Israel precisa ser punido e será”. Foi assim que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, jurou vingança ao suposto ataque de Israel à embaixada de seu país em Damasco no dia 1 de abril — poderia ser mentira, mas não é e o mundo vê agora as maiores potências do planeta emitindo alertas de segurança para uma revanche que pode acontecer nas próximas 48 horas.
Os mercados nesta sexta-feira (12) refletem a gravidade da situação geopolítica. O petróleo tipo Brent — usado como referência internacional — já chegou a US$ 92 o barril, uma cotação mais elevada do que os US$ 86 do dia seguinte ao início da guerra entre Israel e o Hamas.
O ouro, por sua vez, renova recordes sucessivos; o dólar dispara — por aqui, a moeda norte-americana já encostou em R$ 5,14 e pode subir ainda mais — e os yields dos Treasurys renovam mínimas. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Nos quatro cantos do mundo, os investidores estão em busca de abrigo e não é para menos: a prometida vingança do Irã contra Israel tem potencial para ampliar a guerra em curso em Gaza e deve colocar fogo de vez no Oriente Médio — ainda mais quando os envolvidos têm armas nucleares.
A partir de agora, o Seu Dinheiro traça a linha do tempo dessa rivalidade e lista os principais pontos dos eventos que podem escalar o conflito na região nas próximas horas.
O ódio entre Irã e Israel é conhecido no mundo, mas nem sempre foi assim. O Irã, por exemplo, foi o segundo país de maioria muçulmana a reconhecer Israel como um estado soberano, depois da Turquia.
Leia Também
As relações entre os dois países podem ser divididas em quatro fases principais:
Foi só depois da Revolução Islâmica de 1979 que o Irã cortou os laços diplomáticos e comerciais com Israel e o governo teocrático deixou de reconhecer a legitimidade de Israel como Estado.
A mudança da paz para a hostilidade aberta começou na década de 1990, pouco depois do colapso da União Soviética e da derrota do Iraque na Guerra do Golfo, quando o poder relativo no Médio Oriente foi transferido para Irã e Israel.
O conflito se intensificou quando o governo de Yitzhak Rabin adotou uma postura mais agressiva em relação ao Irã. O conflito retórico esquentou ainda mais na presidência de Mahmoud Ahmadinejad, que fazia sucessivas declarações inflamadas contra Israel.
Outros fatores que contribuíram para a escalada das tensões bilaterais incluem:
A guerra de Israel contra o Hamas, apoiado pelo Irã, começou em 7 de outubro de 2023, após um ataque terrorista do grupo que controla a Faixa de Gaza. O conflito levou à ofensivas contra facções no Líbano, no Iêmen e na Síria — que os israelenses consideram representantes de Teerã.
Os iranianos, no entanto, insistem que não estão coordenados com os grupos militantes nas ofensivas — embora tenha elogiado o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro.
Mas o que coloca Israel em alerta máximo agora são as múltiplas ameaças e os sinais dos serviços de inteligência de que o Irã lançaria um ataque contra alvos israelenses em uma tentativa de vingar o ataque aéreo de 1 de abril contra um prédio da embaixada iraniana na capital síria, Damasco.
A ação matou vários comandantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) — uma espécie de força de elite do Irã — incluindo dois generais.
Tanto Teerã como Damasco culparam Israel pelo ataque à embaixada e prometeram vingança, embora Tel Aviv não tenha comentado o assunto.
De acordo com relatórios da inteligência norte-americana ao qual o The Wall Street Journal teve acesso, o Irã pode lançar um ataque em solo israelense nas próximas 24 horas a 48 horas.
De acordo com o Journal, que cita um conselheiro do IRGC, a Guarda forneceu ao líder supremo do Irã várias opções para atacar os alvos israelenses.
Segundo a fonte, entre as possibilidades estão um ataque direto a Israel com sofisticados mísseis de médio alcance.
Mas Khamenei ainda não decidiu sobre os planos. O aiatolá estaria preocupado sobre a possibilidade de um ataque direto sair pela culatra, com os projéteis sendo interceptados e Israel respondendo com uma retaliação pesada à infraestrutura estratégica do Irã.
Nesse barril de pólvora, EUA e Europa estão trilhando uma linha tênue com a China: denunciam a segunda maior economia do mundo como um risco comercial ao mesmo tempo em que querem que Pequim use sua considerável influência diplomática com países isolados pelas sanções ocidentais.
A China é parceira comercial crítica da Rússia e do Irã, sendo um dos principais destinos das exportações de petróleo. Os três países também são membros do Brics, grupo de países emergentes que também tem o Brasil.
De olho nessa posição estratégica de Pequim, diplomatas ocidentais aumentaram a pressão para evitar que o Irã incendeie o Oriente Médio com um ataque direto de retaliação contra Israel.
O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, conversou com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e autoridades na Turquia e na Arábia Saudita, pedindo que “deixassem claro que a escalada não é do interesse de ninguém e que os países deveriam instar o Irã a não escalar”.
“Também nos envolvemos com aliados e parceiros europeus nos últimos dias e instámo-los a enviar uma mensagem clara ao Irão de que a escalada não é do interesse do Irã, não é do interesse da região e não é do interesse do mundo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller.
A Alemanha, cujo chanceler Olaf Scholz visitará a China na próxima semana, também está em contato com Pequim sobre a questão do Irã. Os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido e da Austrália também instaram o Irã a não aprofundar o conflito.
Só que apesar dos apelos para o esfriamento dos ânimos, os EUA estão dispostos a defender Israel em caso de ataque direto do Irã.
O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, telefonou no fim da quinta-feira (11) ao ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para reassegurar que Washington defenderia seu mais próximo aliado na região caso o Irã ataque em solo israelense.
"Israel poderia contar com todo o apoio dos EUA para defendê-lo contra ataques iranianos, os quais Teerã ameaçou publicamente realizar", afirmou um porta-voz do Pentágono.
“Determinamos uma regra simples: quem nos prejudicar, nós iremos prejudicar também. Estamos preparados para atender a todas as necessidades de segurança do Estado de Israel, tanto defensivamente quanto ofensivamente”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Qualquer ataque direto do Irã em solo israelense e a consequente resposta de Tel Aviv aumentaria o impacto internacional do conflito de Gaza, que já havia repercutido nos mercados por meio do aumento dos preços do petróleo e das perturbações comerciais causadas pelos ataques iemenitas no Mar Vermelho.
Nesta sexta-feira (12), o petróleo tipo Brent — usado como referência internacional — bateu em US$ 92, impulsionando as ações de gigantes do setor como Exxon Mobil, que atingiram máxima histórica intradiária a US$ 123,74.
A Petrobras (PETR4) é uma das poucas petroleiras que vai na contramão do rali do setor de energia no mundo, pressionada por declarações o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que disse que a empresa não pensa em substituir o presidente do Conselho de Administração, Pietro Mendes, afastado pela justiça.
No mercado de câmbio, o dólar ganha força. Por aqui, a moeda bateu máxima em seis meses, a R$ 5,14 no mercado à vista. O Seu Dinheiro explicou o que mexe com a moeda norte-americana hoje.
O sentimento de aversão ao risco e a busca por abrigo também mexe com o mercado de dívida norte-americano, considerado o mais seguro do mundo. Os juros dos Treasurys seguem operando em queda, depois de atingirem mínimas mais cedo.
Entre as bolsas, com raras exceções como Londres — que subiu por ter nas commodities metálicas um peso grande — a tendência também é de queda. Wall Street opera com perdas de mais de 1%, movimento acompanhado de perto pelo Ibovespa.
Os Estados Unidos liberaram a isenção de sanções para as vendas de petróleo e derivados russos em março
A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%
UBS WM revisou o alvo para o índice MSCI Emerging Markets para 1.680 pontos até dezembro de 2026, representando um potencial de dois dígitos, ancorado em uma previsão de crescimento de lucros de 33% para as empresas desses países
Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento
O líder chileno participou do Latam Focus 2026, evento organizado pelo BTG Pactual, que reuniu a nata do mundo político e empresarial em Santiago, e mandou um recado para os investidores
Finlândia, o país “mais feliz do mundo”, abre oportunidade para profissionais brasileiros que querem ganhar em euro.
A companhia aérea vai passar a tesoura em rotas de curta distância programadas até outubro, uma tentativa de economizar combustível diante da ameaça de escassez e da volatilidade dos preços causada pelo conflito no Oriente Médio
Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento
Após o Irã reverter a abertura da passagem marítima, presidente norte-americano minimiza a medida como tática de pressão
Teerã alega “pirataria” dos EUA para encerrar breve abertura da via estratégica; Donald Trump afirma que cerco naval só terminará com conclusão total de acordo.
Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)
Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda
Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada
Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos
O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela
Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua
Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir