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Quem já está com as contas em dia e o pé de meia devidamente reservado pode aproveitar a oportunidade rara de investir em títulos seguros com retornos expressivos
Pagar dívidas, separar uma quantia para as despesas de início de ano e colocar o restante na reserva de emergência: essas são algumas das recomendações clássicas de como usar o décimo terceiro salário.
Mas e quem já está com as contas em dia e o pé de meia devidamente reservado, o que deve fazer com a primeira parcela do pagamento extra, que deve ser depositada pelas empresas até esta sexta-feira (29)?
Claro que sempre há a opção de torrar tudo hoje mesmo com as ofertas da Black Friday. Mas uma outra alternativa que é mais interessante para quem vai além do consumo imediato e se preocupa com a construção do patrimônio a longo prazo.
O décimo terceiro na mão representa uma oportunidade para capturar chances raras de investir em títulos seguros com retornos expressivos ou até mesmo turbinar a restituição do Imposto de Renda ao mesmo tempo em que poupa para a aposentadoria.
Com o ano se aproximando do fim, está terminando também o período que é utilizado pela Receita Federal para apurar a base de cálculo do Imposto de Renda do próximo ano.
Pensando nisso, a planejadora financeira CFP pela Planejar Paula Bazzo dá uma dica para quem trabalha sob o regime CLT e não fez um planejamento fiscal ao longo do ano: investir em um plano de previdência privada do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).
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Essa modalidade permite que o valor investido no plano seja convertido em um abatimento de até 12% da renda tributável anual no IR. Ou seja, quem investe nesse tipo de produto recebe uma restituição maior.
“Seria uma ótima forma de unir três coisas positivas: a construção da longevidade, investimento e reserva de dinheiro e também fazer uma otimização fiscal para o Imposto de Renda do ano que vem”, diz a planejadora.
Mas é importante destacar que o benefício fiscal só é válido para quem entrega a declaração completa do IR. Ou seja, quem costuma ter mais despesas dedutíveis, como gastos com saúde, educação e dependentes.
Além disso, quem optar pelo PGBL pagará imposto sobre todo o valor acumulado, incluindo principal e juros, quando for resgatar o plano. É diferente do que ocorre na modalidade VGBL, em que não há abatimento fiscal, mas a tributação final ocorre somente sobre os rendimentos.
Além da previdência privada, Paulo Bazzo conta que estamos em um momento de janela de investimento interessante para outro investimento de longo prazo. Os retornos dos títulos públicos atrelados ao IPCA, que pagam a inflação do período mais uma rentabilidade contratada, estão em alta.
“A inflação corrige o poder de compra enquanto a rentabilidade faz crescer o seu patrimônio. E temos visto títulos girando na ordem de IPCA + 6% ou 7% ao ano. Pensando na longevidade, esse é um título conservador excepcional que poucos investimentos terão a capacidade de superar”, destaca a planejadora.
Vale relembrar que o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 foi notícia ontem após voltar a oferecer retorno de 7% acima da inflação pelo segundo dia consecutivo.
Já um relatório do Inter mostrou neste mês que o desempenho em 20 anos do Tesouro IPCA+ emitido em 2004 e que venceu no último mês de agosto foi de 1.337%, ou cerca de 14% ao ano. O percentual é quase o dobro dos 717% do CDI no período, enquanto a inflação foi de 315%.
No entanto, a planejadora faz o alerta de que o título é recomendado para quem de fato poderá manter o investimento a longo prazo. "Apesar de este ser um título considerado seguro, ele é muito volátil enquanto não chega ao vencimento. Se precisar resgatar no meio do caminho corre o risco de ser uma furada.”
Para investidores que precisam do dinheiro em um horizonte de tempo mais curto — pois estão poupando para uma viagem ou outra compra grande nos próximos dois ou três anos, por exemplo — a planejadora cita que, com o novo ciclo de alta da taxa básica de juros brasileira, a Selic, é possível encontrar títulos pós-fixados oferecendo rentabilidades acima do CDI.
“Também têm alguns títulos prefixados que já estão antecipando essa potencial alta de juros projetada pelo mercado e pagam 13%, até 13,5%, pois se entende que em questão de um ou dois anos vamos chegar lá. Então se você conseguir antecipar essa taxa a partir de hoje é possível ter retorno com objetivos de médio prazo.”
Por fim, quem investe diligentemente ao longo do ano e tem um perfil mais arrojado — ou seja, topa aportar em opções que podem ter retornos maiores, mas oferecem mais riscos —, é possível aproveitar a chegada do décimo terceiro para colocar uma “pimentinha” na carteira.
Paula não cita ativos específicos, mas diz que as ações e ETFs, ou fundos de índice, vinculados aos segmentos de tecnologia e inteligência artificial, “têm um potencial bem interessante”.
“Temos visto as aplicações no nosso cotidiano e uma adesão cada vez maior, então esse é um mercado que está se desenvolvendo bastante”, argumenta ela.
Outra opção para quem tem mais apetite ao risco são as criptomoedas, mas com parcimônia. “Para quem já tem o básico bem feito, ter um percentual pequeno de alocação permite aproveitar a onda sem expor uma parte significativa do patrimônio.”
Paula destaca ainda que, seja investindo em ações, criptomoedas ou qualquer outro tipo de ativo, é importante que o investidor saiba onde está colocando o seu dinheiro.
Investir é diferente de apostar, que é um jogo de azar com probabilidade de ganho de uma em infinitas. É preciso que o investidor tenha consciência de que ele pode e deve aproveitar a oportunidade se já está com o básico bem feito. Mas que ele não seja irresponsável a ponto de botar o seu patrimônio em risco por conta de promessas que não temos como assegurar o cumprimento.
Para o mercado cripto, por exemplo, existe uma opção para se expor aos ativos por meio de um ativo regulado que são os fundos de índice. “Tem bons ETFs oferecidos pelo mercado que dão conta de montar uma carteira de investimentos em cripto para o investidor surfar essa onda.”
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